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(Millôr Fernandes)
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sábado, 22 de janeiro de 2022

Everton Gomes, no Jornal do Brasil (Opinião): Brasil vai celebrar hoje (22/01) centenário de Leonel Brizola (em memória)

Sábado, 22 de janeiro de 2022


ARTIGO/JB
Centenário de Brizola

Por EVERTON GOMES

Neste 22 de janeiro, Leonel Brizola faria 100 anos. Brizolistas, em todo o país, vão lembrar da data. Aquariano e festeiro, Brizola, se estivesse vivo e com saúde, iria comemorar o seu centenário com os amigos e com sua família.

Como aconteceu com o arquiteto Oscar Niemeyer (amigo de Brizola e criador de vários projetos inaugurados nos dois governos do ex-governador pedetista), que, em 2007, quando completou 100 anos, perfeitamente lúcido e ativo, recebeu a mais alta condecoração do governo francês (Comendador da Ordem Nacional da Legião de Honra) pelo conjunto de sua obra, a Ordem da Amizade, pelo governo da Rússia, entre outras homenagens.

Por causa do agravamento pandemia, a celebração oficial pelo centenário de Leonel Brizola, em Brasília, foi adiada. Mas, muita gente vai homenagear o político pelas redes sociais e virtualmente.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Maior legado de Brizola é a luta pela transformação do País, diz Fernando Brito sobre centenário do ex-governador

Sexta, 21 de janeiro de 2022
(Foto: ABr | Reprodução)

Da AEPET*
Maior legado de Brizola é a luta pela transformação do País, diz Fernando Brito sobre centenário do ex-governador

Editor do Tijolaço e ex-assessor de imprensa de Leonel Brizola fala sobre os 100 anos do ex-governador e os desafios do trabalhismo

O jornalista Fernando Brito, editor do blog Tijolaço, lembrou o legado Leonel Brizola, ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro cujo nascimento completa 100 anos nesse sábado (22). Em entrevista ao programa O Dia em 20 Minutos, da TV 247, Brito, que foi assessor de imprensa de Leonel Brizola entre 1982 e 2004, falou sobre o compromisso do líder do PDT com a educação, com os trabalhadores e com a democracia no Brasil.

Sobre a situação dos trabalhadores brasileiros, Brito lembrou que Brizola deu continuidade ao movimento iniciado pelo presidente Getúlio Vargas, mas ponderou que a estrutura do trabalho se modificou no país, com a crescente robotização das indústrias e a base da economia cada vez mais voltada para o setor de serviços. "As estratégias de luta hoje são realmente diferentes. Você não pode pretender ter uma legislação trabalhista como a que tínhamos no início dos anos 50. Mas por outro lado não podemos aceitar que a legislação trabalhista dos anos 2020 seja inferior àquela que em 1950 era possível ao país sustentar. Nossa produção e produtividade aumentaram, os lucros empresariais aumentaram e o trabalhador tem que ganhar menos e ser menos protegido? É uma contradição que temos que superar. O progresso econômico só tem serventia se ele contribuir para o avanço dos níveis de vida das pessoas. ", avaliou Brito, em entrevista ao jornalista Aquiles Lins e ao chargista Renato Aroeira. "O trabalhismo é a afirmação dos valores do trabalho sob o puro império dos valores do capital", acrescentou.

Ao falar sobre os desafios da candidatura e de um eventual governo Lula, Fernando Brito defendeu a ampliação de alianças para retomar o desenvolvimento e a qualidade de vida dos brasileiros. "O centenário de Brizola será comemorado por muita gente que no passado mentiu, caluniou, intrigou, procurou fazer o mal sempre que podia a um líder popular que este país teve. Não tem importância. Não é hora da gente ficar cavando no nosso passado as razões para nos conflitarmos. O tempo acaba fazendo com que as ideias corretas, as práticas justas, os compromissos generosos com a população sobrevivam e vençam, apesar dos embates durante décadas que o Brizola teve.

Para Brito, o maior compromisso das forças progressistas não é o de ir ao governo, mas o de realizar a transformação do país. "E de fazer tudo aquilo que ao longo de seus 84 anos de vida, Leonel Brizola pensou: trazer o Brasil para a educação, para a saúde, para o progresso industrial, para uma situação em que o povo brasileiro possa olhar para frente, sabendo que este país, pelo seu tamanho e população, tem a obrigação de fazer, o de ser uma dos países mais desenvolvidos do mundo", afirmou.

Fonte: Brasil 247