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(Millôr Fernandes)
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sábado, 5 de julho de 2025

Brics propõe reforma do FMI, taxação internacional de super-ricos e fortalecimento da cooperação Sul-Sul

Sábado, 5 de julho de 2025

Declarações aprovadas no Rio reforçam pleito por maior representação do Sul Global nas decisões financeiras mundiais


Brasil de Fato — Rio de Janeiro (RJ)
05.jul.2025 às 19h01

Ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais dos países do Brics aprovaram neste sábado (5), no Rio de Janeiro (RJ), três declarações conjuntas com propostas para transformar a governança econômica global. As medidas vão desde a defesa de uma reforma no Fundo Monetário Internacional (FMI) até o apoio à criação de uma convenção tributária global sob a Organização das Nações Unidas (ONU), além do fortalecimento da cooperação entre países do Sul Global.

Os documentos foram apresentados durante a 1ª Reunião de Ministros de Finanças e Presidentes de Bancos Centrais do Brics, parte da agenda oficial da cúpula do bloco que segue até segunda-feira (7), sob presidência do Brasil.

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Taxação dos super-ricos é aprovada em declaração de líderes do G20. Proposta brasileira foi acatada por consenso entre os líderes

Segunda, 18 de novembro de 2024

foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil 

© Tânia Rêgo/Agência Brasi
Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil
Publicado em 18/11/2024 — Brasília

Reunidos no Rio de Janeiro, os chefes de Estado e de governo do G20, principal fórum de cooperação econômica internacional, aprovaram uma proposta de tributação progressiva, que inclui uma menção direta à taxação efetiva dos indivíduos considerados super-ricos. O texto aparece na carta final da cúpula, divulgada na tarde desta segunda-feira (18), primeiro dia do encontro anual.

"Com total respeito à soberania tributária, nós procuraremos nos envolver cooperativamente para garantir que indivíduos de patrimônio líquido ultra-alto sejam efetivamente tributados. A cooperação poderia envolver o intercâmbio de melhores práticas, o incentivo a debates em torno de princípios fiscais e a elaboração de mecanismos antievasão, incluindo a abordagem de práticas fiscais potencialmente prejudiciais. Nós estamos ansiosos para continuar a discutir essas questões no G20 e em outros fóruns relevantes, contando com as contribuições técnicas de organizações internacionais relevantes, universidades e especialistas", diz o documento, cujo conteúdo final foi aprovado por consenso.

Havia a expectativa de que pontos que estavam acordados pudessem sofrer resistência da Argentina, presidida pelo ultraliberal Javier Milei, que se opõe a esse tipo de política. Essa indicação da taxação dos super-ricos, no entanto, já havia sido consensuada na Declaração Ministerial do G20 do Rio de Janeiro sobre Cooperação Tributária Internacional, realizada anteriormente, e mediada pelo governo brasileiro. Este acordo foi mantido na versão final divulgada, sem ressalvas.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Fortuna dos cinco homens mais ricos do mundo dobrou desde 2020. No mesmo período, 5 bilhões de pessoas ficaram mais pobres

Segunda, 15 de janeiro de 2024
© Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil - São Paulo

A fortuna dos cinco homens mais ricos do mundo mais que dobrou desde 2020, passando de US$ 405 bilhões para US$ 869 bilhões, a uma taxa de US$ 14 milhões por hora. No mesmo período, no entanto, quase 5 bilhões de pessoas ficaram mais pobres. O levantamento é do novo relatório Desigualdade S.A., lançado nesta segunda-feira (15) pela Oxfam, organização que faz parte de um movimento global contra a pobreza, a desigualdade e a injustiça.

O relatório revela que, se a tendência atual for mantida, o mundo terá o primeiro trilionário em uma década, enquanto o fim da pobreza poderá levar mais de 200 anos para chegar. A Oxfam defende uma série de medidas para interromper esse ciclo de acúmulo de riqueza, como oferta de serviços públicos, regulação de empresas, quebra de monopólios e criação de impostos permanentes sobre riqueza e lucros excedentes.

A diretora executiva da Oxfam Brasil, Katia Maia, ressalta que os super-ricos concentram cada vez mais poder, além de riqueza, e que isso agrava as desigualdades no mundo. “No Brasil, a desigualdade de renda e riqueza anda em paralelo com a desigualdade racial e de gênero — nossos super-ricos são quase todos homens e brancos. Para construirmos um país mais justo e menos desigual, precisamos enfrentar esse pacto da branquitude entre os mais ricos”, diz Katia, em nota.

Os destaques do relatório em relação ao Brasil mostram que, em média, o rendimento das pessoas brancas é mais de 70% superior ao das negras. Quatro dos cinco bilionários brasileiros mais ricos tiveram aumento de 51% da riqueza desde 2020. Enquanto isso, no mesmo período, 129 milhões de brasileiros ficaram mais pobres.