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(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Conselho de Direitos Humanos cobra punição de crimes cometidos por policiais


Sexta, 9 de outubro de 2015
Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil
Brasília - Reunião dos representantes do Conselho Nacional de Direitos Humanos para tratar de assassinatos praticados por autoridades públicas, especialmente PMs (José Cruz/Agência Brasil)
A presidenta em exercício do conselho, Ivana Farina, diz que houve um aumento no número de homicídios cometidos por policiais —José Cruz/Agência Brasil
O Conselho Nacional de Direitos Humanos vai cobrar das autoridades ações para acabar com os homicídios cometidos por agentes públicos, especialmente policiais militares, em todo país. Segundo a presidenta em exercício do conselho, Ivana Farina, houve um aumento no número dessas mortes, e mais de 100 casos estão sob investigação do conselho atualmente.
A entidade pede o fim de designações genéricas, como autos de resistência, em registros policiais. Segundo Ivana, esse é um mecanismo usado para justificar lesões e mortes decorrentes das ações policiais e não está previsto na legislação. Ela destacou que, em 2012, o conselho publicou a Resolução nº 8, que trata do assunto, mas que não foi amplamente adotada pelos órgão de segurança.
“É impossível imaginar que o Estado cumpra com sua obrigação de garantia da segurança se ele próprio não promove ações efetivas e incisivas contra práticas criminosas dentro da sua estrutura. […] Não se exclui crime pela figura da resistência seguida de morte, se exclui crime por legítima defesa, por exemplo”, disse.
Ivana explicou que o conselho levará o tema para debate em colegiados nacionais, como do Ministério Público, do Judiciário e das secretarias de Segurança Pública. Os conselheiros cobrarão ainda agilidade na tramitação do Projeto de Lei 4.471/12, que está pronto para votação na Câmara dos Deputados. O texto cria regras rigorosas para a apuração de mortes e lesões corporais decorrentes das ações de agentes do Estado, como policiais.
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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

PGR pede apuração da Justiça Federal para violações de direitos humanos em Goiás; torturas, homicídios, desaparecimentos forçados

Segunda, 1º de setembro de 2014
Do MPF
Casos em Goiás incluem tortura, homicídio e desaparecimento forçado que têm como vítimas, na maioria das vezes, pessoas em situação de rua ou usuários de drogas, praticados com a participação ou conivência de agentes públicos, no período de 2005 a 2012
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) manifestação final no Incidente de Deslocamento de Competência (IDC 3) em que pede a apuração de oito casos específicos de violações de direitos humanos em Goiás pela Justiça Federal. Nestes casos, ele identificou características de violência policial institucional e uma demora excessiva na investigação ou andamento dos processos. Para os outros casos que integram o processo, ele cobra um posicionamento do STJ para que o estado de Goiás implemente mecanismo de controle periódico de inquéritos policiais.