“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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domingo, 11 de janeiro de 2015

Pesquisadores da Embrapa desenvolvem plástico filme comestível

Domingo, 11 de janeiro de 2015
Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil


Embrapa inova criando filme plástico comestível para embalagens (Flavio Ubiali/Embrapa)
Embrapa cria filme plástico comestível para embalagens
Flavio Ubiali/Embrapa
Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveram um plástico filme comestível que pode ser produzido a partir de alimentos como espinafre, mamão, goiaba e tomate. As características do produto (resistência, textura e capacidade de proteção), no entanto, são muito similares às de um papel-filme convencional.
A pesquisa foi desenvolvida pela Rede de Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio (AgroNano) da Embrapa e recebeu investimentos de R$ 200 mil. Os trabalhos foram coordenados pelos pesquisadores Luiz Henrique Capparelli Mattoso e José Manoel Marconcini.
“É uma forma de processamento de alimento na forma de filme, mas eles têm características similares aos filmes convencionais, seja a diminuição da passagem de gases ou do contato com outros organismos. É algo que não deixa você ter contato direto com o alimento”, destaca o líder da Rede de Pequisa de Nanotecnologia para Agronegócio da Embrapa, Cauê Ribeiro.

terça-feira, 1 de março de 2011

Radioagência NP: Embrapa impede pesquisadores de expor riscos do novo Código Florestal

Terça, 1 de março de 2011

Da Radioagência NP
Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) foram impedidos de participar de um seminário que debateu o Código Florestal na última terça-feira (22), na Câmara dos Deputados, em Brasília. A denúncia foi feita pelo jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com a matéria, os pesquisadores apresentariam trechos de um relatório produzido por um grupo de trabalho científico, do qual a Embrapa faz parte, sobre impactos na agricultura relativos à alteração do Código. Um dia antes da atividade, porém, os cientistas teriam recebido ordens de seus dirigentes para que não falassem.

Entre as principais conclusões do trabalho dos técnicos da Embrapa, está um estudo que mostra que a ausência de insetos polinizadores provoca queda de produtividade de 40% a 100% em oito culturas. Se a vegetação nativa for reduzida no país,  os insetos também desaparecerão.

Nesta segunda-feira (28), o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf), Vicente Almeida, enviou uma carta ao ministro da Agricultura, Wagner Rossi, solicitando audiência para questionar o impedimento à livre manifestação científica dos pesquisadores da Embrapa, que ajudaram a elaborar o relatório.

Segundo o órgão, não houve veto, apenas uma "orientação" para que os cientistas evitassem falar "em nome da Embrapa" sobre o tema, já que oficialmente a empresa não tem ainda opinião sobre o assunto. Para Almeida, no entanto, o argumento “esconde a intenção do órgão em impedir que seus pesquisadores divulguem resultados de estudos que não corroboram a proposta defendida pela bancada ruralista”.

Ainda segundo ele, “a sociedade tem direito a informação científica isenta de interesses políticos, econômicos ou quaisquer outros que não sejam compatíveis com esse direito”.

De Brasília, da Radiagência NP, Sofia Prestes.
01/03/11

domingo, 26 de dezembro de 2010

Pesquisadora da Embrapa é perseguida por denunciar impactos ambientais

Domingo, 26 de dezembro de 2010
Da Radioagência NP
Com 20 anos de profissão e conhecida internacionalmente, a pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – Unidade Pantanal (MS), – Débora Fernandes Calheiros, está sofrendo perseguição no ambiente de trabalho. O problema teve início em 2006. Na ocasião a pesquisadora denunciou – em um parecer técnico pedido pela própria Embrapa – os impactos ambientais provenientes da construção da empresa do grupo EBX, do empresário Eike Batista, no pólo siderúrgico de Corumbá (MS).

Desde então a pesquisadora vem sendo afastada de estudos considerados importantes. Débora estava há dois anos em uma comissão do Conselho Nacional de Recursos Hídricos que discutia com o Ministério do Meio Ambiente assuntos relacionados a construção de 116 hidrelétricas previstas para a bacia do Alto Paraguai. Porém, no mês de outubro, foi afastada da comissão.

Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf), Vicente Almeida, já é certo para a pesquisadora que as hidrelétricas irão afetar o funcionamento hidroecológico do Pantanal Matogrossense, a pesca e o turismo de pesca, que são atividades econômicas e de subsistência das comunidades ribeirinhas. Para ele, o afastamento foi ocasionado por pressão política.

“A própria chefe da Unidade disse que recebeu pressão de setores do governo do Mato Grosso do Sul para a retirada da Débora da comissão. Essas são questões que se colocam à frente do interesse público e à frente da missão que a Embrapa deve ter.”

A Radioagência NP entrou em contato com da Embrapa Pantanal para falar com a chefe da Unidade – Emiko de Resende.  Ela está em recesso de fim de ano e só retornará no início de janeiro.

De São Paulo, da Radioagência NP, Danilo Augusto.