Domingo, 24 de novembro de 2024
Valor prometido por países ricos é cerca de um quarto do necessário para reduzir impacto dos efeitos da poluição
Redação
Brasil de Fato | Curitiba (PR) | 24 de novembro de 2024

Conferência do Clima realizada em Baku, no Azerbaijão, terminou sob críticas inclusive do Brasil - Foto: Divulgação/ONU
A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2024 (COP29), realizada em Baku, no Azerbaijão, terminou no sábado (23) com frustração de países em desenvolvimento, incluindo o Brasil. Isso porque o evento foi encerrado com um acordo para destinação de 300 bilhões de dólares por ano (cerca de R$ 1,74 trilhão) para contenção e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas até 2035. Eram reivindicados pelos países mais pobres o financiamento de pelo menos 1,3 trilhão de dólares por ano (cerca de R$ 7,5 trilhões).
O acordo foi criticado por representantes de Cuba, Índia, Peru e Chile, por exemplo. A delegação da Bolívia declarou que a decisão "é um insulto aos países em desenvolvimento". "Financiamento climático não é caridade”, protestou o país, reforçando a responsabilidade de países ricos sobre as emissões de gases que causam o efeito estufa e geram o aquecimento global, as enchentes e tempestades cada vez mais frequentes.
O texto final da COP29, aliás, não define os países ricos como os responsáveis pelo aquecimento e, portanto, pelo custeio da mitigação de suas consequências. Informa somente que eles devem estar na “dianteira” dos esforços para isso.
O texto também não diz que recursos oriundos dos Orçamentos dos países em desenvolvimento precisam ir para a mitigação do clima. Isso abre brechas para que financiamentos de bancos internacionais sejam computados na conta.