Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Escola não é lugar de ultraprocessado! Por uma alimentação nota 10 nas escolas

 Sexta, 1º de maio de 2026

 
 
Cabeçalho | Por Dentro - Idec
Seu informe sobre cidadania e consumo
1 de maio de 2026
Destaque

📢 Escola não é lugar de ultraprocessado!

Já conseguimos tirar os ultraprocessados nas escolas do Ceará recentemente, bem como em várias localidades. Agora, queremos levar essa conquista para todo o Brasil! A cidade de São Paulo e o estado do Pará já possuem projetos tramitando e, com sua ajuda, aumentamos nossa pressão para que políticos aprovem essas leis que promovam um ambiente escolar favorável a escolhas mais saudáveis e protejam a saúde de crianças e adolescentes. Assine a petição, compartilhe e apoie nossa campanha. Comer Bem na Escola

De olho na luta

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E SUSTENTÁVEL

🤱 Proteger a amamentação no ambiente digital

Estivemos no XVII Encontro Nacional de Aleitamento Materno, em Campo Grande (MS). O evento trouxe um desafio urgente: como proteger a amamentação e a alimentação saudável num ambiente dominado por algoritmos, influenciadores e publicidade agressiva da indústria de ultraprocessados. Seguimos firmes defendendo que a amamentação não é negócio! O ambiente online e o marketing digital não podem ser terra sem lei quando o assunto é a saúde de crianças, mães e outros responsáveis. Linkedin

🥘 O que é da terra fica na terra

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação prepara uma resolução para garantir que escolas em territórios indígenas e quilombolas possam comprar direto dos povos e comunidades tradicionais. Na prática, o alimento produzido ali mesmo vai parar no prato dos alunos. A norma respeita o modo próprio de plantar, conservar e cozinhar. Alimentação escolar não é só nutrição: é cultura, autonomia, geração de renda e proteção do território. Criança que come o que vem do seu próprio território aprende desde cedo que comida de verdade alimenta o corpo e a alma. O Joio e o Trigo

SAÚDE

💊 Superbactérias matam 5 milhões por ano

BRASIL DO SÉCULO XXI PERMANECE NO SÉCULO XIX MAS NÃO É BRASILEIRO

 Sexta, 1º de maio de 2026

BRASIL DO SÉCULO XXI PERMANECE NO SÉCULO XIX MAS NÃO É BRASILEIRO


Pedro Augusto Pinho*

 

Os cinquenta anos da Era Vargas, com o suicídio do único Estadista brasileiro, Getúlio Dornelles Vargas, não deixaram o Brasil soberano, nem mesmo no século XX.


Mantiveram-nos, as forças do atraso, o país na escuridão da ignorância, da escravidão, do analfabetismo e da absoluta ausência de algo tão fora de moda que muitos desconhecem totalmente o significado dos vocábulos “civismo”, “ética”, “nacionalismo”, “moral”.


Quem demonstra este incrível retrocesso do Brasil de Vargas, em 2026, é o denominado Poder Legislativo, principalmente pelas ações dos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, as atuações de alguns Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e quase todos presidentes de partidos políticos, legalmente registrados na Justiça Eleitoral.

Antes de analisarmos a situação presente, façamos breve recordação histórica.

Rumo a uma Bandung dos Povos



Sexta, 1 de abril de 2026

Rumo a uma Bandung dos Povos

Há 70 anos, Conferência na Indonésia forjou ideia de Sul global. Hoje, inspira: diante da ordem neoliberal e avanço do fascismo, mais que reformar instituições multilaterais, é hora de construir alternativas. Em 2027, uma oportunidade se abre


OUTRASPALAVRAS
Publicado 30/04/2026

Arte: Faith Ringgold – 1987 – grafite

Por Brid Brennan, Gonzalo Berrón, Juliana Rodrigues de Senna e Sol Trumbo Vila, no TNI | Tradução: Rôney Rodrigues

Introdução

“O Sul não conhece o Sul: o que acontece em seus países, quais são as ideias de seus povos, qual é o seu potencial e como a cooperação Sul-Sul pode ampliar as opções de desenvolvimento para todos. Cada país é forçado a cometer seus próprios erros, sem poder aprender com a experiência de outros em situações similares nem se beneficiar da experiência de seus êxitos.”
– O desafio para o Sul, Relatório da Comissão do Sul

Vivemos em um mundo em transformação. À medida que o capitalismo entra em um novo ciclo de acumulação e o fascismo cresce, as elites globais pressionam para remodelar a ordem mundial para que continue servindo aos interesses do imperialismo. Ao mesmo tempo, essas mudanças oferecem uma oportunidade para que os povos e as nações encontrem e desenvolvam novos caminhos rumo à solidariedade internacionalista e ao poder popular.

