“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Leonel Brizola fez mais de seis mil escolas. Parece inacreditável [vídeo]

Quinta, 21 de fevereiro de 2019

O governante que mais construiu escolas na história é um gaúcho pobre, órfão de pai, jardineiro, agregado doméstico em família metodista, depois engenheiro e servidor público concursado. É Leonel de Moura Brizola, de Carazinho (RS), governador do RS e duas vezes governador do Rio, que só não se elegeu presidente da República por força de aliança entre a direita, a Rede Globo e a esquerda que a direita gosta.

Jamil Haddad, Oscar Niemeyer, Leonel Brizola e Darcy Ribeiro (foto: Acervo Fundar)
O jornalista Osvaldo Maneschy encontrou um raro documentário desde o início da epopeia educacional em solo gaúcho nos anos 50. Depois, chega-se aos Cieps (seis mil escolas no RS; 500 no RJ), projeto que reuniu (veja!) Brizola, Darcy Ribeiro, Oscar Niemeyer e o engenheiro/calculista José Carlos Sussekind.

No documentário, vê-se a intensa mobilização política e popular de Brizola pra avançar a saga educacional no Rio Grande. Quanto ao Sambódromo, Darcy Ribeiro explica: “São cinco Cieps. É um escolão pra cinco mil, que durante uma semana empresta seu espaço pro carnaval”.


Vamos subir esse documentário pro YouTube, a fim de dar nossa contribuição à sua divulgação. Brizola vive! O trabalhismo resiste. O nacionalismo é a força que nos agrega.

Fonte: Agência Sindical

terça-feira, 3 de abril de 2018

Ex-embaixador chinês volta ao Rio para gravar programa de TV sobre CIEPs

Terça, 3 de abril de 2018
Da Tribuna da Internet
Sergio Caldieri
Conexão Jornalismo

O ex-embaixador chinês Chen Duqing esteve na semana passada acompanhando uma equipe de seis jornalistas e cinegrafistas gravando um programa para TV no CIEP Agostinho Neto, no bairro do Humaitá. Eles entrevistaram professores e alunos para saber da integração da comunidade com a escola fundada por Darcy Ribeiro e Leonel Brizola,em 1984.
As gravações foram feitas no CIEP do Humaitá

Como dizia Darcy Ribeiro há 32 anos: “Ou construímos escolas ou no futuro teremos um exército de trombadinhas assaltando nas ruas”. Não deu outra. Desde 1984, nos 510 CIEPs teriam estudados cerca de 20 milhões de crianças em turno integral, que era o objetivo. Mas foram destruídos pelo Moreira Franco, Marcello Alencar e o sistema Globo (jornal, rádios e TV), com apoio de alguns petistas que tinham espaços nas mídias para criticarem os CIEPs, tais como Chico Alencar, Milton Temer e a professora Vanilda Paiva.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Escola de ensino integral é modelo na superação da desigualdade, diz pesquisa

Terça, 2 de agosto de 2016
Fernanda Cruz – da Agência Brasil
Pesquisa que mapeou escolas brasileiras e estrangeiras mostra que o ensino integral no ensino médio ajuda a superar as desigualdades em questões como inclusão social, autonomia, etnia, raça, gênero e sexualidade. O estudo foi divulgado hoje (2), na capital paulista, durante o Seminário Internacional Educação Integral e Ensino Médio: Desafios e Perspectivas na Garantia da Equidade, promovido pelo Centro de Referências em Educação Integral, Instituto Unibanco e Cidade Escola Aprendiz.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Escola CIEP de Brizola, Darcy e Niemeyer pode se tornar padrão na Inglaterra

Segunda, 18 de julho de 2016
Luiz Erthal
Blog Toda Palavra
Há quatro anos o governo britânico lançou o programa Building Schools for Futures (Construindo Escolas para o Futuro), que pretendia suprir o déficit de salas de aula na Inglaterra com a construção em larga escala de escolas pré-moldadas econômicas e de rápido processo construtivo. O plano do então secretário de educação, Michael Gove, gerou uma intensa polêmica entre os arquitetos ingleses, que viam com desconfiança a ideia de serem produzidas escolas padronizadas com um design inferior e despersonalizado.

Enquanto os empreiteiros se apressaram a apresentar ao governo projetos de kits pré-moldados baratos, ao custo de 1.465 libras (cerca de 1.950 dólares) o metro quadrado, o Royal Institute of British Architects (RIBA) desafiou os arquitetos ingleses a buscarem alternativas para oferecer um projeto escolar de alto padrão de design, pois os modelos até então propostos, segundo eles, equivaliam a galpões que, além de desconfortáveis, dificilmente poderiam ser adaptados a terrenos acidentados.

