Terça, 15 de outubro de 2024
Quilombos e assentamentos foram os únicos territórios com redução do fogo em relação ao ano anterior
Carolina Bataier
Brasil de Fato | São Paulo (SP) | 15 de outubro de 2024

A vegetação savânica, típica do Cerrado, é a mais afetada pelas chamas - Mayangdi Inzaulgarat/Ibama
De janeiro a setembro de 2024, o fogo consumiu 8,4 milhões de hectares do Cerrado, uma área equivalente às proporções da Áustria. Em comparação ao mesmo período do ano anterior, isso representa um aumento de 117%.
Os territórios mais afetados foram as fazendas, com 3,9 milhões de hectares incendiados — quase a metade do total do período. As Terras Indígenas ficam em segundo lugar em maior área afetada, com 2,8 milhões de hectares incendiados. Áreas militares, unidades de conservação e terras públicas não destinada também tiveram aumento.
Os quilombos e assentamentos foram os únicos territórios com redução da área queimada quando comparadas à área média dos anos anteriores. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (15), pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).
“A seca no Cerrado impulsionou a expansão da área queimada em quase todas as categorias fundiárias. Para enfrentar esse cenário, é preciso fortalecer a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, mudando práticas de manejo agrícola e incentivando o uso controlado do fogo”, aponta Ane Alencar, diretora de Ciência do Ipam.