Mas esses caminhos não se abrirão espontaneamente. A mudança intencional requer estratégia, ideias e um entendimento comum, em escala global, dentro da diversidade de atores sociais e políticos progressistas. Não partimos do zero: os movimentos socialistas e de libertação nacional foram as lutas políticas mais inspiradoras do século passado.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

VERGONHA —Congresso derruba veto de Lula sobre PL da dosimetria e alivia penas de golpistas

Quinta, 30 de abril de 2026

VERGONHA
Congresso derruba veto de Lula sobre PL da dosimetria e alivia penas de golpistas

Votação foi marcada por embates entre governo e oposição sobre condução do processo legislativo e impactos da proposta

Brasil de Fato — 
Brasília (DF)
30.abr.2026

O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil), liderou a derrubada do veto presidencial | Crédito: Carlos Moura/Agência Senado

O Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) ao Projeto de Lei da Dosimetria, que beneficia os condenados pelos atos golpistas do 8 de janeiro de 2023, inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e militares condenados por tentativa de golpe de Estado.

A votação foi realizada primeiro na Câmara dos Deputados. Foram 318 votos pela derrubada do veto, 144 pela manutenção e 5 abstenções. No Senado, o veto também foi rejeitado, com 49 votos pela derrubada e 24 a favor da manutenção, consolidando a decisão do Congresso Nacional.

Com a decisão, as penas dos condenados pelos atos golpistas, de Bolsonaro e dos que articularam a tentativa de golpe de Estado podem ser reduzidas, já que as punições pelos diferentes crimes não podem mais ser somadas.

Hoje, o Supremo Tribunal Federal (STF) entende que as penas pelas condenações por tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, que tem pena de quatro a oito anos de prisão, e a de tentativa de golpe de Estado, que tem pena de quatro a 12 anos, podem ser somadas.

Pochmann: Além da regressão e ressentimento



Quinta, 30 de abril de 2026

Pochmann: Além da regressão e ressentimento

Num país que se reprimarizou por décadas, até a ascensão social marcada por desigualdade refluiu. Sobrou a frustração dos empobrecidos e atomizados, ainda que em conexão. Reconstruir a coletividade crítica e transformadora: eis o desafio

OUTRASPALAVRAS                            Crise Brasileira

Matéria publicada originalmente no OUTRASPALAVRAS em29/04/2026 às 19:20 - Atualizado 30/04/2026 às 15:38
Crédito: Reprodução/A Terra é Redonda

Por Márcio Pochmann

Título Original:

Ressentimento como último vínculo: novo sujeito coletivo e mutação política na era digital

Há um equívoco na afirmação de que o Brasil vive hoje uma crise de engajamento sociopolítico. O que caracteriza o presente não é a apatia, mas uma nova forma de mobilização que se apresenta contínua, intensa e, ao mesmo tempo, incapaz de produzir transformação estrutural. Trata-se de uma mobilização politicamente estéril, marcada pelo ressentimento como afeto dominante e como base do novo sujeito coletivo que emerge da sociedade de serviços hiperconectada da era digital.

