Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

HRG: Paciente com pancreatite crônica e fortes dores leva 8 horas sofrendo à espera de atendimento, mas não é medicado; é o caos absoluto na saúde do DF


Quarta, 12 de setembro de 2018
Ontem, terça (11/8), paciente, homem de 50 anos, sofrendo de pancreatite crônica (inclusive registrada no prontuário da rede pública do DF) é levado de sua casa até o HRG (aquele que já foi, já FOI, um excelente hospital). Cerca de 290 metros separam o HRG da sua casa. Chegou por volta das 13 horas, foi humilhado por uma espera de atendimento até cerca das 21 horas (isso mesmo que você leu. Até 21 horas). Oito horas de espera, portanto. Já pensou alguém com fortes dores ter que esperar tanto?

Atendido por um médico cirurgião, não foi medicado, pois isso seria função de médico clínico, bicho cada vez mais raro no Hospital Regional do Gama. Aliás, pra falar a verdade, no HRG algumas especialidades de médicos são coisas raras, e mais raras ainda com o passar dos dias. No hospital tem sido raros muitos outros bichos. Exames, equipamentos, banho quente, macas, leitos em condições recomendadas, cadeiras para acompanhantes etc.

Mas voltemos a história do paciente-contribuinte-eleitor. “Atendido” (entre aspas, entre aspas, já que não pôde ser medicado), foi levado de volta pelos cerca de 290 metros que separam o HRG da sua casa. Arrastando suas dores. Tanto físicas como na alma, pela humilhação da falta de atendimento justo e na hora precisa.

Voltou pra casa, mas sem medicação suas dores continuaram insuportáveis. Como não é governador ou gestor de primeiro escalão do GDF, não tem prioridade alguma. Correu (levado, levado), então, para o Goiás. Procurou atendimento no Novo Gama, quando deveria ser atendido, e bem atendido, no Gama (DF). Se o hospital do governo Rollemberg não tinha clínico disponível para medicar o personagem principal desta triste história, no Novo Gama ele foi atendido e medicado, voltando em seguida para casa.

Como o caso dele, paciente-contribuinte-eleitor, é pancreatite crônica está agora batendo nas portas de hospitais na vã esperança de algum poder interná-lo.

E haja caos na rede pública de saúde do DF. E haja dores físicas e também as provocadas pelo humilhante atendimento que os gestores públicos impõem a quem precisa dos hospitais e centros de saúde da rede do GDF.

Haja caos! Até quando, Meu Deus?

sábado, 1 de setembro de 2018

DF: Sem conseguir cirurgia emergencial, família de Jhennyfer pede ajuda

Sábado, 1º de setembro de 2018
Apesar de decisão judicial, Saúde diz que não há vagas no ICDF e não pode transferir menina antes do término dos antibióticos

Por Luísa Guimarães - Metrópoles

Duas semanas após o Juizado Especial Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) mandar Jhennyfer Victoria Amorim de Souza, 1 mês de vida, ser transferida para o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF), a decisão ainda não foi cumprida. A criança segue internada no Hospital Regional de Ceilândia (HRC), à espera de uma cirurgia emergencial no coração.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Caos na saúde do DF: Defensorias Públicas do DF e da União propõem ação civil para que leitos de UTI bloqueados sejam reabertos; requerem ainda a criação de 109 novos leitos de UTI na rede pública de saúde no prazo de um ano

Segunda, 9 de julho de 2018
Da Defensoria Pública do DF
A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) e a Defensoria Pública da União (DPU) propuseram, nesta quarta-feira (04), ação civil pública contra a União e o Distrito Federal a fim de garantir, com urgência, a criação de novos leitos de UTI da rede pública e a reabertura daqueles que encontram-se fechados ou bloqueados.

A ação é fundamentada na situação em que se encontra a saúde pública do DF. Demandas de saúde não atendidas levam a um número elevado de ajuizamento de ações em busca de tratamentos que, na maioria das vezes, acabam sendo indiferentes para a manutenção da vida do paciente sem a disponibilidade do leito de UTI. Conforme levantamento feito pela DPDF, entre janeiro e maio de 2017, 28% de seus assistidos que buscavam internação em UTI vieram a óbito antes mesmo de receberem qualquer tratamento.

