“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 17 de março de 2025

Mais Médicos: Saúde anuncia 2,2 mil novas vagas e cadastro reserva

Segunda, 17 de março de 2025

Profissionais irão atender em áreas vulneráveis e de difícil acesso

Paula Laboissiere – Repórter da Agência Brasil
Publicado em 17/03/2025 - 16:22
Brasília
Brasília (DF), 17/03/2025 - Detalhe do uniforma de um médico durante anúncio do ministro da Saúde Alexandre Padilha sobre a expansão do programa mais médicos com a oferta de novas vagas no primeiro edital de 2025.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
Paula Laboissiere – Repórter da Agência Brasil
Publicado em 17/03/2025 — Brasília

O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (17) novo edital para a contratação de 2.279 profissionais pelo Programa Mais Médicos. Segundo a pasta, as vagas serão disponibilizadas para 4.771 municípios.

Em entrevista à imprensa, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que, com o preenchimento das novas vagas, o programa passará a contar com mais de 28 mil profissionais.

Os médicos atuam em equipes de Saúde da Família e, quando necessário, encaminham o paciente para um especialista.

Brasília (DF), 17/03/2025 - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anuncia a expansão do programa mais médicos com a oferta de novas vagas no primeiro edital de 2025.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 17/03/2025 - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anuncia oferta de vagas do Mais Médicos. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil










“Aumenta muito a capacidade de resolver os problemas de saúde na atenção primária”, avaliou Padilha.

“Evidências e estudos mostram que a presença desse médico reduziu o encaminhamento para a atenção especializada”, completou.

Do total de municípios que vão receber médicos a partir do novo edital, que prioriza regiões de maior vulnerabilidade e áreas de difícil acesso, 1.296 cidades terão vagas imediatas e 3.475 poderão manifestar interesse e ter ampliação de profissionais.

A região da Amazônia Legal será contemplada com 473 vagas em 709 cidades.

sábado, 1 de dezembro de 2018

Jardim Vitória acordou sem médicos

Sábado, 1º de dezembro de 2018

Do

Maior complexo habitacional da América Latina, 230 mil pessoas vivem no distrito e contam com 15 UBS, parte delas atuavam médicos cubanos
Foto: Reprodução da videorreportagem
1/12/2018

Como ficou o distrito de Cidade Tiradentes, na zona Leste paulistana, onde 78% da população é usuária do SUS, após a saída dos médicos cubanos?


Por Júlia Dolce, para Saúde Popular
Uma semana após o Tweet do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) decretar o fim da parceria entre Brasil e Cuba no programa Mais Médicos, em 14 de novembro, os 9.800 habitantes do bairro Jardim Vitória, pertencente à fronteira rural do distrito de Cidade Tiradentes, a 35 quilômetros do centro de São Paulo, acordaram sem a presença de atenção profissional na sua Unidade Básica de Saúde (UBS). O posto de saúde, que conta com duas equipes de Estratégia Saúde da Família, contava apenas com dois médicos cubanos.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Mais Médicos — Uma aula pra mim

Quarta, 21 de novembro de 2018
Por
Jose Marcos Thalenberg
UMA AULA PARA MIM
Era 2014, início do Programa Mais Médicos. Sou convidado a dar uma aula de hipertensão arterial com foco na atenção básica, para médicos cubanos recém-chegados. As aulas para essa turma foram ministradas em dois antigos hotéis no centro de São Paulo, o Marabá e o Excelsior, na Av. Ipiranga. Nunca antes eu havia adentrado nestes ícones dos bons tempos do centro velho de São Paulo, de uma elegância decadente que me encanta. Mais um atrativo nesse programa com cheiro de novo, trazendo gente para cuidar de gente, sonho meu para a atenção básica do SUS.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Frente Nacional de Prefeitos divulga nota sobre o programa Mais Médicos e a saída dos profissionais cubanos do país

Quinta, 15 de novembro de 2018
Em caráter emergencial, sugerem a manutenção das condições atuais de contratação, repactuadas em 2016, pelo governo Michel Temer, e confirmadas pelo Supremo Tribunal Federal, em 2017.