A tese é desconfortável, mas necessária, pois o sujeito coletivo não desapareceu. Ele se degradou e se reconfigurou negativamente, tornando-se expressão convergente de frustrações estruturais. Entre os anos de 1930 e 1980, o capitalismo industrial no Brasil organizou não apenas a produção, mas também as expectativas sociais. Mesmo de forma desigual, a promessa de mobilidade ascendente funcionava como eixo de integração. O conflito existia, mas era mediado por sindicatos, partidos e movimentos sociais. Havia antagonismo, mas também horizonte de transformação superior.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Após pressão da greve, GDF exonera reitora da UnDF e nomeia nova gestora

Quarta, 29 de abril de 2026

EDUCAÇÃO PÚBLICA
Após pressão da greve, GDF exonera reitora da UnDF e nomeia nova gestora

Mudança no comando da universidade foi publicada em edição extra do Diário Oficial nesta terça (28)

Brasil de Fato — 
Brasília (DF)
29.abr.2026

Comunidade acadêmica cobra diálogo, permanência estudantil e reorganização da universidade do DF. | Crédito: Jhoni Alvim/Estudante da UnDF

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), exonerou nesta terça-feira (28) a reitora da Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF), Simone Pereira Costa Benck, em meio à crise instalada na instituição e após semanas de pressão de estudantes e professores em greve.

A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal no mesmo dia em que a comunidade acadêmica realizou mobilização na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), cobrando a saída da gestora e medidas urgentes para enfrentar os problemas administrativos e acadêmicos da universidade.

terça-feira, 28 de abril de 2026

O presidente tem toda a razão

Terça, 28 de abril de 2026

O presidente tem toda a razão

Em Barcelona, Lula faz discurso contundente contra o neoliberalismo – e pondera: falta coragem aos governos progressistas. Em ano crucial, poderia ser coerente com seu diagnóstico: abandonar a “austeridade” e construir um projeto nacional que inspire outras nações

OUTRASPALAVRAS                        Mercado x Democracia
Publicado 28/04/2026


Lula participou, em 18 de abril de 2026, de um importante evento em Barcelona, capital da Catalunha, na Espanha. O presidente brasileiro falou durante a 1ª Reunião da Mobilização Progressista Global, iniciativa que esteve a cargo de lideranças socialistas europeias, tais como Pedro Sanchez (Presidente do governo da Espanha) e Stefan Lövfen (Presidente do Partido Socialista Europeu). A Mobilização Progressista Global tem por lema a bandeira: “Unindo as forças progressistas do mundo por um futuro mais justo, igualitário e sustentável”.

A intervenção de Lula chamou a atenção das forças políticas presentes no evento por suas críticas contundentes ao modelo econômico e social imposto pelo neoliberalismo aos povos e países do mundo. Tendo em vista a amplitude da divulgação do conclave, por todo o planeta as palavras do líder foram registradas com atenção e entusiasmo. Em aparente oposição às políticas públicas levados a cabo pelas próprias forças progressistas quando chegavam ao poder, ele deixou aberta uma leitura de que se tratava também de uma autocrítica por tudo aquilo que vem sendo realizado em seu terceiro mandato à frente da república brasileira.

GENOCÍDIO NÃO PARA —Israel usa acesso à água como arma em Gaza; crianças palestinas vêm perdendo habilidade de falar

Terça, 28 de abril de 2025

GENOCÍDIO NÃO PARA
Israel usa acesso à água como arma em Gaza; crianças palestinas vêm perdendo habilidade de falar

Mutismo é manifestação física de um colapso psicológico infantil, além de consequência de traumas corporais

Brasil de Fato — São Paulo (SP)
28.abr.2026

As autoridades israelenses utilizam o acesso à água como arma contra a população de Gaza, privando os moradores do recurso essencial no âmbito de uma “campanha de punição coletiva”, denuncia um relatório da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) publicado nesta terça-feira (28).

Entre a destruição de infraestruturas e os obstáculos ao abastecimento, “a privação deliberada de água infligida aos palestinos é parte integrante do genocídio perpetrado por Israel“, afirma a MSF em um comunicado publicado em conjunto com o relatório que recebeu o título “A água como arma: a destruição e a privação de água e saneamento por parte de Israel em Gaza”.

