Segunda, 31 de janeiro de 2021

Excesso de óbitos é mais de 2 vezes superior em países de líderes negacionistas.
31 De Janeiro De 2022
Em janeiro de 2021, esta coluna fez uma estimativa de quantas mortes poderiam ter sido evitadas no Brasil se o Governo Bolsonaro tivesse seguido as medidas recomendadas pela OMS. Dependendo do critério utilizado, poderiam ter sido poupadas entre 25% (se fosse utilizada a média de óbitos na América Latina) a 75% (calculado pela média mundial) de vidas.
No final da semana passada, uma pesquisa liderada por Michael Bayerlein, do Instituto Kiel para a Economia Mundial, apurou o excesso de mortes em relação ao que seria esperado em 2020 em 42 países. Aquelas nações classificadas pelos pesquisadores como tendo líderes populistas (EUA, Brasil, Reino Unido, México, Turquia, Índia, Hungria, República Tcheca, Israel, Polônia e Eslováquia) tiveram 18 óbitos a mais por 100 habitantes em relação às expectativas. Nos países com líderes não-populistas, o excesso de mortalidade foi de 8. Assim, houve 10 óbitos não esperados a mais em países populistas.