Da
e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems)

A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) lamentam a interrupção da cooperação técnica entre a organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o governo de Cuba, que possibilitava o trabalho de cerca de 8.500 médicos no Programa Mais Médicos. Com a decisão do Ministério da Saúde de Cuba, anunciada nesta quarta-feira, 14, de rescindir a parceria, mais de 29 milhões de brasileiros serão desassistidos.

Os cubanos representam, atualmente, mais da metade dos médicos do programa. Por isso, a rescisão repentina desses contratos aponta para um cenário desastroso em, pelo menos, 3.243 municípios. Dos 5.570 municípios do país, 3.228 (79,5%) só têm médico pelo programa e 90% dos atendimentos da população indígena é feito por profissionais de Cuba.

Além disso, o Mais Médicos é amplamente aprovado pelos usuários, 85% afirma que a assistência em saúde melhorou com o programa. Nos municípios, também é possível verificar maior permanência desses profissionais nas equipes de saúde da família e sua fixação na localidade onde estão inseridos.

Cabe destacar que o programa é uma conquista dos municípios brasileiros em resposta à campanha “Cadê o Médico?”, liderada pela FNP, em 2013. Na ocasião, prefeitas e prefeitos evidenciaram a dificuldade de contratar e fixar profissionais no interior do país e na periferia das grandes cidades.

Com a missão de trabalhar na atenção primária e na prevenção de doenças, a interrupção abrupta da cooperação com o governo de Cuba impactará negativamente no sistema de saúde, aumentando as demandas por atendimentos nas redes de média e alta complexidade, além de agravar as desigualdades regionais.

Para o g100, grupo de cidades populosas, com alta vulnerabilidade socioeconômica, a situação é ainda mais devastadora. Com o objetivo de reduzir a carência por serviços de atenção básica nessas cidades, o g100 é utilizado como critério para priorizar o recebimento desses profissionais.

Diante disso, a FNP e o Conasems alertam o Governo recém-eleito para os iminentes e irreparáveis prejuízos à saúde da população, inclusive para a parcela que não é atendida pelo Mais Médicos.

Sendo assim, a FNP e o Conasems pedem a revisão do posicionamento do novo Governo, que sinalizou mudanças drásticas nas regras do programa, o que foi determinante para a decisão do governo de Cuba. Em caráter emergencial, sugerem a manutenção das condições atuais de contratação, repactuadas em 2016, pelo governo Michel Temer, e confirmadas pelo Supremo Tribunal Federal, em 2017.

O cancelamento abrupto dos contratos em vigor representará perda cruel para toda a população, especialmente para os mais pobres. Não podemos abrir mão do princípio constitucional da universalização do direito à saúde, nem compactuar com esse retrocesso.

Frente Nacional de Prefeitos (FNP)
Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems)

sábado, 7 de julho de 2018

'Em Cuba, aprendemos o lado humano da medicina'

Sábado, 7 de julho de 2018

Do IHU
Instituto Humanitas Unisinos
Em Havana, a sergipana Sandra Glaucia da Conceição realizou o sonho de estudar medicina. Com o Mais Médicos, veio a oportunidade de retornar ao Brasil.
A reportagem é de Clarissa Neher, publicada por Deutsche Welle, 05-07-2018.
Na Unidade Básica de Saúde do centro de São Cristóvão, crianças, jovens e idosos aguardam pacientemente para serem atendidos pela médica Sandra Glaucia da Conceição. Muitos dos que esperam fazem questão de serem examinados apenas por ela, que chegou ao município sergipano em 2013 pelo programa Mais Médicos.
Desde então, Sandra, de 39 anos, trabalha na Unidade Básica de Saúde Jânio Teixeira de Jesus, numa região carente do município, o quarto a ser fundado no Brasil. Ela se formou em Cuba e morava na Argentina quando viu no Mais Médicosa oportunidade de voltar a sua terra natal.
De origem humilde, Sandra conhecia bem a realidade que encontrou em São Cristóvão. "Fiz parte desta população, fui da periferia, minha família usava o SUS. Poder estar aqui mostra que realmente podemos chegar a essa posição. Fazer esse trabalho é maravilhoso. A população já me conhece. Sou médica da cidade”, afirma.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Por onde andam os médicos cubanos?

