O carnaval, com quase cinco dias de feriado, é propício
para viagens seja para “curtir a folia”, visitar a família e amigos ou
descansar. Para 2016, R$ 997,1 milhões estão autorizados em orçamento para
iniciativas de segurança e educação no trânsito, por meio do Fundo Nacional de
Segurança e Educação no Trânsito (Funset). Porém, cerca de 91% dos recursos não
serão utilizados e irão auxiliar na formação do superávit primário.
O ministro-chefe da Casa Civil, o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner,
declarou hoje (6/1) que o governo Dilma não tem coelho na cartola para a
economia.
Os coelhos foram todos tirados da cartola na época das eleições de outubro
de 2014. A mágica se desmanchou a partir de primeiro de janeiro de 2015, quando
aquela que disse que fazia o diabo para ganhar eleição tomou posse em seu
segundo mandato.
E a situação, então, ficou como o Diabo gosta. O Diabo e os banqueiros.
Kelly Oliveira e Daniel Lima – Repórteres da Agência Brasil
O contingenciamento adicional foi tomado em função do cenário econômico adverso —Marcello Casal/Agencia Brasil
O
governo federal bloqueou R$ 11,2 bilhões de despesas discricionárias do
Orçamento da União. Desse valor, R$ 500 milhões são de emendas
impositivas e R$ 10,7 bilhões das demais programações, informou hoje
(30), em nota, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
O
Ministério das Cidades teve o maior corte com R$ 1,651 bilhão, seguido
dos Transportes, com R$ 1,446 bilhão, e Integração Nacional, com R$
1,099 bilhão, conforme tabela divulgada pelo Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão (tabela 1). Outra tabela do ministério indica as
despesas que não podem sofrer cortes (tabela 2).
“O
contingenciamento adicional foi tomado em função do cenário econômico
adverso, que resultou em grande frustração de receitas, e da
interpretação do Tribunal de Contas da União sobre a conduta a ser
adotada enquanto o Congresso Nacional avalia a solicitação de revisão da
meta encaminhada pelo Poder Executivo”, acrescentou o ministério.
No
documento, o ministério garantiu que ficam preservadas todas as
despesas obrigatórias, tais como salários de servidores, benefícios
previdenciários e sociais, pagamento do Bolsa Família, despesas com o
mínimo da saúde e da educação, seguro desemprego e abono salarial.
O
valor de R$ 10,7 bilhões corresponde ao total ainda disponível no
Orçamento de 2015, em 10 de novembro, para despesas discricionárias que
podem ser contingenciadas, destacou o ministério. “Esse tipo de despesa
inclui, por exemplo, gastos destinados ao investimento, à manutenção do
funcionamento dos órgãos do governo federal, pagamento de aluguel, água,
luz, transporte, passagens e diárias.”
Com esse corte
adicional, o contingenciamento total do Poder Executivo em 2015 poderá
atingir R$ 89,6 bilhões. De acordo com o ministério, “o cenário fiscal
atual e as possíveis consequências do prolongamento do contingenciamento
ora adotado para prestação de serviços públicos fundamentais elevam
ainda mais a importância da conclusão do processo de votação do projeto
que altera a meta fiscal de 2015."
Segundo o ministério,
apesar de medidas de controle de gastos, a redução do nível de atividade
econômica gerou uma queda substancial das receitas da União, o que
inviabilizou o cumprimento da meta fiscal estabelecida inicialmente para
2015.” Em números, a previsão de receita primária líquida da União caiu
de R$ 1.158,3 bi, em maio, para R$ 1.056,7 bilhões, em novembro, ou
seja, uma redução de R$ 101,6 bilhões.”
No início do ano, o
governo tinha estipulado meta de superávit primário – economia para
pagar os juros da dívida pública – de R$ 55 bilhões. No entanto, as
dificuldades para cortar gastos e aumentar as receitas fizeram a equipe
econômica revisar a meta fiscal de 2015 para déficit primário de R$ 51,8
bilhões. Por causa do reconhecimento dos atrasos nos repasses a bancos
públicos, o valor do déficit subirá para R$ 119,9 bilhões.