AGRONEGÓCIO —Trabalho escravo responde por 52% dos conflitos fundiários no Brasil, revela Observatório Socioambiental

Terça, 28 de abril de 2026

Área de monocultura em Correntina (BA) contrasta com trecho preservado do Cerrado e evidencia pressão sobre terra e recursos hídricos. Crédito: Felipe Abreu/Acervo ISPN

AGRONEGÓCIO
Trabalho escravo responde por 52% dos conflitos fundiários no Brasil, revela Observatório Socioambiental

Plataforma lançada em Brasília reúne dados sobre violência no campo, desmatamento e avanço da soja

Brasil de Fato — Brasília (DF)
Esta matéria foi postada originalmente no Brasil de Fato de 27.abr.2026

Morador de Correntina (BA), onde a expansão da soja intensifica conflitos por terra e água; comunidades tradicionais resistem e preservam o Cerrado. | Crédito: Felipe Abreu/Acervo ISPN

Nesta segunda-feira (27), o Observatório Socioambiental realizou o lançamento oficial, na sede da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, de uma ferramenta inédita para o monitoramento de violações no campo. A iniciativa reúne 15 organizações da sociedade civil e sistematiza dados coletados entre 1980 e 2023.

A Plataforma Socioambiental integra informações sobre desmatamento, produção de commodities e direitos humanos. Os números revelam que, de um total de 89.537 conflitos socioambientais registrados entre 2002 e 2023, 46.912 casos referem-se ao trabalho escravo.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Operação Dracon: TJDFT mantém entendimento de que recurso deve ser julgado pelo Conselho Especial; AGRAVO INTERNO CRIMINAL de Celina Leão Hizim Ferreira e outros (3) X MPDFT

Segunda, 27 de abril de 2026

Operação Dracon: TJDFT mantém entendimento de que recurso deve ser julgado pelo Conselho Especial

Além de Celina Leão estão no mesmo processo os distritais:
CHRISTIANNO NOGUEIRA ARAUJO, JULIO CESAR RIBEIRO e RENATO ANDRADE DOS SANTOS (veja aqui)

Do TJDFT, por BEA — publicado 27/04/2026

A 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) decidiu, por unanimidade, manter o envio do recurso criminal (apelação), decorrente da Operação Dracon, ao Conselho Especial do Tribunal. Os desembargadores rejeitaram um recurso de agravo interno apresentado pelas defesas e confirmaram que o caso deve ser analisado pelo Conselho Especial, em razão do novo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o foro por prerrogativa de função.

No agravo interno, as defesas pediram que o processo continuasse sendo analisado pela 3ª Turma Criminal. Elas argumentaram que, como a sentença que os absolveu foi proferida por um juiz de 1ª instância, o recurso do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deveria ser julgado pela Turma Criminal, e não pelo Conselho Especial.

Ao analisar o caso, a relatora destacou que o STF mudou recentemente o seu entendimento sobre o foro por prerrogativa de função. Segundo essa nova orientação, quando o crime é praticado durante o exercício do cargo e em razão das funções, o julgamento deve permanecer no tribunal competente, mesmo que o mandato já tenha terminado e mesmo que o processo esteja em fase de recurso.

Justiça aceita denúncia do MPDFT sobre pirâmide de empréstimos consignados a militares

Segunda, 27 de abril de 2026

Justiça aceita denúncia do MPDFT sobre pirâmide de empréstimos consignados a militares


Do MPDFT
27/04/2026

Esquema criminoso de lavagem de capitais contava com a participação de suboficial militar da Aeronáutica. Vítimas tiveram prejuízo de mais de R$ 1,3 milhão

A Justiça recebeu a denúncia da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) sobre um esquema de pirâmide financeira envolvendo empréstimos consignados a militares. O grupo, composto por oito pessoas, é acusado pela prática de crime contra economia popular, organização criminosa e lavagem de capitais. A fraude causou às vítimas prejuízo estimado em mais de R$ 1,3 milhão.

A investigação, conduzida pela 1ª Prodecon, revelou atuação da organização criminosa entre maio de 2021 e março de 2023, no Distrito Federal. Os criminosos operavam por meio de uma consultoria financeira chamada Sacredi Brasília, prometendo retornos financeiros que variavam entre 6% e 12% ao mês, por meio de supostos investimentos que, na realidade, não existiam. Para conferir uma falsa credibilidade, eram apresentados contratos de mútuo com registros em cartório e testemunhas para simular segurança jurídica.

