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(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

VENENO NA MESA: México proíbe glifosato e milho transgênico; população tem até 3 anos para se adequar

Quarta, 6 de janeiro de 2021

Do Brasil de Fato

Governo ordenou que o herbicida e o milho geneticamente modificado sejam trocados por alternativas saudáveis

Redação

Brasil de Fato | Brasília (DF) | 06 de Janeiro de 2021 


Autoridades mexicanas terão que suspender autorização para plantio de sementes modificadas geneticamente - Cleverson Beje | FAEP


O governo do México publicou um decreto por meio do qual proíbe o milho transgênico em território nacional e também o uso do veneno agrícola glifosato. O país terá prazo de três anos para se adequar à norma, editada no último dia de 2020 pelo presidente Andrés Manuel López Obrador.

As mudanças serão promovidas, conjuntamente, pelos ministérios do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Semanart), da Saúde (Ssa), da Agricultura e Desenvolvimento Rural (Sader) e pelo Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (Conacyt).

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Meio Ambiente: MPF/DF move ação requerendo suspensão das liberações comerciais de sementes transgênicas tolerantes a glifosato

Segunda, 23 de abril de 2018
Do MPF
foto de plantação de milho
Foto: Agência Paraná
O uso indiscriminado de agrotóxicos traz impactos graves e negativos para a saúde humana e para o meio ambiente
O Ministério Público Federa (MPF) no Distrito Federal ajuizou uma ação civil pública visando suspender a liberação comercial de sementes transgênicas tolerantes ao herbicida glifosato, emitida pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), enquanto não for concluído o processo de reavaliação toxicológica da substância pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). A partir da decisão técnica da agência, a ação requer a readequação das liberações comerciais à conclusão da Anvisa, seja para cancelá-las ou liberá-las com ou sem restrições. A ação encaminhada à 9ª Vara da Justiça Federal é assinada pelas procuradoras da República Ana Carolina Maia, Carolina Martins e Luciana Loureiro.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

“O glifosato provoca alterações no DNA”

Segunda, 13 de novembro de 2017
Entrevista com Siegried Knasmüller

Os Estados membros da União Europeia, reunidos na quinta-feira, 9 de novembro, no Comitê Plantas, Animais e Alimentos, não conseguiram obter maioria sobre proposta da Comissão Europeia para renovar a licença de uso do glifosato por mais cinco anos. E isso quando a licença para o herbicida, que entra na composição do famoso Roundup da Monsanto, expira no dia 15 de dezembro.

Reconhecido internacionalmente por seus trabalhos em toxicologia genética, Siegfried Knasmüller, pesquisador do Instituto de Pesquisa sobre Câncer de Viena, oferece uma visão científica sobre esta questão. Segundo ele, o parecer emitido pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) e pela Agência Europeia de Produtos Químicos (ECHA), concluindo que o glifosato não é cancerígeno e não genotóxico, não é sério. O próprio Siegried Knasmüller fez pesquisas in vitro que demonstram o efeito nocivo do glifosato.

A entrevista é de Cédric Vallet, publicada por Alternatives Économiques, 09-11-2017. A tradução é de André Langer.

Eis a entrevista.

O senhor é toxicologista em Viena. O senhor pode nos explicar que conclusões tira dos seus trabalhos sobre o glifosato?

Eu trabalho no Instituto de Pesquisa sobre Câncer de Viena e me especializei em toxicologia genética. Eu estudo a genotoxicidade, portanto, as lesões que afetam o patrimônio genético, o DNA, e que podem ser mutagênicas (causar mutações; nota do editor). Esses danos podem estar na origem do câncer. Eu mesmo consagrei vários trabalhos aos impactos do glifosato sobre o DNA. Nós fizemos estudos in vitro em células epiteliais bucais (células derivadas da boca).

sábado, 14 de outubro de 2017

Guerra da França ao glifosato deve acelerar aprovação do ‘Pacote do Veneno’ no Brasil

Sábado, 14 de outubro de 2017
Do Saúde Popular

Imagem: Pixbay
Imagem: Pixbay

Com banimento em outros países, fabricantes tendem a desovar estoques de agrotóxicos em países como o Brasil


Entidades de saúde e de defesa do consumidor denunciam proposta de Medida Provisória que libere novos agrotóxicos

Por Cida de Oliveira, da Rede Brasil Atual
A guerra declarada pela França ao agrotóxico glifosato nas duas últimas semanas deverá causar efeitos indesejáveis no Brasil. O mais preocupante deles é a pressão de fabricantes dessas substâncias para medidas que permitam a desova de estoques encalhados. Já há meio caminho andado para isso, tanto no Executivo como no Legislativo.

