De sexta-feira da Paixão até este domingo
predominou o caos. Deu até polícia para controlar parentes de pacientes. E bota
pacientes nisso.
Se os pacientes derem sorte, talvez depois de amanhã, terça
(3/4), o PS (Pronto Socorro) do HMIB, Hospital Materno Infantil de Brasília,
volte a atender crianças fora da classificação de risco vermelho. Se derem
sorte.
Pelo
menos no PS do HMIB, o governo Rollemberg tem colocado mais seguranças e
policiais militares do que médicos. Neste final de semana, foram quatro
seguranças privados e mais dois PMs, para apenas três médicos de serviço. O
correto seria haver muito mais médicos que seguranças. Mas no inseguro governo
de Brasília, nada na saúde parece funcionar. Sequer razoavelmente.
Leia
também postagem de ontem, sábado (31/3), sobre o caos no atendimento de nossas
criancinhas:
Reportagem do Bom Dia DF, Rede Globo, revela o caos que reina no Governo do DF. Ou alguém acha que o caos que existe na rede pública de saúde não seja decorrente do caos no governo?
Diante das mortes dos recém-nascidos (RNs) do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) decorrente da superbactéria, a direção do Sindate visitou o HMIB, com intuito de denunciar a falta de Equipamento de Proteção Individual (EPIs) para os servidores. Na ocasião, diversas mães procuram o sindicato para denunciar a falta de fraldas para os RNs [recém-nascidos].
A exoneração possivelmente será publicada no Diário Oficial do DF, nesta segunda-feira (13)
Fontes: Delmo Menezes, Agenda Capital Foto: Reprodução/Divulgação e Blog do Sombra
O secretário de Saúde do DF, Humberto Fonseca, decidiu exonerar o Dr. Rodolfo Paulo, diretor do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), por ter exposto as “vísceras” da instituição, durante as comemorações dos 50 anos da instituição, no evento que ficou conhecido como “Grande abraço ao HMIB“, realizado no final do ano passado. A exoneração possivelmente será publicada no Diário Oficial do DF, nesta segunda-feira (13).
Segundo informações que o Agenda Capital recebeu de servidores que preferiram não se identificar, o diretor do HMIB era tido como um dos melhores gestores da atual gestão, e muito respeitado pelos servidores e classe médica, o que provocou ciúmes na cúpula da Secretaria de Saúde. A “gota dágua” foi ter mostrado a população e a imprensa, os problemas recorrentes que estão atrapalhando a gestão, conforme relatório das entidades que vistoriaram o HMIB, no final de 2016.
Em protesto contra falta de óleo nas caldeiras, o varal de roupas expõe a falta de compromisso do Secretário de Saúde.
Enquanto o governador se diverte na praia, o centro obstétrico do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB) amanheceu fechado nesta quarta-feira (11) por falta de material. O SindSaúde-DF esteve na unidade e apurou que não há roupas no setor devido às caldeiras estarem sem óleo e ao atraso no pagamento de empresas terceirizadas, com isso, as peças molhadas estão se acumulando. Além disso, os funcionários da limpeza e vigilância também estão paralisados por falta de salários.
Roupas se acumulam no HMIB
Tentando amenizar o prejuízo aos pacientes, varais foram improvisados para secarem as roupas ao sol.
O diretor administrativo da regional tentou impedir a ação e discutiu com a presidente do SindSaúde-DF, Marli Rodrigues. “É preciso ter uma alternativa para os pacientes. O sol está forte lá fora e estamos secando (as roupas) para atender as urgências. Depois elas serão passadas na calandras. O procedimento é o ideal? Não, não é. Mas não está certo fechar o CO e impedir as mulheres de terem seus filhos, isso é se esquivar da responsabilidade”, criticou Marli. “Tudo isso está sendo causado por falta de pagamento. Enquanto isso, o governador está curtindo na praia. Um absurdo! Rollemberg está cumprindo um protocolo para a implantação das organizações sociais”, finalizou.
Em nota, Secretaria de Saúde informou que o repasse correspondente à dívida do mês de novembro com empresas de vigilância e limpeza deverá ser realizado nas próximas horas. A Pasta reconheceu ainda que há uma dívida de R$ 1,2 milhões com a empresa Papagaio Diesel, responsável pelo abastecimento das caldeiras, referente aos meses de outubro e novembro. Por este motivo, a dívida foi inscrita em ‘restos a pagar não processados', o que estaria inviabilizando o pagamento das notas.