Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Movimento Fora, Barros! Nas ruas no dia 3 de agosto

Quarta, 26 de julho de 2017

Do SindMédico — DF

Médicos vão às ruas no dia 3 de agosto

Movimento Fora, Barros! promove protesto no Ministério da Saúde e audiência pública na Câmara dos Deputados

A classe médica vai às ruas em todo o Brasil, no dia 03/09 (quinta-feira), para protestar contra o ministro Ricardo Barros, que tem feito agressões recorrentes aos médicos e demais servidores da saúde. No último dia 14, em São Paulo, voltou a fazer ataques gratuitos ao falar da adoção de sistemas de ponto eletrônico nas unidades de saúde. "... Vamos parar de fingir que pagamos médicos e os médicos vão parar de fingir que trabalham", declarou e não se retratou em nenhum momento desde então.

Por outro Ministro da Saúde com outra política para a saúde – Por um Ministério da Saúde comprometido com o SUS!

Quarta 26 de julho de 2016
Nota da Abrasco
Foto: Erasmo Salomão/MS
Ricardo Barros é uma ameaça ao direito à saúde e ao SUS.
Nós, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), somamos-nos às entidades médicas exigindo seu afastamento.
Mais uma vez, ao discorrer sobre problemas de funcionamento do SUS, no caso, o trabalho médico, Barros atuou de maneira demagógica e inadequada ao seu cargo. Demagógica, porque apresentou proposta simplista para um problema complexo. Controle de ponto mediante o sistema de biometria – o que exigiria uma licitação e gastos milionários – sequer arranha a crônica falta de médicos e a péssima política de pessoal do SUS. Inadequada, porque o Ministro deveria utilizar o poder de convocação do Ministério da Saúde, por ele dirigido, para construir, com a participação dos estados, municípios e representantes de usuários e de profissionais, uma nova política de pessoal para o SUS. Vale lembrar que estados e municípios têm arcado com o principal ônus em relação ao gasto com pessoal: afinal, são responsáveis pela contratação e pela gestão de 96% da força de trabalho do SUS. Em realidade, as dificuldades com os profissionais do SUS são decorrentes de pelo menos dois fatores que o ministro jamais menciona.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

A farsa do discurso oficial. Nota da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), em resposta às declarações do ministro Ricardo Barros

Quarta, 19 de julho de 2017 
Leia a íntegra da nota da Fenam

As matérias jornalísticas que exibem o caos da saúde pública se multiplicam a cada dia. O governo alardeia o falso conceito de que os médicos e demais profissionais de saúde são os responsáveis por esta situação, esquecendo a regra constitucional que estabelece o direito à saúde como dever do Estado.

Apesar das enormes dificuldades, os médicos brasileiros desempenham uma função de grande relevância, mesmo com a precariedade do ambiente de trabalho, assim mesmo, a cada dia que passa, milhões de atendimentos são feitos em todo o país cujos resultados são milhares de vidas salvas. É claro que tudo isso ocorre com enorme sacrifício já que a improvisação expõe este profissional e os nossos pacientes a riscos desnecessários.

domingo, 14 de maio de 2017

SUS: Ministro contra a Saúde – por Ligia Bahia; Ricardo Barros é notável. Já fez por merecer o notório título de pior ministro da Saúde do Brasil de todos os tempos

Domingo, 14 de maio de 2017
Do site da Abrasco
Associação Brasileira de Saúde Coletiva

Em artigo publicado no jornal O Globo, na edição desta segunda-feira, 8 de maio, a professora Ligia Bahia, membro da Comissão de Política, Planejamento e Gestão em Saúde da Abrasco, fala sobre o ministro da Saúde, Ricardo Barros e sua “pouca proximidade com as evidências sobre saúde e sistemas de saúde e o descrédito no SUS”.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