Para
minimizar o impacto do contingenciamento adicional sobre a sociedade, o
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão convocou para hoje (30) à
tarde reunião com os secretários-executivos de todos os ministérios. “Essa
reunião tem por objetivo orientar os órgãos sobre as medidas
operacionais e estabelecer o monitoramento das principais consequências
do corte adicional de despesas sobre a prestação de serviços públicos”.
Tabela 1: Redução dos limites de movimentação e empenho (R$ milhões)
Tabela 2: Relação de despesas obrigatórias e discricionárias (não-obrigatórias) que não podem ser contingenciadas
Esse projeto de lei (2960/2015) que o Executivo enviou ao
Congresso, com o propósito, entre outros, de “repatriar” dinheiro mantido no
exterior, é outra estultice que não tem mais tamanho. É igual ou mais ridícula
do que aquelas selecionadas por Stanislaw Ponte Preta no seu Febeapá (“Festival
de Besteira que Assola o País”), o livro que na década de 60 consagrou o
saudoso jornalista Sérgio Porto. A finalidade desse tal projeto é estabelecer o
“Regime especial de regularização cambial e tributária de recursos, bens ou
direitos de origem lícita não declarados, remetidos, mantidos no exterior ou
repatriados por residentes ou domiciliados no país”.
Se convertido em lei, esse governo espera arrecadar R$100
bilhões a R$150 bilhões, com o “repatriamento” e consequente imposição de 17,5%
de Imposto de Renda e outros 17,5% de multa, para que o dinheiro “repatriado”
seja regularizado.
BEM SEM PÁTRIA
Isso mesmo “repatriado”!. A partir de agora dinheiro passa
a ter “pátria”!. Que dinheiro não tem cheiro, todos sabemos. O alerta veio do
Imperador Vespasiano, governante romano notoriamente criador e aumentador de
impostos e taxas: “Como seu filho Tito se admirasse por ter sido lançado
imposto sobre as latrinas, Vespasiano deu-lhe a cheirar uma moeda e disse-lhe:
– Meu filho o dinheiro não tem cheiro” (Lelo, Porto). Mas atribuir “pátria” ao
dinheiro, é demais! É o cúmulo das tolices, da absoluta falta de mínimo
conhecimento, de mínimo saber.
Pátria é o país em que uma pessoa nasce e ao qual
pertence. É substantivo (ou substância) exclusivamente inerente às pessoas,
vivas, mortas e às que hão de nascer, e não de “coisa” (res). O mesmo acontece
com a nacionalidade, que vem a ser a condição de um cidadão que pertence a uma
determinada nação. Seu sinônimo é cidadania. Ambos (Pátria e Nacionalidade)
são, portanto, atributos da pessoa, precisamente das pessoas humanas. Logo,
dinheiro não tem pátria. Nem nacionalidade.
E o que não tem “pátria” nem “nacionalidade” não pode ser
“repatriado”, nem “nacionalizado”. Ou seja, reintegrado a uma pátria, a
uma nação, berço que o dinheiro não possui. Pode-se até atribuir e
agregar ao dinheiro (à moeda) o nome do país de sua emissão e circulação: o
Real brasileiro, o Peso argentino, o Yuan chinês, o Iene japonês… Mas dar-lhe
“pátria” como predicativo é demais! Iguala-se ao discurso de quem lamenta “não
poder estocar o vento” para produzir energia elétrica.
É CONFISCO
Além dessa obtusa impropriedade, o projeto de lei tem como
alvo “recursos, bens ou direitos de origem lícita não declarados, remetidos e
mantidos no exterior…por residentes ou domiciliados no país”. Segundo o
projeto, todo esse elenco de bens será “repatriado” (sic)!. Isso é confisco!. E
confisco cumulado com prévia e hedionda punição sem o devido processo legal!.