Além disso, de acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, 68 leitos de UTI encontram-se bloqueados. A ação destaca também a falta de cateteres centrais de inserção periférica e seringas de 1ml na rede pública de saúde do DF, o que põe em risco a vida de bebês que encontram-se em UTI neonatal.

Ao final, a DPDF e a DPU requerem, portanto, a criação de 109 novos leitos de UTI na rede pública de saúde no prazo de um ano, sob pena de multa diária de R$ 5 mil por cada leito não criado. Caso o DF alegue falta de orçamento para tanto, as defensorias requerem que seja determinada a transferência de verbas referentes à propaganda institucional ou de setores não prioritários da Administração Pública para o Fundo de Saúde do Distrito Federal.

Confira a íntegra da ação civil pública:

Por
Mariana Landimda Assessoria de Comunicação da Defensoria Pública do DF

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Trecho da petição —à Justiça Federal— da Defensoria Pública da União e da Defensoria Pública do DF

"No curso do processo nº 31900/2013- TCDF[1], foram realizadas auditorias que comprovaram não só a carência de leitos de UTI atualmente no Distrito Federal, bem como a redução do quantitativo de leitos de UTI disponíveis entre os anos de 2013 e 2017. Nessa época da primeira auditoria (2013), constatou-se a existência de 467 leitos de UTI na SES-DF, dos quais 35 estavam bloqueados, ou seja, a oferta de leitos de UTI no ano de 2013 era de 432 leitos disponíveis de UTI junto à rede pública de saúde (Relatório de Auditoria Operacional nas Unidades de Tratamento Intensivo da Rede Pública de Saúde do DF, item 20). Ressaltamos que na época mencionada, o número de leitos já era inferior ao quantitativo de leitos necessários. 

Com o prosseguimento das auditorias, foi realizada nova pesquisa, sobre a evolução no quadro de disponibilidade de leitos de UTI no Distrito Federal, constatou-se que em 2017 a disponibilidade de leitos de UTI passou a ser de 400 leitos, com 90 leitos bloqueados e apenas 310 leitos de UTI disponíveis para tratamento em 2017 (Relatório de Inspeção nas Unidades de Tratamento Intensivo da Rede Pública de Saúde do DF, item 13).

De acordo com o sítio de transparência da SES-DF, há uma disponibilidade hoje de 400 leitos de UTI no Distrito Federal, o que representa uma redução de aproximadamente 15% dos leitos de UTI ofertados ao longo dos últimos três anos. Isso demonstra uma grave piora em um sistema de atendimento que já era considerado insuficiente há cinco anos e que vem piorando gradativamente. 

Dos dados averiguados pelo TCDF, percebe-se que ao longo dos últimos anos houve a perda de capacidade de atendimento correspondente a um total de 67 leitos de UTI no âmbito do Distrito Federal (diferença entre 467 leitos disponíveis em 2013 e 400 leitos disponíveis em 2018), sem que o poder público tomasse as medidas necessárias para a resolução dos problemas que levaram ao fechamento dos leitos. O que se percebe é uma clara situação de precarização do serviço público de saúde, com a redução de capacidade de atendimento apesar das ações das autoridades de fiscalização."

sexta-feira, 22 de junho de 2018

A pedido do MPC/DF, TCDF solicita esclarecimentos à Secretaria de Saúde sobre atendimento aos pacientes de fibrose cística no DF

Sexta, 22 de junho de 2018
Do MP de Contas do DF

A fibrose cística é uma doença grave, de natureza genética, que atinge o aparelho respiratório, digestivo e glandular, provocando pneumonia de repetição, diarreia crônica e desnutrição, podendo causar a morte. Em 2011, o Ministério Público de Contas do Distrito Federal (MPC/DF) informou ao TCDF, por meio da Representação 20/11, as dificuldades dos portadores da doença no DF para o acesso ao tratamento público e pediu providências no sentido de oferecer qualidade de atendimento a esses pacientes.

