Segunda, 19 de julho de 2021
Concessão dada ao Grupo Macri representou saída de capitais do país e deu um rombo de $300 milhões de dólares no Estado
Fernanda Paixão
Brasil de Fato | Buenos Aires (Argentina)

Reestatizado em 2003, o serviço dos correios na Argentina tem desempenhado um papel fundamental na distribuição de vacinas contra a covid-19 no país. - Correos Argentinos
O tema da privatização dos correios na Argentina é antigo, mas permanece uma história sem desfecho. A concessão do serviço estatal à Socma (Sociedade Macri) – que durou até a reestatização dos correios, no governo de Néstor Kirchner, em 2003 –, resultou em um rombo de US$ 300 milhões. O Estado busca receber essa soma há 20 anos.
O longo processo judicial contra a Socma, cujo líder é Franco Macri, pai do ex-presidente Mauricio Macri, ainda deve se prolongar no tempo. Nesta quarta-feira (14), os advogados do grupo financeiro conseguiram, com uma apelação, reaver a decisão da juíza Marta Cirulli, que declarou a quebra do Correo Argentino S.A. na semana passada.
"Não subestimo a capacidade dos advogados [da Socma] para encontrar brechas e a capacidade midiática do grupo Clarín para protegê-los", afirmou o procurador do tesouro, Carlos Zannini, em entrevista à rádio El Destape, após a declaração de quebra da empresa Correio Argentino S.A., que não opera desde a reestatização.