O MUNDO EM GUERRAS E O BRASIL EM ELEIÇÕES

Segunda, 27 de abril de 2026

O MUNDO EM GUERRAS E O BRASIL EM ELEIÇÕES


Pedro Augusto Pinho

 

Quando Francis Fukuyama, em 1992, lançou "O Fim da História e o Último Homem", comemorava o fim do comunismo, da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas - URSS (1991), a governança de Deng Xiao Ping na China (1978-1992), enfim a vitória do capitalismo, da democracia liberal e do livre mercado.


Mas não observava, por outro lado, que Shimon Peres (1923-2016), que se unira ao Haganá em 1947, era novamente o Primeiro Ministro de Israel (1995-1996), disposto a avançar em territórios palestinos para “dar maior segurança ao povo de Israel”. Se uma guerra ideológica tinha sido vencida, surgia outra guerra, racial e territorialmente expansionista, junto às maiores reservas de petróleo do mundo. E o petróleo sempre foi um motivo de guerra.


Por que a russofobia europeia? Por eventos do czarismo? Absolutamente não. Porque a Rússia, depois do Oriente Médio (Arábia Saudita, Irã, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait) e da Venezuela, detém a sétima maior reserva de petróleo no mundo, superior a 80 bilhões de barris, vindo a seguir a Líbia, com 48,5 bilhões de barris. Enquanto a Europa só tem petróleo na Noruega (sete bilhões de barris) todo pertencente ao Estado, e no Reino Unido (2,5 bilhões de barris). Outras acumulações, insignificantes, nem mesmo atendem às demandas nacionais (Itália, Romênia, Ucrânia).

domingo, 26 de abril de 2026

Terras raras não são farelo de soja

Domingo, 26 de abtril de 2026

Terras raras não são farelo de soja

Por Roberto Amaral*

A ciência política, na sociedade globalizada pelo capitalismo monopolista, nos fala de uma soberania nacional relativa, fragmentada. O conceito cobra a revisitação da ciência política, tal sua fragilidade e imprecisão no quadro da ordem internacional em crise, quando as forças que contam — e são as potências nucleares — ferem de morte o multilateralismo, abandonam as mesas de negociações e adotam o baraço e cutelo — a guerra tour court — como ponto de partida e ponto de chegada do diálogo de uma só voz. Como o diálogo do cordeiro com o lobo, consagrado por Jean de La Fontaine.

A realidade de hoje é a de um mundo em guerra, aflito; um mundo de interrogações e receios, um presente de conflitos em série que nos faz temer o futuro. Até aqui, sugerindo-nos alívio, os senhores da guerra têm conseguido manter sob algum controle suas operações, e vêm mantendo mais ou menos circunscrito o teatro onde despejam bombas, matam civis, destroem cidades. Mas, ensina-nos a história, o rastilho de pólvora quase sempre realiza seu destino.

Como a ditadura militar criou um império do ensino privado

Domingo, 26 de abril de 2026

Como a ditadura militar criou um império do ensino privado

Escola para atender Itaipu foi entregue ao Colégio Anglo-Americano

Sumaia Villela e Eliane Gonçalves - Radioagência Nacional —Brasília

FOTO DE ARQUIVO - Hidrelétrica de Itaipu. Foto: Eletrobrás Furnas/Divulgação




© Eletrobrás Furnas/Divulgação
© Eletrobrás Furnas/Divulgação

© Eletrobrás Furnas/Divulgação

Em 1976, no auge da ditadura militar brasileira, um prédio construído com verba pública para ser uma escola da rede municipal de ensino - a Escola Politécnica de Foz do Iguaçu, no Paraná - foi entregue à iniciativa privada dias antes da inauguração. O beneficiário foi o Colégio Anglo-Americano, contratado pela Itaipu Binacional para educar os filhos dos funcionários da hidrelétrica. O episódio marcou o nascimento de uma rede nacional de ensino particular sustentada, em grande parte, por recursos federais.

O edifício da escola Politécnica tinha sido construído para ajudar a reduzir o déficit escolar em Foz do Iguaçu, que, na época, segundo relato do governo estadual à imprensa local, tinha 3 mil pessoas em idade escolar fora das salas de aula. 