Mudanças na Saúde da Família deixam grávidas do DF sem assistência no pré-natal

Sexta, 22 de junho de 2018
Foto:Kléber Lima/jornal de Brasilia

Do Jornal de Brasília

Com previsão de fechar o ano com 70% de cobertura no Distrito Federal, ainda há 28 equipes incompletas nos Postos de Saúde da Família.

Jéssica Antunes
Fotos:Kléber Lima/Jornal de Brasilia

O pré-natal de gestantes brasilienses está comprometido porque faltam médicos nos Postos de Saúde da Família. Com previsão de fechar o ano com 70% de cobertura no Distrito Federal, ainda há 28 equipes incompletas. Segundo o governo, fortalecer a atenção primária com profissionais que acompanhem toda uma vida vai ajudar a desafogar o caótico cenário das emergências. Por enquanto, a dificuldade começa antes mesmo do nascimento.

domingo, 10 de junho de 2018

HRG: Portaria da Fome do governo Rollemberg causou revolta de servidores de plantão nesta noite de domingo; veja o vídeo

Domingo, 10 de junho de 2018
O vídeo é do "jantar" (entre aspas, entre aspas) deste domingo, 10 de junho de 2018, no Hospital Regional do Gama, HRG, aquele hospital em que o governo Rollemberg também pratica o fechamento de serviços aos usuários da saúde pública.

Saiba mais sobre a Portaria da Fome do governo Rollemberg:

Nota da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da CLDF sobre a Portaria da Fome da Secretaria de Saúde do DF

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Nota da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da CLDF sobre a Portaria da Fome da Secretaria de Saúde do DF

Sexta, 8 de junho de 2018
Da
Comissão de Direitos Humanos - CLDF

Nota da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Legislativa sobre a Portaria nº 501/2018 da Secretaria de Saúde do Distrito Federal 

Foi publicada no último dia 06 de junho a Portaria nº 501, de 28 de maio de 2018 que estabelece normas técnicas de controle de refeições e gêneros alimentícios no âmbito das unidades das redes da SES/DF.

A referida norma traz no seu item 2, procedimentos e regras para fornecimento de alimentação para pacientes, trabalhadores e acompanhantes de pacientes, no âmbito dos atendimentos nas redes da SES/DF. Define que as refeições deverão ser fornecidas de acordo com de acordo com prescrições elaboradas por nutricionistas ou médicos, e que deverão ser solicitadas mediante formulários assinados por nutricionais.

Determina que os pacientes dos Centros de Atendimento Psicossocial (CPAS) e da Associação dos Amigos dos Autistas (AMA) receberão refeições de acordo com seu período de permanência em serviço: 1 refeição para 4 horas de permanência, 2 refeições para 8 horas de permanência, e 4 refeições para os que permanecerem por 24 horas.

Tais determinações implicam, na prática, na RETIRADA DE REFEIÇÕES DOS PACIENTES DOS CAPS. Há um número elevado de pacientes cujos Planos Terapêuticos Individuais (PTIs), preveem permanência menor do que 4 horas no serviço. Até agora, a esses pacientes era fornecido um lanche no meio da manhã ou da tarde, que a partir da vigência da Portaria em questão, ficará suspenso. É igualmente grave o fato de ter sido retirada uma refeição dos pacientes que permanecem no serviço por 24 horas, pois, até agora a eles eram fornecidas cinco refeições e a partir da entrada em vigor da Portaria nº 501/18, uma delas será suprimida. Tais cortes irão impactar substancialmente o atendimento aos usuários dos CAPS.

Não procede o argumento de que esta medida está ancorada na Portaria nº 336/2002, do Ministério da Saúde. Desde então, ao longo dos anos tem sido procedimento de rotina nos CAPS do Distrito Federal o fornecimento de um número maior de refeições para cada paciente. A retirada de uma refeição diária produzirá impactos negativos sobre o tratamento e outros aspectos relacionados à saúde dos pacientes.

A edição da norma distrital desconsidera aspectos como a baixa renda dos usuários e suas famílias, o que torna as refeições fornecidas pelo Sistema de Saúde importantes não apenas para sua nutrição, mas também para a viabilidade e o sucesso dos seus atendimentos nos CAPS. Entendemos que fragilizar qualquer aspecto do atendimento dos CPS aponta para um retrocesso que a sociedade brasileira rejeita: a negação da Reforma Psiquiátrica e o retorno dos manicômios, agora disseminados em novos mecanismos de asilamento e segregação como solução para a política de Saúde Mental.