Dupla punição, portanto, a ferir o princípio segundo o qual ninguém pode ser
punido duas vezes pelo mesmo fato. Se a origem é lícita, como reza o projeto de
lei, ter aqueles bens no exterior não é crime. Dono deles é quem os detém
licitamente. Não declará-los é mera infração tributária, sanável a qualquer
momento pelo infrator junto Receita Federal do Brasil e pagar o correspondente
tributo.
Basta declarar e pagar, ainda que tardiamente. Nada mais
que isso. Absolutamente não justifica o confisco e o “repatriamento” dos bens
de “origem lícita”. E quanto àqueles que são produto de crime (“origem
ilícita”) já existe a legislação pertinente que, em boa hora, vem sendo
aplicada pelo Judiciário. E só o Judiciário pode aplicar, por lhe caber o poder
de dizer o Direito. Ninguém mais.
FIASCOS À VISTA
A vingar esse tal projeto de lei do “repatriamento” de
bens de origem lícita, múltiplas situações inéditas e depreciativas para o
legislador brasileiro vão ocorrer. A começar, salvo por ordem expedida pela
Justiça Brasileira, nenhum país vai atender à solicitação do Poder Executivo
nacional (Polícias e Ministério Público) para “repatriar”, isto é, devolver ao
Brasil este(s) ou aquele(s) bem (ou bens) de brasileiros aqui residentes ou
domiciliados. A matéria não é administrativa, mas judicial e prevista no
Direito Internacional. Será um fiasco se tão esdrúxula pretensão for posta em
prática.
E como ficará a situação de brasileiros que depois de
radicados no exterior, onde trabalharam anos e anos, formaram família,
adquiriram bens, lá pagaram seus impostos, abriram conta em banco (até ficaram
ricos ) e, depois, voltaram para o Brasil, sem o desfazimento daqueles bens?
Certamente todos passarão pelo perigo de terem seus bens “repatriados”, pelo simples
fato de pertencerem a brasileiros que voltaram para o Brasil. Como se vê, todo
cuidado é pouco, para que as pessoas de bem não sofram injustiça, cuja
reparação nunca será completa e muito tardará para acontecer.
"Recordar
o logro é viver", ironizou o comentarista de assuntos políticos e
econômicos Vinícius Torres Freire, confrontando o blablablá
engana-trouxa de Dilma Rousseff que a Folha de S. Paulo publicou no domingo do 2º turno, 26/10/2014, com o que realmente aconteceu no ano transcorrido desde então. Vale a pena reproduzir: Clique aqui e leia a íntegra
Na semana passada, o que há de mais representativo e influente no PT fritou Joaquim Levy como nunca. Ainda assim, Dilma Rousseff declarou que o manterá como ministro da Fazenda. Por quê?
Porque os interesses do partido e da presidenta são conflitantes neste momento.
Como o Juquinha que só pensava em sexo, a Dilma só pensa em evitar o
impeachment. Seu ego descomunal impregna cada decisão que toma. Pactuará
com o pior demônio do inferno, se for necessário. Mas não admite a
perspectiva sair do Palácio do Planalto pela porta dos fundos.
Então, com a popularidade no fundo do poço e cada vez mais mal amada
pela esquerda, agarra-se como uma náufraga na única boia que julga poder
salvá-la: o grande capital.
Foram os endinheirados que exigiram o arrocho fiscal e Dilma teme que,
expelido Levy, parte deles cerre fileiras com a oposição e a outra parte
apenas assista ao espetáculo, não movendo uma palha para evitar o
impedimento presidencial. Então, ela bate o pé: que fique Levy e que se dane o povo brasileiro!
Pois a recessão não cessará de agravar-se enquanto não for retirado o bode da sala... quer dizer, do governo. Um milhão de coitadezas foram para a rua da amargura. Quantos mais terão de pagar pela irredutibilidade da Dilma?
...e escancarado o clima de guerra com Rui Falcão.
Já o Lula e o Rui Falcão, ao abrirem o jogo (e o fogo) contra Levy,
priorizam a sobrevivência do PT, pois a recessão o está destruindo.