O professor aposentado da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) José Kuiava era o inspetor de ensino do município na ocasião e recorda o momento em quem recebeu a ordem de entregar as chaves da recém-construída escola para o dono do Colégio Anglo Americano, Ney Suassuna. “A ordem veio de Curitiba, via telefone, do diretor-geral da SEC [Secretaria de Educação] professor Ernesto Penauer, determinando que eu entregasse as chaves do prédio ao senhor Ney Suassuna”, lembra Kuiava.

Como a Baía dos Porcos ainda define o conflito entre EUA e Cuba 65 anos depois da invasão fracassada

Domingo, 26 de abril de 2026

Como a Baía dos Porcos ainda define o conflito entre EUA e Cuba 65 anos depois da invasão fracassada

Do 
18 de abril de 2026

Flávia Villela

Sputnik – Símbolo da resistência cubana, a fracassada tentativa de invasão militar da Baía dos Porcos patrocinada pelos EUA, em abril de 1961, foi um dos maiores constrangimentos estratégicos da política externa estadunidense durante a Guerra Fria.
A ilha caribenha continua sendo objeto de desejo dos EUA e vítima de boicotes e ameaças 65 anos depois do episódio.
As mais recentes sanções que endureceram o bloqueio econômico histórico contra Cuba perduram há dois meses, desde que o governo de Donald Trump pressionou empresas e governos de outros países a não comercializarem com Havana, sob pena de retaliações.
O Mundioka, podcast da Sputnik Brasil, desta sexta-feira (17) relembrou a data com especialistas que avaliaram o desenrolar do episódio até os dias de hoje.
A professora Miriam Gomes Saraiva, do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), lembrou que a Revolução Cubana, em 1959, deixou um gosto amargo ainda presente no imaginário do governo dos EUA, que tinha a ilha como extensão de seu território:

FÉ e AFROECOLOGIA —Feijoada de Ogum conecta ancestralidade e agroecologia em espaço do MST no centro de SP

Domingo, 26 de abril de 2026

FÉ e AFROECOLOGIA
Feijoada de Ogum conecta ancestralidade e agroecologia em espaço do MST no centro de SP

Evento reuniu integrantes do movimento e comunidades de terreiro em debate sobre resistência cultural e alimentação

Brasil de Fato — São Paulo (SP)
Redação

Feijoada de Ogum, no Espaço Cultural Elza Soares | Crédito: Reprodução Instagram / @amoacucar

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) promoveu, neste sábado (25), a Feijoada de Ogum na capital paulista, unindo atividades sobre ancestralidade africana, práticas agroecológicas e alimentação.

A iniciativa buscou estabelecer um ponto de contato entre a produção de alimentos no campo e as tradições religiosas de matriz africana. Segundo a ialorixá Fabiana das Graças Souza, integrante do MST, a preparação para a atividade envolveu consultas às tradições do Candomblé para viabilizar a realização do encontro.

sábado, 25 de abril de 2026

Confira as entidades que já estão apoiando o seminário sobre Financeirização e o Sistema da Dívida que será realizado dia 5 de maio em Brasília. Participe!!!

Sábado, 25 de abril de 2026


A Auditoria Cidadã da Dívida e a Frente Parlamentar pelo Limite dos Juros e Auditoria Integral da Dívida Pública convidam movimentos sociais, entidades, sindicatos, coletivos, estudantes e toda a cidadania comprometida com a justiça social a participarem do seminário “Financeirização, Sistema da Dívida e os reflexos das fraudes do Banco Master para a classe trabalhadora”.

Garanta sua participação, fortaleça essa luta e contribua para a construção de um Brasil mais justo, soberano e democrático.

📢 Inscreva-se e participe!
https://auditoriacidada.org.br/fraudes-banco-master-impactos-classe-trabalhadora-divida/

Atenciosamente,

“A Fiocruz pode ser a Petrobras do século 21”

Sábado, 25 de abril de 2026

“A Fiocruz pode ser a Petrobras do século 21”

Complexo Econômico-Industrial da Saúde pode conduzir novo ciclo de desenvolvimento, gerando empregos de qualidade, modernização tecnológica e melhora do cuidado. Seu trunfo: poder de compra do SUS. Uma necessidade: reforçar o planejamento estatal

OutraSaúde                        Indústria da Saúde
Por Guilherme Arruda

Texto publicado originalmente no 
OutraSaúde  em 24/04/2026.