No final de abril, entidades de saúde e de defesa do consumidor enviaram cartas ao presidente Michel Temer (PMDB), repudiando uma proposta de Medida Provisória (MP) que poderia vir a liberar novos agrotóxicos.

A notícia veio pelo jornal O Estado de S. Paulo, segundo o qual o Ministério da Agricultura teria chamado o sindicato da indústria de agrotóxicos para auxiliar na elaboração do texto da MP que abre brecha para a liberação de agroquímicos atualmente proibidos por serem classificados como cancerígenos, teratogênicos (com risco de causar malformações fetais) ou capazes de causar mutações em células, abrindo caminho para o surgimento de diversas doenças.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

MPF quer garantir que Ministério da Agricultura e Pecuária não conceda registro de produtos que contenham substâncias nocivas à saúde; o veneno em sua mesa

Segunda, 11 de setembro de 2017


Do MPF

Pedido feito em manifestação à Justiça é relativo a cinco ingredientes ativos que fazem parte da composição de agrotóxicos usados no Brasil

O Ministério Público Federal (MPF/DF) reiterou, em manifestação enviada à Justiça na última sexta-feira (8), o pedido para que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) seja proibido de conceder registros de produtos que contenham cinco ingredientes ativos que fazem parte da composição de agrotóxicos usados no país. Trata-se dos componentes paraquate, carbofurano, tiram, glifosato e abamectina. Também foi pedida a suspensão de registros já concedidos. Essa medida, na avaliação do MPF, deve vigorar até que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) finalize os estudos toxicológicos dos herbicidas, que, segundo análises científicas já realizadas, são nocivos à saúde humana.

A solicitação foi feita no âmbito de uma ação civil pública, apresentada pelo MPF em 2014. Na época, o MPF já questionava a demora da Anvisa para terminar as avaliações. Passados três anos, a agência reguladora não finalizou os estudos. Nem mesmo com a concessão de uma liminar, em março de 2015, que deu um prazo de 90 dias para a providência, as análises foram concluídas.Na manifestação, relata-se que, em reunião realizada em maio deste ano, a Anvisa declarou que tem se empenhado na conclusão das reavaliações pendentes. No entanto, a agência alegou que não foi possível atender à ordem judicial no prazo estabelecido por conta da alta complexidade dos processos de reavaliação e carência de pessoal. Na avaliação do Ministério Público, diante da impossibilidade da Anvisa de cumprir o prazo, é necessária uma intervenção judicial urgente, pois os argumentos apresentados pela Anvisa “não podem servir de pretexto para que o povo brasileiro seja exposto a riscos de toda ordem, deixado à própria sorte pela ineficiência do poder público. Afinal, a eficiência é princípio administrativo constitucional de observância imperativa, aqui manifestamente violado sucessivamente”.

sábado, 14 de maio de 2016

Glifosato na urina? 48 eurodeputados fizeram o teste. Juncker, presidente da Comissão Europeia, não quis…

Sábado, 14 de maio de 2016
Na semana em que os países europeus decidem sobre a autorização do glifosato presente nos herbicidas, um grupo de eurodeputados decidiu mostrar como esta substância tóxica já está presente com níveis preocupantes no corpo humano.
Foto Mike Mozart/Flickr
Numa ação política em vésperas da decisão sobre a reautorização do uso do glifosato na Europa, um grupo de eurodeputados belgas convidou colegas de vários partidos e nacionalidades para testar os níveis de glifosato presentes na sua urina. 

Segundo o diário francês Le Monde, o resultado das 48 análises revelou uma taxa média dezessete vezes acima do permitido para a água potável, com alguns dos eurodeputados a acusarem 35 vezes esse nível. 

A experiência também foi proposta ao presidente da Comissão Europeia Jean Claude Juncker, mas o convite ficou sem resposta.

Na próxima quarta e quinta-feira reunirá um comitê com representantes dos países da UE para decidir sobre o futuro do uso do glifosato presente em herbicidas como o Roundup, da multinacional Monsanto. Em cima da mesa está a proposta de uma reautorização por nove anos, sem restrições ao uso do glifosato.

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