Quanto mais tempo persistir a indefinição atual, maior será o estrago.
Ser identificado pelos trabalhadores como o partido responsável pela
pior penúria das últimas décadas deverá causar verdadeiros desastres
eleitorais. A perda da hegemonia nas ruas foi só um trailer do que está
para vir.
Então, os grãos petistas estão fazendo pressão máxima para que a Dilma
desista da guinada à direita e reassuma as bandeiras históricas do
partido, mesmo que isto venha a ser a gota d'água para o impeachment.
E a presidenta a eles resiste porque coloca sua autoimagem acima do
País, do partido, do seu ídolo de ontem e do seu padrinho de hoje, dos
ideais que longinquamente a levaram a pegar em armas, dos clássicos
marxistas que leu e esqueceu, das agruras dos desempregados e do
desespero dos miseráveis, acima até de Deus, caso nele acredite.
Não é nem "depois de mim, o dilúvio!". É "se eu tiver de morrer, que venha o dilúvio e nos mate a todos de uma vez!".
Ao
grande capital agradaria muito o governo Dilma.2 caso o arrocho fiscal
estivesse dando certo e a imposição de uma política econômica neoliberal
marchasse a contento.
Mas, apesar de todo empenho do Luís Carlos Trabuco e do Roberto Setúbal,
os dois maiores bancos privados ainda não determinam os humores
nacionais, só mandam nas decisões da Dilma.
Então, a impopularidade extrema da gerentona
(o povo não lhe perdoa o estelionato eleitoral, a promessa não cumprida
de que sua reeleição evitaria a adoção da austeridade econômica) e o
desconforto que a rendição incondicional ao grande capital provoca na
própria esquerda chapa branca
(pois esta teme os desastres eleitorais que lhe advirão caso sua imagem
fique identificada com medidas tão iníquas) simplesmente paralisaram o
ajuste fiscal. Ele não anda. E, com isto, a recessão se agrava cada vez
mais.
O que temos, portanto, é um vazio de poder. As forças políticas se anulam e a inércia faz a economia deslizar para o abismo.
À medida que todos os índices econômicos piorem, o Brasil sofra
sucessivos rebaixamentos por parte das agências de risco, os
investidores internacionais retirem seus capitais daqui, o desemprego vá
às nuvens, o padrão de vida dos cidadãos decaia cada vez mais, etc., o
que acontecerá?
O óbvio: saques de supermercados e caixas eletrônicos, manifestações de
rua raivosas, convulsão social. Aquilo que o ministro do Exército prevê.
Mas, como essas situações no Brasil acabam sempre sendo resolvidas por
conchavões da elite, é quase certo que, às portas do caos, venha a ser
parida alguma fórmula para o afastamento de Dilma e constituição de um
novo governo. Este certamente aliviaria as tensões, produzindo melhora
momentânea, pois aos exploradores não interessa que o Brasil exploda, e
eles têm poder de fogo suficiente até para criarem um novo milagre brasileiro, se for necessário.
Quais as alternativas a tudo isso?
Não a da Dilma, que usa todo o arsenal da politicalha sórdida para
evitar que o processo de impeachment tramite no Congresso e seja votado.
Pois assim apenas se alongará sua agonia, até que ela acabe sendo
despejada do Planalto como consequência da agudização da crise
econômica. É chocante a falta de uma visão mais ampla por parte desses
companheiros de outrora, que, até por seu passado de esquerda, deveriam
saber muito bem que colocarem os dedos nas rachaduras do dique só fará
com que este acabe desabando sobre suas cabeças.
Muito melhor seria se o Congresso afinal decidisse: ou chutando a Dilma,
o que ao menos evitaria que continuássemos marchando para o fundo do
poço; ou confirmando seu mandato, o que lhe restituiria um mínimo de
condições para governar. Do jeito que está é que não pode ficar.