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar se solidariza com os usuários, familiares e servidores dos CAPS e apela à sensibilidade dos gestores da Secretaria de Saúde e ao Governador Rodrigo Rollemberg no sentido da revogação da Portaria nº 501/18, por ser danosa ao serviço de atendimento desse segmento vulnerável da população do Distrito Federal.

Brasília, 8 de junho de 2018.

Deputado Ricardo Vale
Presidente da Comissão de Direitos Humanos - CLDF

quinta-feira, 3 de maio de 2018

🏥O reflexo do abandono🏥

Quinta, 3 de maio de 2018
🏥O REFLEXO DO ABANDONO🏥

O Posto de Saúde nº 8 do Gama, é um dos muitos reflexos do abandono e do descaso de um governo que se esqueceu a quem serve. Um governo que a propósito ama se gabar de ter solucionado o caos da saúde no Distrito Federal, bom seria se tal disparate fosse verdade, eu sequer gostaria de estar aqui escrevendo sobre isso.

Mas infelizmente, a realidade está diante de nossos olhos e não podemos de forma alguma nos calar, ainda mais quando um governo que no ano de 2017 gastou  R$ 138,5 milhões em publicidade e R$ 9,1 milhões só no primeiro trimestre desse ano, usa dessa ferramenta para financiar a propagação institucional de Fake News para a população com dinheiro público.

E o Posto de Saúde nº 8 é um exemplo literalmente concreto da falta de compromisso do Governador Rodrigo Rollemberg com a Saúde Pública, esse importante ponto de atendimento à saúde, se encontra abandonado há mais de dois anos, em razão de uma reforma que deformou por completo aquela unidade.

Era um local que apesar de não ser um exemplo perfeito de conservação e estrutura, ainda assim prestava importantes serviços à população, como distribuição de medicamentos em geral, anticoncepcionais e preservativos, atendia aproximadamente de forma direta, 16 mil pessoas que moravam em suas cercanias, sem contabilizarmos os moradores de outros setores da cidade e do Entorno Sul.

Agora o que temos, é um estrutura abandonada com os seus materiais de trabalho jogados debaixo das arquibancadas do Estádio Bezerrão e uma casa alugada no Setor Leste que custa mensalmente R$ 4 mil aos cofres públicos.

Há ainda o boato, e esperamos que seja realmente um boato e nada mais, de que há a intenção de se transferir aquela área para o Hospital Maria Auxiliadora, que é vizinho e chega a cobrar R$ 400,00 por uma simples consulta, em permuta por outro terreno indicado por esse hospital da rede privada.

Caso isso se concretize, estaríamos a presenciar um exemplo cristalino de desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS), conquista da população consagrada na Constituição de 1988, seria a vitória do privado sobre o público, uma escolha em detrimento dos que não podem pagar e que certamente seguirão sofrendo.

Não podemos de forma alguma permitir que isso ocorra, o SUS é o nosso patrimônio, com erros e acertos, merece e deve ser defendido com unhas e dentes, por todos e todas que querem um país onde o Estado cumpra com o seu papel de garantir uma saúde pública, universal, gratuita e de qualidade.

Conclamo a todos e todas para que unamos em defesa não só do Posto de Saúde nº 8 do Gama, mas da saúde como um todo, pois caso percamos essa batalha, estaremos deixando um país, um Distrito Federal, cidades e uma realidade pior do que era quando chegamos nesse mundo, para as gerações que tomarão o nosso lugar algum dia.

Somos nós contra Rodrigo Rollemberg, nós contra o Secretário de Saúde, nós contra os Planos de Saúde, contra a vitória dos interesses privados sobre o interesse público e principalmente contra um Estado microscópico que desiste de cumprir com o seu papel de promover o bem estar da população.

E se não os convenci até aqui, encerro com a seguinte reflexão:

"Quando tudo for privado, seremos privados de tudo!"

