Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

O futuro que aguarda a civilização do homo sapiens

Segunda, 26 de janeiro de 2026

O futuro que aguarda a civilização do homo sapiens

PÁTRIA LATINA - PAPA DO DIA - segunda-feira, 26 de janeiro de 2026


Pedro Augusto Pinho*

O que fazer diante de sociedades cada vez mais injustas, racistas e autoritárias? O que fazer num mundo em que as crueldades humanas são exibidas em meio a uma repugnante impunidade pública? O que fazer face à “ordem” internacional selvagem em que a brutalidade da força é a única lei que prevalece? É uma época em que os Estados, tal como as aves Fênix da mitologia grega, erguem-se novamente dos escombros dos mercados globais enfraquecidos e lançam-se, como leviatãs geopolíticos enfurecidos, uns contra os outros em guerras tarifárias, invasões e chantagem. Mas são também esses Estados, essas “bestas magníficas” (Foucault), que centralizam a riqueza comum, as conquistas coletivas e os direitos de todos; então hoje eles são essenciais para sobreviver como sociedades. E, claro, apoiar novos direitos e justiça social emergentes das próximas lutas coletivas” (Álvaro Garcia Linera, vice-presidente da Bolívia (2006-2019), ¿Qué hacer? Telesur, 25/1/2026).

Duas mentes brilhantes, o diplomata José Maurício de Figueiredo Bustani (1945) e o economista Paulo Nogueira Batista Junior (1955) defenderam em artigo recente – “Se queres a paz, prepara-te para guerra”, Viomundo, 22/1/2016 – a necessidade de o Brasil se preparar para a inevitável guerra, onde serão amplamente usados armamentos nucleares e recursos digitais não tripuláveis, para defesa e para ataque. E concluem com a menção de Tucídides sobre a Guerra do Peloponeso: o clássico confronto de valores (o liberalismo) com o realismo no campo das relações internacionais: “Temos de nos opor a um novo diálogo de Melos”.