VIERAM AO BRASIL – David Chambers e Kevin Haley, diretores do conceituado escritório londrino de arquitetura e design Aberrant Architecture, vieram, então, ao Brasil buscar inspiração nos Centros Integrados de Educação Pública, construídos no Rio de Janeiro nos anos 80 e 90, durante os dois governos de Leonel Brizola, com projeto educacional de Darcy Ribeiro e arquitetônico de Oscar Niemeyer. Para eles, aquele seria o modelo ideal de escola pública a ser adotado pelo Reino Unido.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Escola abandonada lembra cenário de guerra e moradores fazem "Ocupa Ciep" em protesto; vejam o vídeo

Segunda, 21 de dezembro de 2015
Da Tribuna da Imprensa / Correio do Rio
Como se não fosse suficiente toda a falta de respeito do "poder público" para com o cidadão, agora que se aproximam os jogos olímpicos e as obras faraônicas que acompanham – com dinheiro não apenas municipal, mas como também estadual e federal – temos muito pouco a comemorar.
Após a desativação do CIEP Esther Botelho, já há algum tempo, o governo do estado repassou a administração da unidade à FAETEC sendo que a mesma não se responsabilizou, ficando assim o edifício com todo o mobiliário escolar e diversos insumos abandonado.
O resultado é chocante, um verdadeiro cenário de guerra:  livros apodrecendo, maquinário depredado, pichações, furto de cabos elétricos e janelas, uso indevido do espaço para pasto animal e depósito de estrume.
O edifício do CIEP 446, localizado em Niterói, se tornou então um foco de doenças e ilícitos, sem qualquer conservação ou manutenção.  O que um dia foi um lugar seguro para todas as crianças e jovens da comunidade se tornou uma amarga lembrança de tempos melhores. Antigos alunos do CIEP se mostraram consternados por não poderem ver seus filhos usufruírem da mesma qualidade que aquela unidade sempre proporcionou à região.  Alguns inclusive se queixaram de terem seus filhos transferidos para escolas em áreas de alto risco e infra-estrutura muito inferior se comparadas ao CIEP Esther Botelho.
Eis que alguns moradores iniciaram uma ocupação para dar utilidade social ao imóvel, com atividades recreativas e esportivas para as crianças, e hoje, neste domingo, 20 de dezembro de 2015, esta ocupação foi oficialmente declarada  OCUPA CIEP.
Com o apoio de vários grupos como a Juventude Socialista, o movimento Reinventar, o movimento DE OLHO NA EDUCAÇÃO e o MTST, iniciou-se o já mencionado OCUPA CIEP com o intuito de não apenas revitalizar aquele espaço mas também de exigir do poder público o devido respeito à população e ao dinheiro do contribuinte, outrora muito bem empregado na construção dos CIEPs e agora totalmente desperdiçado com melhorias que só atingem camadas mais privilegiadas da população, fechando as escolas de áreas menos favorecidas.
VÍDEO:

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Crianças abandonadas em 30 anos sem CIEPs

Quinta, 25 de junho de 2015
Da Tribuna da Imprensa
Sergio Caldieri
Como dizia Darcy Ribeiro há 30 anos: “Ou construímos escolas ou no futuro teremos um exército de trombadinhas assaltando nas ruas”. Não deu outra. Desde 1984, nos 510 CIEPs teriam estudados cerca de 20 milhões de crianças em turno integral, que era o objetivo. Mas foram destruídos pelo Moreira Franco, Marcello Alencar e o sistema Globo (jornal, rádios e TV).

Se Darcy Ribeiro não fosse derrotado pelo Moreira Franco (PDS, ex-Arena da ditadura), teria construído mais 500 CIEPs. Mais 20 milhões de crianças estudando. Culpa delles…
 
Lembro que em 24 de abril de 2002, o jornalão O Globo publicou que sete mil crianças estavam trabalhando de olheiros do tráfico nas 337 favelas na região metropolitana do Rio de Janeiro. Ganhavam 600 reais por semana. Foi justamente neste dia, durante o programa Batendo Boca, na Rádio Nacional, do apresentador José Carlos Cataldi, que perguntei: mas estas crianças não deveriam estar estudando nos CIEPs? E ainda acrescentei: “Cobrem do Moreira Franco, Marcelo Alencar e do sistema Globo”.
 
NO “FEICEBUQUE” 
 
No último dia 23/5, a jornalista Régis Farr fez o seguinte comentário no Feicebuque: 
 
“Como jornalista de educação, fui “n” vezes a vários CIEPs, uma inclusive com a recomendação expressa da chefia de reportagem para mostrar como o Brizola “já tinha abandonado o projeto inicial e as crianças comiam mal e não tinham atividades depois das aulas”. O que vi rodando pelos CIEPs da cidade, devidamente acompanhada por um fotógrafo, foi exatamente o oposto. O almoço nos deixou com água na boca, havia atividades desportivas e ensino orientado. Mais ainda: em alguns CIEPs havia alunos-residentes (8 meninos dos socialmente mais problemáticos), abrigados em espaço construído como apartamento, com um “pai” bombeiro e sua esposa como “mãe”.
 
Era um projeto realmente de educação integral, para a cidadania. Foi só o Marcelo Alencar entrar para terminar com o inovador e audacioso sistema educacional e transformar os CIEPs em escolas de terceira categoria, em dois turnos, pois era isso que o pobre merecia, de acordo com o pensamento retrógrado dessa turma. À guisa de esclarecimento: eu não era brizolista à época. E de curiosidade: escrevi uma matéria sobre o que vi nos CIEPs visitados na ocasião. Logicamente não foi publicada e fiquei por um tempo na geladeira. Eu trabalhava no JB, onde o antibrizolismo era menos acintoso. Se isto tivesse acontecido no Globo, eu teria sido despedida na hora. De fato, o jornalista Pinheiro Jr., que foi responsável da editoria de cidade de O Globo, me contou que todos os dias, o chefão Evandro Carlos de Andrade cobrava uma matéria contra o governo do Leonel Brizola. Se não tinha, era para se virar, pois era ordem do Roberto Marinho”.