Finalmente, eis o cenário ideal (no qual, contudo, não aposto pois Dilma
não é nem nunca será Allende): a presidenta dar a mão à palmatória,
reconhecer que errou rotundamente ao querer apoiar-se na direita, mandar
o Levy para o Bradesco que o pariu e apostar a sobrevivência do seu
mandato numa outra guinada, desta vez à esquerda e pra valer.
Aí, ou a política revolucionária voltaria a existir no Brasil, ou pelo
menos a Dilma cairia pelos motivos certos, coerentes com seu passado
ilustre, e não como uma patética ex-guerrilheira que quis aplicar a
cartilha econômica dos inimigos e nem para isto teve competência.
Sábado, 10 de outubro de 2015 Do Correio Braziliense
Uma repetição da prática em
segundo mandato pode abrir uma nova crise para o governo no Congresso,
uma vez que a oposição e parte rebelada da base aliada esperam abrir o
processo de impeachment de Dilma baseados no parecer do tribunal de
contas
O Ministério Público de Contas, que atua junto ao Tribunal de Contas da
União (TCU), vai apresentar representação à corte sobre a repetição das
"pedaladas fiscais" em 2015. As manobras, que consistem em atrasar
repasse de recursos do governo a bancos públicos, foram a principal
"distorção" a embasar a rejeição das contas presidenciais do ano passado
pelos ministros, em apreciação na semana passada. A denúncia deve
motivar uma nova investigação no tribunal.
A Unafe (União
dos Advogados Públicos Federais do Brasil), a Anauni (Associação Nacional dos
Advogados da União), o Sinprofaz (Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda
Nacional) e a Anajur (Associação Nacional dos Membros das Carreiras da AGU), diante
dos últimos acontecimentos veiculados na mídia envolvendo a atuação da
Advocacia-Geral da União, vêm a público prestar esclarecimentos sobre a real
missão da Instituição e a atual gestão da AGU comandada pelo senhor Luís Inácio
Adams.
Destaca-se, de início, que a AGU não se confunde com Luís Inácio Adams. A AGU,
constituída por quase 8 mil advogados públicos, é Função Essencial à Justiça,
conforme estabelece a Constituição Federal, competindo-lhe, por lei, promover o
controle de legalidade e defender o Estado brasileiro. Deve garantir a
viabilidade das políticas públicas e atuar em favor de todos os poderes da
União.
Luís Inácio Adams, no entanto, com
ótica própria, se afastou dos ditames constitucionais e optou, deliberadamente,
por uma advocacia de governo em detrimento de uma advocacia de estado. Preferiu os encantos do poder às
demandas da instituição, do Estado e do povo brasileiro. Transformou a res publica em res privada.
Em 2014, o atual AGU defendeu, junto ao TCU, os interesses
pessoais da então presidente da Petrobras. Em sustentação oral, Adams
argumentou que os bens de Graça Foster não deveriam ser bloqueados em favor da
Estado. Ou seja, atuou contra os
interesses da União, a qual deveria defender. Priorizou o
interesse do governo em detrimento do interesse do Estado e do povo brasileiro.
Houve, inclusive, um questionamento público da conduta em questão pelas
associações (http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,unafe-pedira-explicacao-sobre-atuacao-da-agu-em-defesa,1542155).
Mais recentemente, Adams esforçou-se para viabilizar acordos de leniência com as empreiteiras
envolvidas na Operação Lava Jato. Agiu sem envolver os membros
da AGU, tampouco debater o tema internamente. Chegou a publicar um vídeo no sítio eletrônico da AGU tentando
justificar o injustificável: seu envolvimento político na questão.
Mas não é só. Com sua visão distorcida da Constituição,
Adams tenta transformar a AGU em um
aparelhado órgão de governo. Esforçou-se para aprovar, no
Congresso Nacional, o Projeto de Lei Complementar 205/12, que enfraquece as carreiras
concursadas e possibilita a nomeação de advogados sem concurso público nos
quadros da AGU. Sua aprovação seria uma tragédia para a instituição e para o
Estado brasileiro.