Operário de BioManguinhos na linha de produção. Foto: Bernardo Portella/ABDI


Denis Gimenez em entrevista a Guilherme Arruda

Historicamente, o mundo do trabalho no Brasil tem como principal traço a predominância dos empregos informais, de salários diminutos e baixa produtividade. Nesse cenário, apesar de crescentes ameaças de precarização, o mercado laboral no setor saúde se destaca por melhor remuneração e maior complexidade econômica. Poderia o impulsionamento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) ser a chave para desencadear um novo ciclo de desenvolvimento que gere milhões de ocupações dignas para os brasileiros?

É o que propõem os pesquisadores do Centro de Estudos Sindicais e do Trabalho (Cesit) e professores do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (IE/Unicamp), Denis Maracci Gimenez e Marcelo Manzano Prado, no artigo CEIS: fonte de empregos de qualidade. O escrito faz parte da série “Trabalho para todas as pessoas: é possível?”, uma publicação do Cesit em parceria com a Fundação Friedrich Ebert Brasil.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Acordo firmado pelo MPDFT viabiliza playground na DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente)

Sexta, 24 de abril de 2026

Do MPDFT

Publicado: 24/04/2026

Parquinho inaugurado na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente foi viabilizado com recursos de acordo firmado após atuação da Prodecon em defesa dos consumidores

A Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos do Consumidor (Prodecon) participou, nesta sexta-feira, 24 de abril, da inauguração de um playground instalado na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). O espaço foi viabilizado por meio de acordo firmado entre o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a Companhia Brasileira de Distribuição (Grupo Pão de Açúcar).

A iniciativa tem como objetivo tornar o ambiente da delegacia mais acolhedor para crianças e adolescentes atendidos no local. A presença de um espaço lúdico contribui para reduzir a ansiedade e o receio frequentemente associados ao contato com questões policiais e procedimentos desconhecidos. A medida também busca reduzir impactos emocionais comuns em situações de vulnerabilidade, como ansiedade, medo e estresse. 

O promotor de justiça Paulo Binicheski destacou que a ação reflete o papel de um Ministério Público resolutivo, voltado à obtenção de resultados concretos e céleres na defesa dos direitos sociais. Segundo ele, a prioridade é buscar soluções extrajudiciais eficazes, capazes de gerar benefícios diretos à população e evitar a judicialização desnecessária de demandas.

Agora é lei: Agressores de mulheres terão que usar tornozeleiras

Sexta, 24 de abril de 2026



Oi, ............, a luta vale a pena, e hoje quero celebrar com você conquistas importantes e falar sobre os próximos passos.

Agora é lei: Agressores de mulheres terão que usar tornozeleiras.

Nosso projeto sobre a obrigatoriedade de tornozeleiras para agressores de mulheres agora é lei. O presidente Lula sancionou o projeto de Lei 2942/2024, de minha autoria, agora passou a ser regra em todo o país o monitoramento eletrônico de agressores de mulheres.

O uso de tornozeleira eletrônica é uma medida protetiva eficiente, que salva a vida de mulheres. Seguiremos acompanhando a implementação da lei, monitorando para que ela seja de fato efetivada nos territórios.

Seminário sobre Financeirização e Sistema da Dívida terá palestra de Maria Lucia Fattorelli

Sexta, 24 de abril de 2026

Divulgação Maria Lucia.jpg


O seminário “Financeirização, Sistema da Dívida e os reflexos das fraudes do Banco Master para a classe trabalhadora” contará com a presença de Maria Lucia Fattorelli, coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida.

Uma das principais referências no debate sobre o sistema da dívida no Brasil e no mundo, Fattorelli possui trajetória reconhecida internacionalmente. Atuou como membro da Comissão de Auditoria da Dívida do Equador criada pelo presidente Rafael Correa (2007/2008) e da Comissão de Auditoria da Dívida da Grécia criada pelo Parlamento Helênico (2015). Assessorou a CPI da Dívida Pública na Câmara dos Deputados do Brasil (2009/2010), e a CPI da PBH Ativos S/A, que opera o esquema da Securitização, na Câmara Municipal de Belo Horizonte (2017). É autora de diversos livros e artigos.