SUS x OSs: dois pesos, duas medidas

Sexta, 13 de janeiro de 2017
'O ministro da Saúde, porém, não visitou o HMIB. Nem o ministro da Saúde nem o governador do DF, Rodrigo Rollemberg, e muito menos o secretário de Saúde, Humberto Lucena.'
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Do SindMédico/DF
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Quarta-feira, dia 11 de janeiro de 2016. Por volta das 15h, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, visitou o Hospital da Criança de Brasília (HCB), gerido por uma organização social – a Icipe. No local, ele afirmou: “Esse modelo tem feito sucesso em todo o Brasil. Nele, a sociedade organizada, através de entidades filantrópicas ou de associações, se une ao Sistema Único de Saúde, que financia parte dos serviços e com isso se consegue prestar serviços de qualidade e excelência.”
Quarta-feira, dia 11 de janeiro de 2016. Por volta das 18h, os funcionários do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) são obrigados a cancelar as cesarianas. O motivo: o desabastecimento da caldeira, problema que impede o funcionamento das lavanderias dessa unidade e do Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Segundo a empresa que abastece as caldeiras da instituição, o GDF deve R$ 200 mil, referentes às faturas de outubro e novembro do ano passado.
O ministro da Saúde, porém, não visitou o HMIB. Nem o ministro da Saúde nem o governador do DF, Rodrigo Rollemberg, e muito menos o secretário de Saúde, Humberto Lucena. A situação caótica do maior hospital materno infantil do DF, que completou 50 anos em novembro de 2016, parece não chamar a atenção dos gestores.
Horas antes da notícia do desabastecimento das caldeiras no HMIB, porém, o ministro da Saúde detalhou o farto saldo de investimentos no Hospital da Criança: “Temos aqui um convênio com o Hospital da Criança com um saldo ainda de R$ 4 milhões em equipamentos que serão alocados após a conclusão da obra, feita em grande velocidade numa parceria do governo do Distrito Federal com a sociedade e com a WFO. E a parceria permite esse atendimento maravilhoso a essas crianças que necessitam tanto de carinho e atenção.”
Há quatro meses, voluntários do HMIB tiveram de fazer uma vaquinha para trocar armários das salas de prescrição e preparo de medicação da unidade. O valor dos móveis novos? Menos de R$ 10 mil. Porém, asseguraram os voluntários, “o GDF sempre diz que não há dinheiro para trocar os armários”.
Há anos, o Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF) vem questionando a gritante diferença de tratamento da atual gestão do Buriti entre o Hospital da Criança e os demais hospitais da região – em especial o HMIB, que é referência no atendimento pediátrico no DF.
“Enquanto denunciamos a falta de insumos básicos, equipamentos, roupas, pagamento de horas-extras e segurança nos hospitais públicos do DF, o HCB parece ser a menina dos olhos do GDF e sabemos bem que as Organizações Sociais estão longe de ser a salvação da saúde, tanto no DF quanto no resto do país”, critica o presidente em exercício do SindMédico-DF, o vice-presidente, Carlos Fernando.
Vale ainda destacar que essa não é a primeira vez que o ministro da Saúde defende a gestão da Saúde por meio das Organizações Sociais, que podem, sim, se tornar a peça chave para a privatização da área. Enquanto isso, o SUS vive uma das piores crises da história.
“Quando o ministro da Saúde diz que as OSs têm feito sucesso em todo o Brasil, parece se esquecer do Rio de Janeiro, por exemplo. Lá, das dez organizações sociais (OSs) que gerem 108 das 248 unidades de saúde da prefeitura do Rio, oito são investigadas em procedimentos no Ministério Público e no Tribunal de Justiça por suspeitas de irregularidades”, afirma o presidente em exercício do SindMédico-DF.
Aqui no DF, em dezembro do ano passado, o Ministério Público do DF questionou contratos entre GDF e a OSs que mantém Hospital da Criança. Matérias veiculadas na época afirmavam que “um processo com 14 volumes de documentos apontam diversas irregularidades na contratação do Icipe, para gerir o HCB, desde que a unidade de Saúde foi construída.”
Na época, o presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho, salientou a importância de uma investigação profunda e destacou que, além dos problemas apontados pelo MPDFT, os custos de unidades de saúde geridas por Organizações Sociais são 2,8 vezes mais altos do que unidades semelhantes administradas pelo Poder Público.
“As OSs acabariam com o Sistema Único de Saúde. Não podemos deixar isso acontecer”, afirmou o presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho.
Vale ainda lembrar que o HCB, diferente de outros modelos geridos por OSs no Brasil, foi construído pela Abrace ao custo de R$15 milhões. “É um modelo único, no qual o ministro não pode se espelhar para generalizar e dizer que funciona em todo o Brasil”, destaca o presidente em exercício do SindMédico-DF, o vice-presidente, Carlos Fernando.
Além disso, hoje, apesar de aparentar “ter um atendimento maravilhoso às crianças que necessitam de carinho e atenção”, como disse o ministro da Saúde, há aproximadamente 9 mil crianças aguardando atendimento no HCB.
“O ministro, mais uma vez, errou. O HCB é um em um milhão. É um hospital referência sim. Mas, só para aqueles que conseguem uma vaga lá. Ou o ministro não entende o significado da palavra ‘sucesso’ ou, de fato, está decidido a acabar com o SUS”, destaca o presidente em exercício, o vice-presidente, Carlos Fernando.