✊🏼Juan Ricthelly✊🏼

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Veja aqui o vídeo da reportagem de ontem (2/5/2018) da TV Record. Mostra o descalabro em que se encontra o Centro de Saúde nº 8 do Gama, DF. Na realidade "O reflexo do abandono".

sábado, 7 de abril de 2018

Ainda não temos o que comemorar na Saúde de Brasília

Sábado, 7 de abril de 2018
Por
Professora Fátima Sousa¹
Chico Sant'Anna²
Maria José Maninha³
Rubens Bias⁴
Em 7 de abril comemora-se o Dia Mundial da Saúde. Essa data foi estabelecida para coincidir com a data de fundação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e, anualmente, a OMS prioriza um tema a ser discutido. “Saúde para todos" resume o objetivo desta prestigiosa Organização ao longo dos seus 70 anos de existência, e marca o tema em 2018.

O mundo e vários municípios brasileiros, tem muito o que comemorar, o que não podemos dizer do Distrito Federal. Brasília, a Capital da Esperança, ainda não tem motivos para celebrar a saúde. Poderíamos apresentar diversas razões, no entanto sintetizo:

Há uma semana, o atendimento das emergências pediátricas foram suspensas, levando a extinção da unidade de pediatria do Hospital Regional do Gama, levado ao colapso o cuidado às crianças em seus primeiros ciclos vitais;

A oportunidade de cura dos cânceres está sendo perdida pelo diagnóstico cada vez mais tardio;

Perdas de leitos para internação vem provocando alta demanda reprimida, deixando as pessoas em corredores dos prontos-socorros;

Pior ainda, as cirurgias eletivas esperam mais de ano para suas realizações;

O que dizer das perdas de leitos de UTI, levando a óbitos pacientes em estado grave;

E mais, ainda convivemos com o silêncio da gestão sobre o escândalo das UTIs;

Por que o silêncio sobre tomógrafos e endoscópios quebrados há mais de um ano, chuva dentro das maternidades; ausência de diálogo e outras infindáveis questões com as quais devemos nos preocupar, destacamos entre elas.
Precisamos mudar esse perverso quadro das doenças nos modos de organizar e gerir o Sistema Único de Saúde (SUS) no DF, sob pena de continuarmos seguindo, ano após ano, alertando sobre os principais problemas que afligem a vida e a saúde dos indivíduos, famílias e comunidades da capital da República.
Que permaneçamos buscando, nos próximos anos, motivos para comemorarmos o dia mundial de Saúde. Nessa matéria, creio que nem a Câmara Legislativa do DF, tão pouco o Ministério Público, nada tem a comemorar de igual medida.
Reage Brasília!


[1]Ex-diretora da Faculdade de Ciências da Saúde da UnB. (2014-2018).

[2]Jornalista.

[3]Ex-secretária de Saúde do Distrito Federal.

[4]Analista de Políticas Sociais.


Fonte: Blog da Professora Fátima Sousa

domingo, 1 de abril de 2018

Pronto Socorro do HMIB continua bloqueado. Só atende paciente classificado como vermelho. Foi um feriado e final de semana de desespero e brigas

Domingo, 1º de abril de 2018

De sexta-feira da Paixão até este domingo predominou o caos. Deu até polícia para controlar parentes de pacientes. E bota pacientes nisso.

Se os pacientes derem sorte, talvez depois de amanhã, terça (3/4), o PS (Pronto Socorro) do HMIB, Hospital Materno Infantil de Brasília, volte a atender crianças fora da classificação de risco vermelho. Se derem sorte.

Pelo menos no PS do HMIB, o governo Rollemberg tem colocado mais seguranças e policiais militares do que médicos. Neste final de semana, foram quatro seguranças privados e mais dois PMs, para apenas três médicos de serviço. O correto seria haver muito mais médicos que seguranças. Mas no inseguro governo de Brasília, nada na saúde parece funcionar. Sequer razoavelmente.

