Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 11 de julho de 2018

MPF pede que Polícia Civil de SP investigue ameaças ao jornalista Leonardo Sakamoto em virtude de fake news

Quarta, 11 de julho de 2018
Do MPF

Notícias falsas espalhadas na web geraram nova onda de ódio e risco para o ativista de direitos humanos
Edição de fotos juntadas ao depoimento pelo jornalista mostra duas fake news divulgadas sobre ele e uma das ameaças virtuais que recebeu. Edição fotográfica: Ascom PR/SP

Sakamoto é jornalista e conhecido ativista brasileiro que defende os direitos humanos. Ele é colunista do site UOL, professor de jornalismo da PUC/SP, diretor da ONG Repórter Brasil – que denuncia o trabalho escravo, e conselheiro do Fundo das Nações Unidas para Formas Contemporâneas de Escravidão.
O Ministério Público Federal em São Paulo encaminhou à Polícia Civil do estado, nesta quarta-feira (11), ofício com cópia do depoimento do jornalista Leonardo Sakamoto, no qual ele relata à Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão ameaças que vem recebendo no mundo virtual e real. Tudo começou a partir da circulação na internet da informação falsa de que o jornalista seria dono de agências de checagens de notícias contratadas pelo Facebook com o objetivo de tentar diminuir a disseminação de fake news na rede social.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Após “fichamento” de pobre, militares deveriam fichar sonegador rico no Rio

Domingo, 25 de fevereiro de 2018

Homem é fotografado junto com identidade. Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo

Do IHU
Instituto Humanitas Unisinos
Imaginem escolher 'aleatoriamente' nobres senhores e senhoras, bloquear a saída de suas garagens pela manhã, tirar uma foto de cada um, enviar para a Receita Federal e só liberar após checar se há algo contra eles por sonegação de impostos, tanto no que diz respeito à pessoa física quanto aos recursos devidos por suas empresas. Encontrado algum 'antecedente', eles seriam conduzidos para esclarecimentos até o escritório da Receita mais próximo. Exagero? Não, reciprocidade, escreve Leonardo Sakamoto,jornalista e cientista social, em artigo publicado por seu blog, 24-02-2018.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Na internet, a mentira tem perna longa!

Domingo, 20 de fevereiro de 2016
Do Blogue Náufrago da Utopia
Por Celso Lungaretti

O blogueiro Leonardo Sakamoto alerta para um dos piores defeitos da internet, a facilidade com que qualquer pilantra pode colocar em circulação as mentiras mais cabeludas sobre seus desafetos, contando com a voluntária colaboração dos trogloditas da web (que jamais se preocupam com a veracidade ou não de um ataque àqueles com quem antipatizam, correndo a repassá-lo em todas as direções).

É uma estigmatização que também sofro, e muito! Até hoje me desqualificam com versões já superadas de acontecimentos de 1970, fazendo-me perceber, com desalento, que de pouco adiantaram meus esforços titânicos para resgatar e restabelecer a verdade histórica, pois há cidadãos impermeáveis a quaisquer provas e argumentos.

E isto não incide somente sobre o passado distante: também é escamoteada minha condição atual de opositor de esquerda do PT. Não espero adesão ampla à minha posição de, como revolucionário, vituperar os governos petistas por terem se tornado meras expressões do reformismo e do populismo (para não dizer do neoliberalismo).  
Há sempre muitos para jogarem pedra na Geni

Mas, é extrema desonestidade intelectual e política tentarem embaralhar a questão, como o fez Antonio Roberto Espinosa ("Hoje ele dá uma de esquerda radical. Mas é pra pegar dinheiro da Anistia"). A rede chapa branca parece reconhecer que é incapaz de me combater pelo que sou, optando, então, por fustigar-me pelo que não sou. Duelar com espantalhos é sempre mais fácil.

Eis, abaixo, trechos do alerta e desabafo do Sakamoto, que tem toda a minha solidariedade, evidentemente!

O jornal "Edição do Brasil", de Minas Gerais, estampou em sua manchete do dia 30 de janeiro uma declaração atribuída a mim, mas que nunca dei –a de que aposentados são inúteis.
Nas páginas internas, uma entrevista, que também nunca concedi, trazia barbaridades contra os idosos. Ao que tudo indica, alguém pegou o conteúdo de meu blog no UOL, inverteu o sentido e o transformou em entrevista.

