“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
Mostrando postagens com marcador minerais críticos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador minerais críticos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Defesa nacional, um imperativo existencial

Segunda, 10 de agosto de 2026

Defesa nacional, um imperativo existencial 

Brasil, enfim, acorda para a necessidade de investir em Defesa. Ataque dos EUA à Venezuela foi alerta. Não precisamos deixar de ser país pacífico. Mas, como mostra o Irã, é possível resistir a uma guerra assimétrica – mesmo sem armas nucleares

Foto: Sérgio Lima/Poder360
Começo com uma citação. Nietzsche disse: A natureza não pune os maus, ela pune os fracos. E podemos acrescentar: A história também não pune os maus, pune os fracos. Não pune Netanyahu, pune Maduro. Não pune Israel, pune a Venezuela.

Antes de prosseguir, abro um rápido parêntese: parece que Nietzsche não disse isso, infelizmente. Mas poderia e deveria ter dito, a meu ver, pois a frase parece ilustrar bem, e com força, um aspecto central do seu pensamento. É impressionante, diga-se de passagem, como é grande o número de frases apócrifas interessantes. Poderia dar vários exemplos, mas isso tornaria a digressão longa demais.

terça-feira, 28 de julho de 2026

Terras raras e a tragédia da mineração brasileira

Terça, 28 de julho de 2026

Terras raras e a tragédia da mineração brasileira

Setor expressa, há 500 anos, a condição periférica do país. Agora, Brasil retorna ao centro de uma disputa geopolítica e da cobiça extrativista. Tem 20% das reservas de minerais críticos. Grande desafio: aprender com o passado. Daí a razão da Terrabrás

OUTRASPALAVRAS             Crise Brasileira
Publicado 28/07/2026


Boletim Outras Palavras

Receba por email, diariamente, todas as publicações do site

Assinar

No dia 17/07/2026 o premiadíssimo Jornalista Jamil Chade publicou uma reportagem exclusiva sobre as chantagens do governo norte-americano, leia-se Donald Trump, apresentadas ao governo brasileiro, em fevereiro de 2026, por meio de uma carta oficial, exigindo do Brasil várias medidas: eliminação das tarifas de importação para áreas estratégicas como a agricultura, comércio digital, industrial, minerais críticos, tecnologia segura, aeroespacial e trabalho (Jamil Chade, 2026). Destacamos da carta ao governo brasileiro as referências aos minerais críticos: “Adotar medidas que limitem investimentos por atores estrangeiras com atuação nos setores de mineração, refino e outros setores industriais críticos, sendo atores não orientados pelo mercado a forma pela qual o governo norte-americano se refere aos chineses, sem citá-los). E mais: “Revisar a venda da operação de níquel da Anglo-American e garantir um processo justo para empresas dos EUA investirem no Brasil no setor de minerais críticos.”2

Mais recentemente, os EUA voltaram a pressionar o Brasil por uma tarifa zero em setores-chave da economia nacional. A exigência estadunidense ocorreu às vésperas da entrada em vigor da sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, como indicado a seguir:

“… aproximadamente US$ 7,4 bilhões em exportações brasileiras para o mercado estadunidense poderão ser atingidos, o equivalente a cerca de 18% das vendas brasileiras aos Estados Unidos. O governo brasileiro acompanha os impactos esperados sobre os setores exportadores e prepara medidas para reduzir os efeitos econômicos da decisão americana.”3