Sexta, 11 de setembro de 2026
FILME DE BOLSONARO
Flávio Bolsonaro é investigado no STF por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro em financiamento de ‘Dark Horse’ negociado com Vorcaro
Inquérito determinado por André Mendonça em julho apura negociação com dono do Master; senador nega irregularidades
Brasil de Fato — São Paulo (SP)
11.set.2026

O candidato à presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro | Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A abertura do inquérito foi determinada pelo ministro André Mendonça.
A investigação foi instaurada a pedido da Polícia Federal (PF), com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). A apuração decorre de desdobramentos do caso Master e analisa a negociação de repasses financeiros entre o parlamentar e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Mensagens reveladas pelo Intercept Brasil mostram que o senador bolsonarista solicitou R$ 131 milhões ao empresário para a produção do longa-metragem. Planilhas apreendidas pela PF registram o pagamento de R$ 60 milhões para a obra.
Além disso, relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontam que o ex-marqueteiro de Flávio Bolsonaro, Marcello Lopes, transferiu R$ 1 milhão para a produtora Go Up Entertainment entre novembro e dezembro de 2025.
Em agenda pública de campanha realizada nesta quinta-feira, Flávio Bolsonaro negou a prática de irregularidades e declarou que os recursos aplicados no filme são exclusivamente privados. “Não há um centavo de dinheiro público. Pode revirar do avesso”, afirmou o candidato à presidência.
A abertura da apuração foi autorizada por Mendonça em julho e veio a público após a retirada do segredo de Justiça de documentos do processo principal do caso Master.
O procedimento investigatório específico focado em Flávio Bolsonaro permanece sob sigilo no STF para o cumprimento de diligências em andamento pela Polícia Federal.
Editado por: Geisa Marques



