Pedro Augusto Pinho: Que países podem se considerar verdadeiras potências mundiais em 2025?
Por Pedro Augusto Pinho*
Quais países podem se atribuir serem efetivas potências mundiais em 2025?
Para responder esta questão é necessário estabelecer os critérios que determinam ser o país uma potência, que vai muito além dos produtos internos brutos (PIB) e das suas forças armadas.
O primeiro critério é a soberania, o modo autônomo de adotarem decisões em face dos demais países.
Deste modo, embora sejam países relativamente privilegiados em energia e produção mineral, Austrália e Canadá, exemplificando, participam do sistema arcaico, criado em 11 de dezembro de 1931 pelo Parlamento do Reino Unido, para que o rei ou rainha da Inglaterra mantivesse algum poder, quando suas colônias estavam se libertando: a British Commonwealth.
No entanto, nas duas últimas décadas do século 20, surge o domínio das finanças apátridas em grande parte do mundo ocidental, em alguns países da Ásia, como o Japão, e em poucos da África.
E como operadores deste gigantesco poder, os fundos trilionários – BlackRock, Vanguard, State Street, Fidelity, Capital Group, Amundi, PIMCO, T. Rowe Price e mais de meia centena – que dominam os países com a gestão das dívidas e com aquisições patrimoniais que lhes dão poder político e administrativo.
No Brasil, com a Lei Complementar nº 179/2021, que estabeleceu a autonomia do Banco Central, esta organização deixou de atuar no interesse nacional para o fazer de acordo com o das finanças apátridas.