Isso desencadeou um show de horrores. Aposentados desejaram-me dor e sofrimento. Redes de ódio na internet apropriaram-se do material e afirmaram que eu havia sido pago para declarar aquilo. Ameaças de morte e agressão foram veiculadas, dizendo que eu deveria "ser caçado e morto por faca" ou que balas deveriam ser disparadas em minha testa.
"impacto negativo que nunca poderá ser corrigido"

Mesmo após o próprio jornal reconhecer e informar que a suposta entrevista nunca existira, o linchamento manteve-se. A essa altura, o conteúdo original não mais importava, nem o desmentido. Era apenas raiva, que fluía.

...esses casos têm cauda longa, duram anos, arrastando-se pela internet e sobrevivendo por meio de incautos que, no limite, resolvem fazer justiça com as próprias mãos.
Vi muita gente que cotidianamente discorda de meu ponto de vista sair em minha defesa, alertando para o perigo de utilizar informação falsa nas disputas de ideias. Um exemplo de que não importa a nossa matriz de interpretação do mundo, precisamos respeitar limites éticos, sob o risco de perdermos todos.

Talvez seja este um dos maiores desafios que teremos nos próximos anos: fomentar o sentimento de responsabilidade em um mundo no qual todos possuem acesso a ferramentas de comunicação em massa, mas nunca refletem se o conteúdo que curtem e compartilham foi coletado e produzido com um mínimo de cuidado.
Histeria e truculência que uma mentira causou

Se o debate público fosse mais qualificado, quem usa material falso como subsídio de argumentação nem seria ouvido. Contudo, hoje esse tipo de conteúdo faz sucesso.

Portanto, quem não gosta de manter-se informado para poder filtrar conteúdo e acha que senso crítico é uma bobagem, mas adora repassar tudo o que vê pela frente, deveria dedicar-se apenas a gifs com gatos, por favor. A divulgação de uma informação errada causa um impacto negativo que nunca poderá ser corrigido.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Jornalista Leonardo Sakamoto é processado por divulgar informação obtida via Lei de Acesso

Sexta, 16 de outubro de 2015
Sakamoto, o jornalista processado.
Sakamoto 
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Da Abraji
Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo
Em aparente contradição com a Lei de Acesso a Informações Públicas, um jornalista está sendo processado criminalmente por divulgar dados obtidos com base na regra. Leonardo Sakamoto, titular do blog que leva seu nome e coordenador-geral da ONG Repórter Brasil, é acusado de difamação pela Pinuscam - Indústria e Comércio de Madeira Ltda, devido à publicação de uma lista de empresas autuadas pelo Ministério do Trabalho por manterem trabalhadores em regime de escravidão. 
A relação, na qual consta o nome da empresa, foi fornecida pelo próprio Ministério a Sakamoto em resposta a um pedido de acesso a informações e publicada no blog do jornalista e no site da Repórter Brasil em março deste ano. As informações da lista são de processos administrativos já encerrados, ou seja, as investigações foram concluídas e as empresas tiveram oportunidades de defesa em primeira e segunda instâncias.
Sakamoto afirma que “a sociedade brasileira depende de informações oficiais e seguras sobre as atividades do Ministério do Trabalho e do Emprego na fiscalização e combate ao trabalho escravo contemporâneo no Brasil”. Para ele, o pedido de reparação tem claro objetivo de “demover o jornalista ou seu veículo de comunicação de trazerem à tona informações que o poder político ou econômico querem manter em segredo”.
Para a Abraji, questões de eventual ofensa à honra não deveriam ser tratadas como crimes, e sim exclusivamente na esfera civil, conforme recomendam a ONU (Organização das Nações Unidas) e a OEA (Organização dos Estados Americanos). 
Neste caso em especial, há ainda o questionamento do direito de acesso a informações públicas, o que gera uma preocupação adicional. A Abraji acompanhará o caso.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Ministra diz que “não existe mais latifúndio”. Adoraria viver no país dela

Terça, 6 de janeiro de 2014
Excelente a análise publicada no Blog do Sakamoto sobre os 'argumentos' usados por Kática Abreu, ministra da Agricultura de Dilma Rousseff.  Clique aqui e leia a postagem.