Força-tarefa constatou superlotação nos quartos, doenças, comida estragada e operários submetidos a jornadas exaustivas
Incêndio no dia 20 de julho destruiu alojamentos - Foto: Vagner Teixeira Maciel - GSI/Procuradoria-Geral do Trabalho
Brasil de Fato — São Paulo (SP)
07.ago.20
Uma força-tarefa de diversos órgãos resgatou 563 trabalhadores em condições análogas à escravidão em uma obra da TAO Construtora no município de Porto Alegre do Norte, no Mato Grosso. Os resgatados trabalhavam na construção de uma usina de etanol da 3tentos. As investigações no local foram intensificadas após um incêndio que destruiu alojamentos no dia 20 de julho de 2025 e revelou um cenário de violações de direitos trabalhistas.
Durante as inspeções, realizadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério do Trabalho e Emprego e Polícia Federal, foram identificadas condições degradantes de moradia e trabalho, incluindo falta de água potável, alimentação estragada, jornadas exaustivas, lesões não registradas e casos de doenças de pele causadas pelo manuseio de produtos.

