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(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 18 de outubro de 2021

"CPI parou o genocídio": senadores celebram vitórias e dizem que comissão "não acabou em pizza"

Segunda, 18 de outubro de 2021

Simone Tebet (MDB-MS), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Rogério Carvalho (PT-SE), Renan Calheiros (MDB-AL) e senador Humberto Costa (PT-PE) - Marcos Oliveira/Agência Senado

Mesmo antes de relatório, membros da comissão apontam que investigação evitou mais mortes e corrupção na pandemia

Caroline Oliveira, Paulo Motoryn, Igor Carvalho, José Eduardo Bernardes e Daniel Giovanaz
Brasil de Fato | São Paulo (SP) | 18 de Outubro de 2021

Simone Tebet (MDB-MS), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Rogério Carvalho (PT-SE), Renan Calheiros (MDB-AL) e senador Humberto Costa (PT-PE) - Marcos Oliveira/Agência Senado

A CPI da Pandemia "não acabou em pizza". A constatação é de senadores que integram a comissão e que foram ouvidos pela reportagem do Brasil de Fato nas últimas semanas. De acordo com os congressistas, a investigação parlamentar cumpriu o papel de "estancar o genocídio" promovido por meio de ações e omissões do governo federal no combate à pandemia do novo coronavírus.

O relatório final, que será lido pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) na quarta-feira (20) – a leitura estava agendada para terça (19), mas foi adiada no domingo (17) –, irá refletir o teor das duas linhas principais de acusação contra o Executivo: a primeira é a prática "negacionista" materializada em um suposto boicote à compra de vacinas e na apologia a tratamentos ineficazes; a segunda tem como foco a corrupção no Ministério da Saúde.

A votação do relatório está marcada para a terça-feira da semana seguinte, dia 26. A decisão pelo adiamento da leitura e da votação foi do presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), diante de divergências dos senadores em relação a pontos que estarão presentes no texto.


Durante a semana passada, Calheiros chegou a afirmar que apenas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deveriam ser imputados 11 tipos penais diferentes: epidemia com resultado morte; infração de medica sanitária; emprego irregular de dinheiro público; incitação ao crime; falsificação de documento particular; charlatanismo; prevaricação; genocídio de povos indígenas; crimes contra a humanidade; crimes de responsabilidade e homicídio por omissão.

Outros senadores apontaram, durante o final de semana, que o ideal seria delimitar a lista de delitos em torno de quatro ou cinco crimes, o que, segundo eles, já seria suficiente para responsabilizar Bolsonaro pelas 600 mil mortes por Covid-19 e a má condução do combate à pandemia. Os pontos devem ser debatidos em sessão desta segunda-feira (18). Pela manhã, será ouvido o integrante do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Nelson Mussolini. À tarde, serão ouvidas pessoas que perderam amigos e parentes para a covid-19. Todas as regiões do país serão representadas entre os depoentes.