Sem política pública

“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

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Sexta, 1º de maio de 2026
BRASIL DO SÉCULO XXI PERMANECE NO SÉCULO XIX MAS NÃO É BRASILEIRO
Pedro Augusto Pinho*
Os cinquenta anos da Era Vargas, com o suicídio do único Estadista brasileiro, Getúlio Dornelles Vargas, não deixaram o Brasil soberano, nem mesmo no século XX.
Mantiveram-nos, as forças do atraso, o país na escuridão da ignorância, da escravidão, do analfabetismo e da absoluta ausência de algo tão fora de moda que muitos desconhecem totalmente o significado dos vocábulos “civismo”, “ética”, “nacionalismo”, “moral”.
Quem demonstra este incrível retrocesso do Brasil de Vargas, em 2026, é o denominado Poder Legislativo, principalmente pelas ações dos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, as atuações de alguns Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e quase todos presidentes de partidos políticos, legalmente registrados na Justiça Eleitoral.
Antes de analisarmos a situação presente, façamos breve recordação histórica.


Segunda, 27 de abril de 2026
O MUNDO EM GUERRAS E O BRASIL EM ELEIÇÕES
Quando Francis Fukuyama, em 1992, lançou "O Fim da História e o Último Homem", comemorava o fim do comunismo, da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas - URSS (1991), a governança de Deng Xiao Ping na China (1978-1992), enfim a vitória do capitalismo, da democracia liberal e do livre mercado.
Mas não observava, por outro lado, que Shimon Peres (1923-2016), que se unira ao Haganá em 1947, era novamente o Primeiro Ministro de Israel (1995-1996), disposto a avançar em territórios palestinos para “dar maior segurança ao povo de Israel”. Se uma guerra ideológica tinha sido vencida, surgia outra guerra, racial e territorialmente expansionista, junto às maiores reservas de petróleo do mundo. E o petróleo sempre foi um motivo de guerra.
Por que a russofobia europeia? Por eventos do czarismo? Absolutamente não. Porque a Rússia, depois do Oriente Médio (Arábia Saudita, Irã, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait) e da Venezuela, detém a sétima maior reserva de petróleo no mundo, superior a 80 bilhões de barris, vindo a seguir a Líbia, com 48,5 bilhões de barris. Enquanto a Europa só tem petróleo na Noruega (sete bilhões de barris) todo pertencente ao Estado, e no Reino Unido (2,5 bilhões de barris). Outras acumulações, insignificantes, nem mesmo atendem às demandas nacionais (Itália, Romênia, Ucrânia).
Domingo, 26 de abtril de 2026

© Eletrobrás Furnas/Divulgação
Em 1976, no auge da ditadura militar brasileira, um prédio construído com verba pública para ser uma escola da rede municipal de ensino - a Escola Politécnica de Foz do Iguaçu, no Paraná - foi entregue à iniciativa privada dias antes da inauguração. O beneficiário foi o Colégio Anglo-Americano, contratado pela Itaipu Binacional para educar os filhos dos funcionários da hidrelétrica. O episódio marcou o nascimento de uma rede nacional de ensino particular sustentada, em grande parte, por recursos federais.

O edifício da escola Politécnica tinha sido construído para ajudar a reduzir o déficit escolar em Foz do Iguaçu, que, na época, segundo relato do governo estadual à imprensa local, tinha 3 mil pessoas em idade escolar fora das salas de aula.
O professor aposentado da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) José Kuiava era o inspetor de ensino do município na ocasião e recorda o momento em quem recebeu a ordem de entregar as chaves da recém-construída escola para o dono do Colégio Anglo Americano, Ney Suassuna. “A ordem veio de Curitiba, via telefone, do diretor-geral da SEC [Secretaria de Educação] professor Ernesto Penauer, determinando que eu entregasse as chaves do prédio ao senhor Ney Suassuna”, lembra Kuiava.
A Auditoria Cidadã da Dívida e a Frente Parlamentar pelo Limite dos Juros e Auditoria Integral da Dívida Pública convidam movimentos sociais, entidades, sindicatos, coletivos, estudantes e toda a cidadania comprometida com a justiça social a participarem do seminário “Financeirização, Sistema da Dívida e os reflexos das fraudes do Banco Master para a classe trabalhadora”.
Garanta sua participação, fortaleça essa luta e contribua para a construção de um Brasil mais justo, soberano e democrático.
Inscreva-se e participe!Atenciosamente,
Quinta, 4 de agosto de 2022 Fonte: AEPET* Publicado em 04/08/2022 Escrito por Maria Lucia Fattorelli O problema do Brasil não é falta de re...