Segunda, 14 de junho de 2021
"Sérgio Camargo, certamente, não vai sequer folhear os livros de Marighella ou de Karl Marx, antes de inscrevê-los no seu índex" - Comunicação MST
Brasil de Fato | Fortaleza (CE)
14 de Junho de 2021
Em 2014, durante um protesto, ao revistar as mochilas de manifestantes na Praça Roosevelt, a Polícia Militar de São Paulo apreendeu a biografia de Marighella. Para casos do cerceamento da leitura, do pensamento, não é preciso recorrer à história do livro e da leitura no Brasil, bastar lembrar, por exemplo, episódios como o relatado por um de nossos antigos críticos Agripino Grieco, em tom de disparate, mas que se multiplicam, nos dias de hoje, à exaustão, alimentando atiçando a fogueira da censura: encarregado de “apreender os livros ‘vermelhos’ da biblioteca de um comunista”, um policial apreendeu “as obras camilianas da [editora] Parceria Antônio Maria Pereira, todas elas apresentadas em cor de sangue”. Não é preciso dizer da semelhança dos episódios, a questão é outra, como pergunta o jornalista Mário Magalhães, autor da biografia de Marighella: É crime ler?