Terça, 6 de fevereiro
Por onde andam os médicos cubanos?


Da Pública
Agência de Jornalismo Investigativo

Luísa Lucciola

Miguel Rafael Acea Baró havia chegado fazia poucos meses de Cienfuegos, Cuba, para trabalhar no posto de saúde do Tucão, em Vilar dos Teles, na Baixada Fluminense, quando sentiu na pele, pela primeira vez, o preconceito. “Fui à casa de um paciente idoso e ele falou para mim que não queria ser atendido. Disse que eu era muito jovem. ‘Mas eu tenho 50 anos!’, respondi. Ele disse que não, que eu era cubano…”, lembra.
Dias depois, a filha do paciente correu ao posto de saúde onde Miguel trabalhava. O pai estava passando mal. “Eu fiz o que tinha que fazer como médico: atendi ele. E isso mudou aquela imagem. Depois de um dia, ele fala para a filha: ‘Vamos fazer um bolo para o médico, porque ele é ótimo’. Isso marcou minha vida”, sorri o esguio e agitado senhor, com o estetoscópio sempre pendurado no pescoço. Miguel continuou tratando o paciente por quase um ano, até a sua morte. “Entendi que o principal é a comunicação entre médico e paciente. Ele ouvia falar muito mal dos cubanos, mas não conhecia nenhum”, conclui.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Programa Mais Médicos é constitucional, decide STF

Quinta, 30 de novembro de 2017
Do MPF
Decisão seguiu entendimento da Procuradoria-Geral da República
Programa Mais Médicos é constitucional, decide STF
Imagem Ilustrativa: Pixabay 
 
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira (30), que a lei que instituiu o Programa Mais Médicos é constitucional. Por maioria de votos, os ministros julgaram improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5035, proposta pela Associação Médica Brasileira (AMB) em conjunto com o Conselho Federal de Medicina (CFM) contra a norma. A decisão seguiu entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR).

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Mais Médicos: qual é o futuro, sob Temer?

Segunda, 5 de setembro de 2016
Do site Saúde Popular 
mmedicos

05/09/2016
Programa atende 63 milhões de pessoas — inclusive 660 mil indígenas — e é visto como sucesso por 85% dos usuários. Porém, mais da metade pode perder assistência, por inabilidade e má vontade do governo

Por Ronnie Aldrin Silva, no Brasil Debate

O Programa Mais Médicos (PMM), lançado em 2013 com o objetivo de suprir a carência de médicos nos municípios do interior e nas periferias das grandes cidades do Brasil, e que leva atualmente mais de 18 mil médicos para estas regiões, corre o risco de deixar de assistir 38 das 63 milhões de pessoas atualmente atendidas.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Mais Médicos: Ministério Público Federal aponta ilegalidades no termo de cooperação celebrado entre o governo federal e a OPAS para a vinda de médicos cubanos ao Brasil

Segunda, 3 de novembro de 2014
Do MPF no Distrito Federal
O Ministério Público Federal no Distrito Federal requer à União que apresente planos de trabalho e relatórios de execução do termo de cooperação e que o pagamento dos médicos cubanos seja feito diretamente pelo governo brasileiro
O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) questiona a legalidade do 3º Ajuste ao 80º Termo de Cooperação firmado entre o governo brasileiro e a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), que permitiu a vinda de profissionais cubanos ao país, dentro do Programa Mais Médicos. Na manifestação, emitida em ação civil pública e ação popular que tramitam na Justiça Federal, o MPF/DF afirma que, além de apresentar ilegalidades, o acordo ainda coloca os cofres públicos sob risco de prejuízos incalculáveis, pois o destino efetivo dos recursos empregados no projeto e repassados à OPAS é desconhecido.