Segunda, 29 de janeiro de 2024

Mobilização é uma celebração ao Dia da Visibilidade Trans, comemorado em 29 de janeiro - Foto: Vanessa Tutti
Evento aconteceu neste domingo (28) na Esplanada dos Ministérios e reuniu milhares de pessoas
Valmir Araújo
Brasil de Fato | Brasília (DF) | 29 de janeiro de 2024
Brasília recebeu neste domingo (28) a 1ª 'Marsha' Trans do Brasil, que ocorreu na Esplanada dos Ministérios, a partir da frente do Congresso Nacional e seguiu em cortejo até Museu Nacional da República.
Realizada nas vésperas do Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro, a 'Marsha' pautou os direitos das pessoas trans e travestis e reuniu milhares de pessoas de diversas regiões do país.
“A primeira 'Marsha' nacional acontecer aqui em Brasília, que é a capital do país, é justamente porque é nesse lugar que são tratadas as principais questão sobre as pessoas trans”, afirmou uma das organizadora do evento Ludymilla Santiago,que integra a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) no DF.
Representantes de organizações e coletivas que lutam por direitos de pessoas trans e travestis marcaram presença na mobilização. "Os corpos de pessoas trans ocupam Brasília para afirmar que esse lugar também é nosso, ocupamos para reafirmar que precisamos de políticas públicas e de visibilidade, de saúde, educação, lazer, cultura, precisamos viver", destacou Layza Lima, coordenadora da Aliança Nacional LGBTQIA+, que mora no Espírito Santo.
Militante do Coletivo Juntas no Distrito Federal, Lucci Laporta falou sobre as pautas do movimento trans. "Estamos aqui para cobrar nossos direitos, cidadania e políticas públicas de ações afirmativas para inclusão da população trans no mercado de trabalho. É muito importante a gente mostrar nossa mobilização, porque o movimento trans existe e o governo federal também precisa ouvir as nossas pautas, precisamos de cotas para pessoas trans nos concursos públicos, nos vestibulares, precisamos de saúde pública, ter as nossas especificidades atendidas pelo SUS. Temos muito para cobrar porque nesses 20 anos avançamos pouco e não vamos ficar em silêncio".