De fato, desde que o Luis Inácio Adams assumiu o cargo, a
AGU vive seu pior momento. Apesar dos sucessivos recordes de arrecadação
(apenas em 2014, o órgão arrecadou 3.500% mais que o previsto) e da economia de
trilhões de reais aos cofres públicos, o
processo de sucateamento da AGU é uma realidade inquestionável.Os
resultados de arrecadação são frutos exclusivos do trabalho diligente dos
membros das carreiras da AGU.
Vale notar que, por tudo o que restou relatado, os
advogados públicos federais repudiam fortemente as condutas ultimadas pelo
referido Advogado-Geral à frente do órgão. A atual gestão de Luís Inácio Adams é repudiada por
nada menos do que 99% dos membros da instituição (http://unafe.org.br/index.php/9865-dos-advogados-publicos-federais-rejeitam-a-atual-gestao-do-adams/).
Em lista tríplice organizada pela Unafe e outras associações da AGU, o atual Ministro não recebeu sequer um mísero
voto.
As entidades signatárias sempre pautaram suas atuações
pela transparência e pela defesa dos interesses da AGU, de seus membros e do
Estado brasileiro. Justamente por isso e, ante os desvios perpetrados por Luís
Inácio Adams à frente da AGU, os advogados públicos defendem que o próximo Advogado-Geral da União seja nomeado com
base na lista tríplice democraticamente escolhida pela carreira.
Defende, ainda, que a AGU seja autônoma, capaz de atuar de forma livre e
técnica, como advocacia do Estado brasileiro e não como órgão aparelhado de
defesa dos interesses deste ou daquele governo, como pretende Adams.
Em virtude dos últimos acontecimentos, setores da imprensa
têm cunhado a AGU de “golpista”, fato que expõe a Instituição como um todo. Com
relação a isso, esclarece-se que a instituição que defende os interesses
do Estado não é golpista e não pode ser maculada diante de questões
controversas envolvendo atos de governo.
Nós, advogados públicos federais, sentimo-nos no dever de
separar o joio do trigo. A sociedade brasileira merece saber.
A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe
(Cepal) revisou hoje (5) para baixo a projeção de crescimento da atividade
econômica da região em 2015 de 0,5% para -0,3% e estima que, para 2016, o
crescimento será em torno de 0,7%. No caso do Brasil, a contração da economia
deverá ser 2,8% em 2015 e de 1% em 2016. Na projeção anterior, a Cepal calculou que a
atividade econômica brasileira deveria recuar 1,5% neste ano.
“Se Brizola estivesse vivo, se fosse presidente do PDT hoje,
impediria o PDT de fazer esse papel, esse papelão de entrar em um Governo que
se exaure: Fazendo parte dessa artimanha de composição de ministérios para
atender o PMDB e dar um tiquinho ao PDT? Sem um projeto novo, sem uma
alternativa, sem uma visão do que é um governo que construa um País”
(Senador Cristovam Buarque (PDT-DF) denunciando o
toma lá-dá-cá em que entrou o presidente do partido, Lupi, nessa dita —ou
desdita?— reforma ministerial do governo Dilma)
Em Helena de Tróia (d.
John Kent Harrison, 2003), um interessante telefilme inspirado na saga
de Homero, foi muito bem bolado o diálogo que o cornudo Menelau e o
astucioso Ulisses travam com o digno rei Priamo, tentando convencê-lo a
entregar Helena para evitar a guerra iminente.
Priamo só faz uma pergunta a Menelau: "Mas, para que você quer Helena?".
Este não consegue responder de forma positiva, diz apenas que ela lhe
pertence, é dele por direito e, se não for devolvida, não sobrará pedra
sobre pedra em Troia.
Ulisses ainda tenta consertar, dizendo que o único e verdadeiro motivo é
o amor, mas o estrago já está feito. A resposta irada do marido traído,
mais o fato de que este no passado a obrigara a exibir sua nudez a
vários outros soberanos numa festa, convencem Priamo de que Menelau
encara Helena como um objeto e não a merece.
