O que a gente não vê também adoeceA gente costuma associar risco ao que é visível. Um alimento estragado, um cheiro forte, uma aparência suspeita, um símbolo de alerta. Mas e quando o perigo não tem cor, cheiro ou aviso? A recente série sobre o acidente com Césio-137, retratada em produções como Emergência Radioativa, reacende uma memória importante: nem sempre o que contamina é perceptível aos olhos. No caso do desastre em Goiânia, o brilho azul encantava, mas escondia um risco profundo. Hoje, em outro contexto, essa reflexão também atravessa o nosso sistema agroalimentar. No nosso dia a dia, existem exposições que passam despercebidas, mas que fazem parte da rotina alimentar de milhões de pessoas. Agrotóxicos, microplásticos, aditivos e outras substâncias presentes em produtos alimentícios ultraprocessados são exemplos de riscos invisíveis que levantam um debate urgente sobre saúde e direito à informação. Contaminações que não aparecem, mas existem |