Quarta, 8 de julho de 2026
Nós nem sempre pensamos nisso, mas um punhado de ervas, um dente de alho ou uma pitada de cominho podem transformar muito mais do que o sabor da comida. Temperar também é uma forma de descobrir novos sabores, preservar memórias e fortalecer nossa autonomia.

Uma pitada de autonomia: por que temperar também é um ato político
Temperar é um gesto tão comum que, muitas vezes, passa despercebido. Abrimos o armário, escolhemos as ervas e os condimentos, refogamos alho e cebola ou acrescentamos aquele ingrediente que faz parte das receitas da família. Mas esse hábito vai além do sabor: ele nos aproxima da comida de verdade, da cultura alimentar e das escolhas que fazemos todos os dias.
Em um cenário em que produtos ultraprocessados ocupam cada vez mais espaço nas prateleiras, na publicidade e na rotina das pessoas, cozinhar e temperar a própria comida também se tornam formas de exercer autonomia. Não porque exista uma receita perfeita, mas porque preparar uma refeição nos permite conhecer melhor os ingredientes, experimentar combinações e construir uma relação mais próxima com aquilo que chega ao prato.
O sabor também se aprende
