Legado Vargas Lula Lula, único candidato defensor do Legado Vargas
No dia 12 de setembro, na Boca Maldita, em Curitiba, Lula fez uma nova e veemente defesa do Legado do Getúlio Vargas, sobretudo na implantação de decisivas medidas de inclusão social, como o salário-mínimo e a CLT, identificando-se com o presidente gaúcho, e, fundamentalmente, comprometendo-se a assegurar e ampliar medidas para a redução das desigualdades sociais, ainda desafiadoras no Brasil.
A valentia e a grandeza do presidente Lula de fazer reiteradamente essa defesa, como que pedagogicamente promovendo uma revolução política dentro do PT, antes avesso ao varguismo, tem ainda maior relevância porque foi exatamente ali na Boca Maldita, em janeiro de 1954, que Getúlio Vargas lançou o decreto criando a Eletrobrás, uma de suas alavancas fundamentais, junto com a Petrobras, a CSN, o BNDES, e a CLT, que deram sustentação à industrialização com direitos laborais, marcas inapagáveis da Era Vargas, como o atual presidente tem destacado.
Mas, após aquele comício de janeiro de 1954, fazendo previsão arguta sobre o futuro do Brasil, Vargas confidenciou ao então governador do Paranã, Bento Munhoz: “com este decreto criando a Eletrobras, sinto ter assinado meu próprio atestado de óbito”. Oito meses depois, em 24 de agosto de 1854, Vargas saía da vida para entrar na história.
O presidente Lula – tendo escapado da pena de morte da fome nordestina quando criança - e com sua gigantesca experiência de ser hoje um líder de reconhecimento mundial, um dos fundadores do BRICS, sabe perfeitamente dos riscos que enfrenta. Mas, tem todas as possibilidades para não repetir a tragédia pessoal de Vargas, mesmo com a presença atual das “aves de rapina”, em nova roupagem porém com os mesmos grunhidos ameaçadores, defendendo o aposto da agenda inclusiva Lula-Vargas, a desregulamentação dos direitos e, até mesmo, cortes nas despesas obrigatórias. O próprio Ministro da Fazenda, ex-funcionário da META, repete, surpreendentemente, esta melodia triste para a maioria pobre da nossa população, como se fosse possível cortar despesas obrigatórias do SUS, como se lá houvesse médicos em exagero, ou desindexar os benefícios sociais do salário-mínimo, grande criação da Era Vargas, hoje corajosamente defendida por Lula.
Como Vargas realizou, Lula também luta hoje para reduzir a jornada de trabalho, e para dotar o Brasil de indústria de defesa robusta, sintonizada com a envergadura do país e de suas imensas riquezas naturais, o que nos transforma em prato apetitoso, ainda mais que a Venezuela, para a cobiça do neocolonialismo.
Nesta campanha presidencial, em que os outros candidatos contam com proteção e simpatia dos magnatas da grande mídia anti povo, repetindo a agenda udenista e ameaçando nossa soberania e independência, Lula se destaca por sua agenda corajosa e coerente com os mais construtivos momentos da nossa História. Mobilizando o povo em torno desta Agenda Necessária, tem sim as qualidades e a capacidade para manter no Brasil no rumo democrático e soberano, mantendo o compromisso de pagar nossas imensas dívidas sociais, razão pela qual é o único a defender o Legado de Vargas.
Beto Almeida, jornalista, conselheiro da ABI e diretor da Telesur.
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Sugestão do Blog Gama Livre: Leia também o artigo "A atualidade da Era Vargas presente no encontro de Lula com sindicalistas". Artigo postado pelo Monitor Mercantil em 19 de abril de 2026
Realizações de Vargas, como a CLT, no centro do debate de Lula com representantes dos trabalhadores. Por Beto Almeida
Reunião de Lula com centrais sindicais (foto de Ricardo Stuckert, PR)
Neste domingo, 19 de abril, é o natalício de Getúlio Vargas, oportunidade para refletir sobre sua estimuladora e questionadora presença na vida política do Brasil de hoje, com enorme significação para os desafios atuais da democracia e da soberania nacional.
Aliás, quem assistiu pela TV o largo encontro do presidente Lula com as Centrais Sindicais, no dia 15 de abril, verificou que a todo momento havia a presença do ex-presidente Getúlio Vargas e de suas realizações, seja no debate sobre a importante função da CLT e da regulamentação do trabalho – grande obra da Era Vargas – seja nos alertas feitos pelo atual presidente sobre os retrocessos que foram impostos duas vezes a Vargas, golpe em 1945 e levado ao extremo sacrifício em 1954, quando o gaúcho, com um tiro no coração derrotou a sanha golpista dos inimigos do mundo do trabalho, as tragicamente famosas aves de rapina. (leia a íntegra do artigo no site do Monitor Mercantil, clicando nolink