Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Racismo, discurso de ódio e extrema direita: por que os terreiros lutam e não recuam

Quarta, 21 de janeiro de 2026

Encruzilhadas exigem posições em diálogo com as lutas históricas por democracia, direitos e políticas públicas

Do brasil de fato —Brasília (DF)
21.jan.2026 -
Francisco Nonato do Nascimento Filho


Povos de terreiro conquistaram políticas públicas no Brasil no último período| Crédito: Freepik

No Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado em 21 de janeiro, os terreiros brasileiros saem às ruas para denunciar os efeitos estruturais do racismo religioso e enfrentar o avanço do discurso de ódio da extrema direita, representado pelo bolsonarismo. A data é marcada pela presença e pelo legado ancestral da saudosa Mãe Gilda de Ogum, fundadora do Axé Abassá de Ogum, vítima de racismo religioso, cuja memória inspira a resistência e fortalece a luta dos Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro e de Matriz Africana.

A luta e a presença ancestral de Mãe Gilda de Ogum constituem fundamento necessário que impulsiona, em todo o país, iniciativas voltadas ao fortalecimento dos coletivos de terreiro e à incidência institucional, com o objetivo de garantir a promoção de políticas públicas específicas de enfrentamento ao racismo religioso. Dados sistematizados em 2025 indicam que 80% dos terreiros no país já sofreram algum episódio de racismo religioso, violência física ou material.