sábado, 25 de junho de 2016

ANS e Ministério da Saúde agem como se operadoras fossem vítimas de abusos; Financiado por dono de plano, ministro diz que não vai controlar qualidade

Sábado, 25 de junho de 2016
Do https://saude-popular.org


24/06/2016

Por Conceição Lemes, do Viomundo
Há duas semanas, a Agência Nacional de Saúde Suplementar publicou em seu portal: ANS participa de reunião para reduzir judicialização da saúde.

Foi no gabinete do ministro interino da Saúde, o engenheiro e deputado federal licenciado Ricardo Barros (PP-PR), e o secretário-geral Suriêtte Santos representou a ANS.

A agência tem como missão a defesa dos interesses dos usuários e a regulação das relações entre operadoras e consumidores.

Por isso, além do título, alguns pontos (grifados em amarelo, na íntegra aqui) nos chamam a atenção:

“Tudo indica que a ANS e o Ministério da Saúde pretendem intervir preventivamente no Judiciário para impedir ações judiciais contra planos de saúde”, alerta Mário Scheffer. “É preciso acompanhar com muita atenção essa movimentação. Espero que o Ministério Público e as entidades de defesa do consumidor cobrem explicações.”

Scheffer é professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e membro do Conselho Diretor do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

“O governo Temer se entrega aos planos privados de saúde”, vai mais fundo Scheffer. “Ao apoiar os Núcleos para tentar interferir nas decisões de juízes relacionadas a planos de saúde, a ANS e o Ministério da Saúde agem como se as empresas fossem as vítimas da judicialização, e não os usuários e pacientes.”

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Ministro (da Saúde) de Temer diz que o país não pode garantir direitos constitucionais

Quarta, 18 de maio de 2016
Da Tribuna da Internet

Barros é mais um ministro de Temer a fazer declarações absurdas

Pedro do Coutto 
Parece incrível, mas foi o que afirmou o deputado Ricardo Barros, ministro da Saúde do governo Michel Temer, em entrevista à repórter Cláudia Collucci, Folha de São Paulo de terça-feira, manchete principal da edição. Claro. O destaque é compatível com o impacto negativo que as afirmações despertam.

“O Brasil – sustentou – não vai mais conseguir sustentar todos os direitos determinados pela Constituição, como o acesso universal ao sistema de saúde. Precisará rever o modelo no futuro”. Ricardo Barros, reeleito diversas vezes, encontra-se no quinto mandato. É engenheiro civil. Falou na necessidade da adoção de um novo modelo para a saúde pública. Qual poderá ser? – cabe a pergunta.

Sim, porque se ele diz que as obrigações deverão ser repactuadas, pelo fato de o Estado não ter mais capacidade de sustentá-las, que dirá a população, cuja mão de obra ativa, na escala de 50%, segundo o IBGE ganha de um a três salários mínimos e enfrenta um desemprego na escala de 11%?