Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 19 de junho de 2023

Que “ilha da fantasia” é essa?

Segunda, 19 de junho de 2023

Quem sabe o governador não pode fazer algum benefício à população, especialmente os que não têm carro, e melhora um pouco as condições de mobilidade de Brasília, que tem um dos sistemas de transporte coletivo mais caros e desconfortáveis do Brasil. Foto de Ivaldo Cavalcante

Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna
Por Roberto Piscitelli*

Alguém, desastradamente, considerou Brasília a ilha da fantasia, há poucos dias, e foi muito criticado, com razão, pelo Dr. Ibaneis.

Fiquei meditando, apesar de tudo, em quem vive na ilha da fantasia. E cheguei à conclusão de que talvez seja o próprio Dr. Ibaneis, geralmente distante ou omisso quando as circunstâncias mais exigiriam uma atuação mais decidida por parte dele. Por exemplo, quando se avalia a qualidade dos serviços e o nível das tarifas cobradas pela Neoenergia, cuja privatização ele tanto defendeu.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Crônica da Semana: Fatalidade

Segunda, 13 de fevereiro de 2023

Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna

A fatalidade me levou dos pampas ao cerrado, onde as leis da fatalidade me induziram a ouvir o idioma terno das árvores e o chuá incessante das águas cristalinas.

Por Eugênio Giovernardi. Foto de Chico Sant’Anna

Acordei, como em milhares de manhãs, com a fatalidade irrecusável do nascer do Sol e humildemente aceita. A fatalidade obedece ao cumprimento das leis físicas. Não sou fatalista. Sou um usuário fiel da fatalidade. A maioria dos eventos agradáveis ou desagradáveis que marcaram minha existência teve o toque da fatalidade.

A fatalidade começou no dia de meu nascimento, previsto para 29 de junho, festa de São Pedro, mas antecipado para 28. O que seria Pedro Eugênio, foi registrado Eugênio Pedro.

Leia a íntegra

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Revitalização da W3: oportunidade perdida

Segunda, 7 de fevereiro de 2022

“Perdeu-se a oportunidade de se implementar um mais que necessário sistema cicloviário e de se provocar ao menos um debate para se melhorar o transporte coletivo na avenida. Incrementar apenas estacionamentos equivale a estimular o uso de veículos individuais, o que é contraproducente, inclusive sob o ponto de vista da política nacional de mobilidade urbana, além de perpetuar o tradicionalmente péssimo problema da deficiência do transporte público aqui.”

Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna

Por Carlos Frederico Maroja de Medeiros*

A primeira preocupação de qualquer urbanista deveria ser o bem-estar da população. Não é o que acontece por aqui. As ações urbanísticas visam sempre e apenas o atendimento aos interesses dos comerciantes, na insistência de fazer a W.3 voltar a ser um “shopping”, algo que obviamente jamais ocorrerá, especialmente nos dias que correm, em que o comércio passa a ser mais virtual, e as lojas dos shoppings propriamente ditos viram mais propriamente mostruários.

O resultado com o qual convivemos é uma degradação constante que não atende aos próprios comerciantes, nem tampouco aos moradores. As intervenções cosméticas e meias-solas nas calçadas e estacionamentos visaram apenas atender à ilusão dos comerciantes de que, com isso, teriam um chamariz para a clientela.