Leia também postagem de ontem, sábado (31/3), sobre o caos no atendimento de nossas criancinhas:


Foto: politiquesbsb.com.br

domingo, 4 de março de 2018

Velório da idosa Mamedia Maria de Lima que morreu sem atendimento em UTI acontece nesta segunda (5/3) das 9 às 11 horas no cemitério de Taguatinga

Domingo, 4 de março de 2018

Ela foi mais uma das muitas vítimas do caos reinante na rede pública de saúde do DF. Com sentença judicial determinando seu internamento em UTI, ela morreu hoje (4/3) sem ver tal determinação cumprida.

Leia mais sobre a via crucis desta idosa, brasileira, avó, negra, desprezada pelo Estado.

Nota de falecimento a Rollemberg e ao secretário de Saúde do DF: Pela omissão, incompetência, ou sabe-se lá a razão, do governo, morreu hoje Dona Mamedia Maria de Lima, 83 anos. Há dias lutava por uma vaga em UTI

Domingo, 4 de março de 2018
Mais uma vítima da omissão, incompetência e...de um governo


Nascida em Brejo da Cruz, Paraíba, ela vivia há 20 anos em Brasília.  Desde o dia 25 de fevereiro vivia sua via crucis por atendimento digno, necessário, e indispensável, de saúde.

Bateu às portas da UPA da Ceilândia no dia 25 de fevereiro, mas não foi atendida, mesmo com fortes dores no braço esquerdo. Voltou para casa e depois de dois dias retornou àquela unidade de saúde, mas já em estado grave, sendo transferida para o Hospital da Ceilândia.

Diagnóstico? Infarto.

O médico comunicou o diagnóstico à família da paciente e alertou para a necessidade urgentíssima da transferência para um leito de UTI. Segundo a família, o HRC não forneceu o laudo aos parentes. Pior, teria se negado a fornecer, o que dificultou tomada de medidas legais.

A via crucis, via dolorosa, de Dona Mamedia Maria de Lima, pobre, negra, idosa, continuava. A dela e de toda a sua família que, num último recurso, recorreu à Justiça usando a Defensoria Pública.

Vitória! Liminar determinando ao governo de Rollemberg e a sua secretaria de Saúde (seria de saúde mesmo?) a internação da paciente em UTI. Dava a liminar o prazo de até às 23 horas do dia 2 de março, última sexta-feira.

Sem UTI, sem o respeito a sua dignidade humana, sem cumprimento da liminar, morreu Dona Maria neste domingo, dia 4 de março. Mais uma vítima do caos na saúde pública do governo do Distrito Federal. A saúde no caminho errado!

Quem sabe faria bem ao governador Rollemberg, e ao secretário de Saúde, comparecerem ao sepultamento de Dona Mamedia Maria de Lima? Serão testemunhas da dor da família dessa senhora. E, quem sabe, passarão a perceber melhor o que é ser abandonado pelos governantes.

Mas tem gente que não aprende. E desconfio que é o caso.

Leia mais sobre o assunto

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Saúde: GDF se autodeclara incapaz de gerir o SUS

Quarta, 17 de janeiro de de 2018
do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna
Por Maria Fátima de Sousa e Maria José Maninha*, publicado originalmente no Correio Braziliense, edição de 17/01/2018 

Sob a justificativa de elevar a produtividade da saúde em 20%, somente para este ano, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal altera as normas de gerenciamento do agora Instituto Hospital de Base (IHBDF). Aquele que funcionou por 57 anos como Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), sendo referência em trauma, cardiologia, oncologia e neurocirurgia, doravante promete garantir agilidade nos atendimentos, nas compras de insumos e melhor qualidade no acesso e conforto aos pacientes, com um orçamento de R$ 602 milhões, permitindo uma significativa elevação também no número de cirurgias, internações e consultas.
Leia também: 
Desde o momento em que o governo do Distrito Federal começou a dar suas justificativas para tal iniciativa, as promessas de um senso espetacular tem sido considerado pela imprensa e pela sociedade, como enganosos, ou inconsistentes, em se tratando de uma análise entre o sistema de gestão imposto à população e o que prevalecia até então. Assim, por que devemos compreender o que significa tal mudança? O Instituto criado para gerenciar o Hospital de Base, nada mais é do que um ente privado, sem fins lucrativos, mas criado para gerenciar o ente público, em outras palavras, uma incapacidade assumida pelo Governo de gerenciar a Saúde no DF.