Sábado, 5 de fevereiro de 2022
As informações compartilhadas pelo Wikileaks têm fortalecido a resistência contra governos repressivos
Do Brasil de Fato, com informações de Peoples Dispatch
Abdul Rahman Peoples Dispatch
04 de Fevereiro de 2022
Por todo o mundo, a situação deplorável do editor Julian Assange chamou a atenção de movimentos populares, jornalistas, associações jurídicas e cidadãos. Assange tem passado os últimos três anos definhando na prisão Belmarsh, no Reino Unido, após viver por seis anos dentro da embaixada equatoriana em Londres. Esses quase dez anos de confinamento tiveram consequências desastrosas sobre sua saúde mental, e ele enfrentou vários surtos de covid em Belmarsh.
Qual crime teria cometido o jornalista Julian Assange que justificasse tal punição?
Assange e sua organização, o Wikileaks, publicaram milhões de documentos vazados, incluindo muitos de funcionários dos serviços de inteligência dos Estados Unidos que apontaram para brutais violações dos direitos humanos ocorridas nas inúmeras ações militares e guerras do país no exterior, muitas das vezes com o total conhecimento das instituições governamentais.
Como dito pelo jornalista australiano John Pilger, Assange “expôs os segredos e mentiras que levaram à invasão do Iraque, Síria e Iêmen, o papel homicida do Pentágono em uma dúzia de países, o plano para as duas décadas catastróficas no Afeganistão, as tentativas de Washington de derrubar governos eleitos –como o da Venezuela–, a conspiração entre adversários políticos declarados (Bush e Obama) para abafar uma investigação sobre tortura e os documentos do vazamento “Vault 7” sobre a campanha da CIA que tornava um telefone celular, ou mesmo um aparelho de TV, em ferramentas para espionagem.


