Não ao Projeto de Lei nº 1/2015 CLDF
“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."
(Millôr Fernandes)
Mostrando postagens com marcador faraj. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador faraj. Mostrar todas as postagens
sábado, 27 de junho de 2015
Diga NÃO à Lei da Mordaça da Educação
Sábado, 27 de junho de 2015
Não ao Projeto de Lei nº 1/2015 CLDF
Não ao Projeto de Lei nº 1/2015 CLDF
Marcadores:
faraj,
lei da mordaça
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Professores e estudantes criticam Projeto da Mordaça apresentado pela distrital Sandra Faraj (Solidariedade)
Quinta, 25 de junho de 2015
================
Da CLDF
Câmara Legislativa realizou comissão geral nesta
quinta-feira (25) para debater a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e
divulgar o pensamento, a arte e o saber nas escolas do Distrito Federal. A
discussão recaiu sobre o projeto de lei nº 1/2015, da deputada Sandra Faraj
(SD), que institui o programa "Escola sem Partido". Num plenário
lotado, professores, estudantes, sindicalistas e deputados criticaram a
proposição e defenderam a retirada do PL da pauta. Até o fechamento desta
matéria, 11 distritais declararam voto contra a proposta.
O projeto impede, por exemplo, professores, coordenadores e
diretores escolares de incentivarem estudantes a participarem de
"manifestações, atos públicos e passeatas", além de proibir a
discussão em sala de aula sobre "conteúdos que possam entrar em conflito
com convicções religiosas ou morais dos estudantes ou de seus pais".
"Nós vivemos num mundo plural, com pessoas com as mais
diferentes convicções, como um professor pode deixar tudo isso de lado? O
professor deve ser apenas uma máquina? Os estudantes têm direito de ter contato
com as diferentes concepções", afirmou o deputado Chico Vigilante (PT) na
abertura do debate. O distrital defendeu a sala de aula como um "território
sagrado" de docentes e alunos, e a escola como um local de crítica e de
formação de cidadãos. "Paulo Freire deve estar revirando no túmulo com
esta proposta", concluiu.
Para a professora do Departamento de Planejamento e
Administração da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), Ana
Maria Moreira, o projeto está em conflito com a Constituição Federal e com
outros instrumentos de planejamento, como a Lei de Diretrizes e Bases da
Educação (LDB). Entre os princípios feridos, na opinião da educadora, estão a
educação para o exercício da cidadania, a gestão democrática e a autonomia da
escola. "Não existe neutralidade política, é impossível. É ideologia
quando se fala em não-ideologização", afirmou.
Ana Maria Moreira salientou também que o projeto de lei
trata do processo de ensino e aprendizagem de forma totalmente unilateral,
restringindo-se ao papel do professor. "E os alunos? Eles não chegam às
salas de aula vazios e neutros. Eles chegam com posições e é importante
reconhecê-los como atores", defendeu. Esse argumento também foi citado
pelo deputado Prof. Reginaldo Veras (PDT). "O processo de ensino e
aprendizagem não tem lado frágil, como diz o projeto. É uma via de mão
dupla", disse após citar situações de aprendizado com seus alunos.
Ao analisar os artigos da proposição, o deputado Prof.
Israel Batista (PV) chamou a iniciativa de "sandice". "O
processo educativo envolve pessoas. O positivismo já foi ultrapassado há muito
tempo, é um mito que o ser humano seja neutro", afirmou. O distrital
também criticou o texto da proposta por falar em cooptação dos alunos por parte
dos professores. "Isso é a cópia da Lei de Segurança Nacional de 1967. Lá
eles usam o termo ‘aliciar', que no dicionário é sinônimo de cooptar",
apontou.
Prof. Israel deu exemplos de conteúdos que não poderão ser
lecionados caso o PL seja aprovado, como a teoria da evolução – por contrariar
as crenças de alguns alunos. "Eu serei incapaz de obedecer essa lei",
resumiu. Essa frase foi repetida pelo professor Fábio de Souza, subsecretário
de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação Educacional do GDF, que cobrou um
maior debate com a Secretaria de Educação, Conselho de Educação, Sinpro e
representantes estudantis. "O projeto mexe com nosso fazer pedagógico sem
discutir com os envolvidos", reclamou.
Outros deputados usaram a tribuna para criticar a proposta,
como o deputado Joe Valle (PDT), que chegou a sugerir que a matéria fosse
retirada. "A escola é um espaço de discussão de ideias e de construção do
conhecimento", afirmou o deputado Agaciel Maia (PTC) ao se declarar contra
a proposição.
Organização estudantil – Para André Costa, da União
Nacional dos Estudantes (UNE), o programa previsto no PL nº 1/2015 é
"perigoso" e deveria se chamar "Programa da Escola da Ditadura
Militar". Segundo ele, a proposta afeta a liberdade e o debate na escola,
além da própria organização estudantil. "O PL deveria ser retirado",
disse.
Na mesma linha, Leonardo Mateus, da União dos Estudantes
Secundaristas, argumentou que o projeto fere a democracia brasileira.
"Projetos desse tipo foram apresentados em outros estados, como Rio Grande
do Sul, Goiás e Mato Grosso: querem constitucionalizar o golpe",
especulou.
Criminalização do professor – Na opinião dos deputados
Prof. Israel e Prof. Reginaldo Veras, o projeto da Escola sem Partido deixa os
professores do DF em situação de insegurança jurídica. "O PL criminaliza o
docente quando propõe que uma tabela com o que o professor pode ou não pode
fazer seja exposta em sala de aula. E quem vai julgar os professores?",
questionou Veras.
