COM A AMÉRICA DO SUL
FALSO EMERGENTE
“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."



"Qualquer país que se alinhe às políticas antiamericanas do Brics será taxado com tarifa extra de 10%. Não haverá exceções a essa política. Obrigado pela atenção em relação a essa questão", escreveu Trump.
No domingo (6), a declaração de líderes do Brics criticou medidas protecionistas adotadas no comércio global.
Sexta, 25 de outubro de 2024
Pedro Augusto PinhoComo se sabe até no reino mineral, diria um dos nossos grandes jornalistas, os países reunidos sob o acrônimo de BRIC nasceram da constatação do economista Jim O'Neill, do banco Goldman Sachs, sobre os crescimentos do Brasil, Rússia, Índia e China, no artigo “Building Better Global Economic BRICs”, de 2001.
O século XXI trouxe para o Brasil, a Rússia e a China, novas realidades políticas. No Brasil, o operário, líder sindical, Luiz Inácio Lula da Silva chega, em 1º de janeiro de 2003, à Presidência da República, fato inédito na História brasileira. E será reeleito governando até 31/12/2010.
Na Rússia, em agosto de 1999, Boris Yeltsin nomeou Vladimir Putin primeiro-ministro. Era sinal claro de que Putin estava sendo preparado para chefiar o Kremlin. O inesperado foi a renúncia de Yeltsin, em 31 de dezembro daquele ano, catapultando Putin, em 7 de maio de 2000, para ser o 2º presidente da Rússia pós-soviética. E, desde então, Vladimir Putin tem sido o verdadeiro dirigente da Federação Russa.
Na China, Deng Xiao Ping promovera revolução liberalizante durante seu governo, de 1978 até 1989, obrigando seu sucessor, Jiang Ze Min (1989-2002) a elaborar uma teoria que conciliasse a tradição de Mao Tse Tung com a realidade surgida das reformas de Xiao Ping. Foi, no entanto, Hu Jin Tao (2002-2012), buscando no mais permanente modo de viver chinês, o Confucionista, de cinco séculos antes da Era Cristã, pregando o conhecimento, a harmonia e equilíbrio na sociedade sem deuses, quem acomodou o marxismo, o liberalismo ao modo agnóstico e ético, fundado nos valores humanos, que veio caracterizar a governança de Xi Jin Ping (2012 ao presente), o socialismo com características chinesas.
Certamente é arriscado imaginar que tantas mudanças após 2001 fossem antecipadas pelo economista-chefe do banco estadunidense.
O que importa, efetivamente, é a criação dos BRICS como inovação fundamental para sustentar o mundo multipolar, que o fracasso neoliberal estava necessitando. Esta situação desencadeou as guerras que os Estados Unidos da América (EUA) deslancharam por todo mundo neste século, começando pela farsa do 11 de setembro de 2001, e a invenção do terrorismo islâmico.
Esta é a perspectiva que se deve adotar ao se tratar dos BRICS, um sustentáculo do mundo multipolar diante do estrebuchar unipolar que une os EUA, o Reino Unido e sua cria, o Estado de Israel, e uma falida União Europeia.
Não é Ocidente versus Oriente, pois no mundo multipolar estão países ocidentais e orientais, e nenhuma divergência se lhes opõe; diferentemente da unipolaridade, que não abre espaço para o Oriente. Esta sim é sectária e excludente.
O DISCURSO DE LULA POR VÍDEO CONFERÊNCIA NA SESSÃO DOS BRICS
Não nos colocamos em oposição ao Presidente Lula. Apenas pedimos coerência das palavras com as ações e a harmonia das ideias.

Foto Marcelo Camargo / Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cancelou sua ida à Kazan, na Rússia, para participar da 16ª Cúpula de líderes do Brics. O presidente sofreu uma queda nesse sábado (19) em que bateu a cabeça, levando cinco pontos. A avaliação da equipe médica do Hospital Sírio-Libanês, de Brasília, que atendeu o presidente recomendou, por precaução, evitar viagens de longa distância.

Conforme o boletim médico do hospital, o acidente não foi grave e o presidente “pode exercer suas demais atividades”. Lula sofreu um “ferimento corto-contuso em região occipital”.
Aos cuidados dos médicos Roberto Kalil Filho e Ana Helena Germoglio, o presidente foi orientado “a evitar viagens aéreas de longa distância, podendo exercer suas demais atividades”. O presidente segue sob acompanhamento da equipe médica.
O embarque para a Rússia seria hoje (20), às 17h. Sua participação será agora feita por videoconferência, informou a Presidência da República.
Será o primeiro encontro com os novos países-membros do bloco desde a admissão da Arábia Saudita, Egito, Irã, Etiópia e Emirados Árabes. A cúpula vai de 22 a 24 de outubro.
Apesar de não ter uma pauta específica, o embaixador Eduardo Paes Saboia, secretário de Ásia e Pacífico do Itamaraty, disse que o tema principal do encontro deve ser a criação de um modelo de adesão aos Brics por parte dos chamados “países parceiros”. Uma categoria de participação sem as mesmas prerrogativas dos países-membros, com direitos plenos.
“É nisso que é consumido o nosso trabalho neste semestre, quais são os critérios para essa modalidade, e há uma expectativa de que, aprovada essa modalidade, possa ser feito um anúncio dos países que seriam convidados para integrar essa categoria", disse Saboia.
Entre os outros temas que deverão ser abordados no encontro estão a crise do Oriente Médio, operação política e financeira dentro do bloco, além da análise dos relatórios do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) - comandado pela ex-presidente Dilma Rousseff -, do Conselho Empresarial do Brics e da Aliança Empresarial das Mulheres.
O governo russo informou que 32 países confirmaram presença no evento, com a presença de 24 líderes de Estado. Dos dez países-membros do bloco, oito contarão com seus representantes máximos, com a exceção agora do presidente do Brasil e da Arábia Saudita, que enviará seu ministro de Relações Exteriores.
No encontro, deve ser anunciada também uma declaração cujo teor é o fortalecimento do multilateralismo para um “desenvolvimento global justo e seguro”.
A partir do próximo ano, o Brasil assumirá a presidência do Brics, que tem comando rotativo pro tempore com mandatos de um ano.
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Foto: Uol
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Quinta, 4 de agosto de 2022 Fonte: AEPET* Publicado em 04/08/2022 Escrito por Maria Lucia Fattorelli O problema do Brasil não é falta de re...