Esta lembrança me ocorreu ao ler a propaganda contra
o impeachment presidencial nos portais, sites e blogues petistas. Pois,
o enfoque é o mesmíssimo que um jornal do Corinthians daria a um lance
polêmico do clássico contra o Palmeiras: parcialidade extremada,
tendenciosidade gritante, fanatismo à flor da pele.
Na enxurrada de textos de torcedores organizados contra o impeachment, falta sempre esclarecerem: "Mas, para que, afinal, Dilma quer continuar presidenta?".
Pois ela se elegeu praticamente sem programa de governo, apenas
satanizando os adversários e difundindo falácias sobre eles, chegando ao
cúmulo de atribuir-lhes intenções que, verdadeiramente, eram idênticas
às suas. E, agora, é incapaz de apresentar um único motivo positivo que justificasse sua permanência no poder.
O mandato lhe pertence, é dela por direito (apesar do estelionato
eleitoral) e, se o tentarem tirar, não sobrará pedra sobre pedra. Eis o
que ela nos atira na cara, como uma criança que quer porque quer, e não como uma adulta apresentando argumentos capazes de nos convencer.
Tal desempenho até agora fez sua popularidade despencar para incríveis
69% de ruim/péssimo contra 10% de bom/ótimo e não há prenúncio nenhum de
mudança de prioridades e métodos, nem sequer do neoliberalismo ela abre
mão!!!
E os brasileiros que nos conformemos com a recessão a que seus rompantes de gerentona
nos conduziram, com as decisões erradas que ela continua tomando e
acabarão por gerar uma terrível depressão, com a degradação extrema da
democracia como consequência de sua batalha inglória para, recorrendo às
práticas mais imundas da política convencional, salvar no Legislativo e
no Judiciário um mandato que já não tem o respaldo das ruas.
Até quando e quanto ainda o povo terá de sofrer porque os podres poderes não
o expressam, sendo incapazes, por amarras burocráticas ou por
patifarias de bastidores, de encontrar uma saída plausível para uma
situação insustentável?!
Pelos mesmíssimos motivos que Collor caiu, Dilma tem de sair.
O principal deles: porque não há possibilidade nenhuma de melhora enquanto ela estiver lá.
O povo brasileiro já sofreu demais, não por algo que valha a pena sofrer
(a conquista da igualdade social, p. ex.), mas apenas para dispor de
uma democracia burguesa que é muito mais burguesa do que democracia e um
capitalismo que mantém todas as mazelas da exploração do homem pelo
homem e consegue ser pior ainda do que o habitual por causa da gestão
incompetente e da corrupção desenfreada.
Aqui você pode ver o filme. E aqui, saber mais sobre ele.
Wagner:homem da confiança de Lula
vai tocar a política no governo Dilma…
…Com Castro do PMDB; na Saúde de olho
no dinheiro dobrado do imposta da CPMF
ARTIGO DA SEMANA
De Buarque a Chioro: Jeito PT de moer ministros Vitor Hugo Soares “Aqueles que vencem, não importa como vençam, nunca carregam vergonha”. (Maquiavel)
(Citado pelo jornalista e escritor Roberto Saviano, na introdução do
livro “Gomorra”, sobre fatos e métodos de atuação das máfias que agem em
Nápoles e em toda região da Campânia, na Itália pós Operação Mãos
Limpas.)Amaldiçoado seja quem pensar mal dessas coisas (honni-soit qui
mal y pense). Digo isso, a exemplo dos franceses, a propósito da frase
do pensador italiano e sua contextualização, anotadas no alto deste
artigo. Isso se impõe nesta semana da cabeça cortada, com desonra, do
ministro da Saúde, Arthur Chioro; das quedas não menos constrangedoras
do enjeitado ministro da Educação Renato Janine; e do Chefe da Casa
Civil, Aloízio Mercadante. Este, recebeu de volta, como consolo (ou
punição de antigo exame de segunda época?) da madrinha no poder, a pasta
da Educação na Pátria Educadora.