"É a criminalização da prática pedagógica. Não estou
chamando nenhum deputado de fascista, mas o conteúdo do projeto é fascismo
puro", disse a diretora do Sinpro Rosilene Correa, que lamentou a ausência
da autora da proposição no debate desta tarde. "Ninguém aqui sabe
trabalhar com a mordaça na boca e não permitiremos retrocesso", alertou.
Denise Caputo - Coordenadoria de Comunicação Social
===============
Comentário do Gama Livre: Distritais têm apresentados vários projetos de lei absurdos, mas esse da Mordaça da Educação certamente está entre os mais absurdos.
quarta-feira, 24 de junho de 2015
Defensores da Mordaça hostilizam e tentam intimidar professores
Quarta, 24 de junho de 2015
Do site do Sinpro
Por André Barreto
Por André Barreto
Se alguém ainda tinha dúvidas sobre o PL da
Mordaça e as intenções de seus mentores é melhor repensar a situação. A
Escola sem Partido – que tem como expoente aqui no DF a deputada
distrital Sandra Faraj (Solidariedade), e agora o também deputado Rafael
Prudente (PMDB) – partiu com tudo para cima de professores e
professoras, tentando intimidar os que querem e vão participar do ato de
quarta-fera (24) organizado pelo Sinpro, o #EDUCACAOLIVRE. A ideia do
Sindicato é que a categoria use roupas brancas nesse dia, marcando a
luta pela liberdade do docente ensinar e pelo direito dos estudantes de
aprender.
Em uma ofensiva completamente insana, chamam também para amanhã o
#DiaDoFlagra, uma campanha que pretende indentificar – para punir depois
– os docentes que aderirem ao ato do Sinpro. Na página desse grupo em
uma rede social está estampada a seguinte frase: “Saibam quem são os
professores a favor do abuso intelectual dos estudantes”. E tem mais:
“Atenção: Campanha do Sinpro vai identificar professores que usam a sala
de aula ilegalmente para fazer a cabeça dos alunos”.
Marcadores:
faraj,
lei da mordaça,
sinpro
terça-feira, 26 de maio de 2015
TV Sinpro: Sandra Faraj aciona seguranças da CLDF
Terça, 26 de maio de 2015
Marcadores:
cldf,
distritais,
faraj
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Professores são expulsos a pancadas da Galeria da Câmara Legislativa
Segunda, 25 de maio de 2015
Do Sinpro/DF
Por Maria Carla
A deputada distrital Sandra Faraj (SD –
Solidariedade) mandou a segurança da Câmara Legislativa expulsar, na
noite desta segunda-feira (25), professores e professoras que
acompanhavam, na Galeria Jorge Cauhy, a audiência pública sobre o
Projeto de Lei da Mordaça e protestaram contra o projeto.
Assim que a sessão foi iniciada, houve um pequeno intervalo a pedido
da deputada, autora do projeto de lei, em razão da manifestação
contrária dos (as) docentes.
Ela não aceitou os protestos e determinou aos seguranças da Casa
expulsarem os manifestantes. Houve empurra-empurra, seguranças agrediram
professores (as). A diretoria colegiada do Sinpro-DF lamenta o
ocorrido e afirma estar preocupada com a avalanche de agressões
contra professores e professoras que vêm ocorrendo em todo o país, como
aconteceu no Paraná e em São Paulo recentemente, bem como com a
criminalização da livre manifestação de opinião, sobretudo na Câmara
Legislativa: a Casa do Povo.
A
diretoria ressalta que essa é a primeira primeira vez na história da
Câmara Legislativa que professores e professoras foram impedidos (as) de
acompanhar de perto questões de interesse da categoria em discussão na
audiência pública e são expulsos (as) do recinto.
E também é primeira vez que professores e professoras são agredidos
(as) pela segurança da Câmara Legislativa por se manifestarem
contrários (as) aos interesses privatistas de alguns deputados.
O Projeto de Lei 01/2015, de autoria da deputada Sandra Faraj, que
tramita na Câmara Legislativa, em consonância com o PL 867/2015, que
tramita na Câmara Federal e é de autoria do deputado Izalci, representa
uma afronta ao trabalho dos professores e professoras em sala de aula,
além de profundo desrespeito e até desprezo pela nossa categoria.
A deputada quer instituir a perseguição político-profissional no
Distrito Federal. Ao referir-se a educadores e educadoras como entes
potencialmente nocivos, que utilizam de sua suposta autoridade para
manipular, doutrinar e induzir crianças e adolescentes a determinados
rumos de pensamento, ambos os parlamentares mostram seu profundo
desconhecimento dos processos pedagógicos, do dia-a-dia das escolas e da
rotina dos professores(as).
Mostram também seu desapreço pela democracia tão duramente
conquistada pelo povo brasileiro, ao sugerir a censura de conteúdos e a
fiscalização da liberdade de ensinar, retomando práticas autoritárias
características dos períodos ditatoriais que este país infelizmente
conheceu.
Com o PL da Mordaça, os professores e professoras ficam ameaçados de
censura; de humilhação pública, por meio da fixação de cartazes que
explicitariam a cassação de sua liberdade de ensinar; e até de
responsabilização pela ação de terceiros em sala de aula.
Marcadores:
cldf,
distritais,
faraj,
professores df
Assinar:
Postagens (Atom)
