“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Defesa do monopólio estatal do petróleo e punição aos corruptores e todos os corruptos

Terça, 23 de dezembro de 2014
Discurso de Paulo Ramos na Assembleia Lesgislativa do Rio de Janeiro, onde é deputado estadual (Psol). Ramos Foi deputado federal constituinte pelo PDT.
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O SR. PAULO RAMOS – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, mais uma vez venho tratar da questão da Petrobras. Agora, os abutres já colocaram as unhas de fora, demonstrando com toda clareza os seus propósitos.

Integro, Sr. Presidente, uma corrente composta por chamados dinossauros. São aqueles que têm compromisso com a soberania nacional e continuam defendendo o monopólio estatal do petróleo.

Na Assembleia Nacional Constituinte o monopólio estatal do petróleo foi restabelecido, assim como o monopólio das comunicações, a nacionalização do subsolo, bandeira nacional na navegação de cabotagem e outros dispositivos que possibilitavam ao Brasil impor, pelo menos, parte dos seus interesses, os interesses do povo brasileiro, especialmente em confronto com os chamados países imperialistas, liderados pelos Estados Unidos.

Mas o vendilhão da Pátria e traidor do povo, o Sr. Fernando Henrique Cardoso, ao assumir a Presidência da República, objetivando dar continuidade ao processo de entrega do patrimônio nacional, acabou com o monopólio estatal do petróleo, iniciando as chamadas rodadas de leilão. Acabou com a nacionalização das comunicações, privatizando tudo; acabou com a nacionalização do subsolo, entregando criminosamente a Vale do Rio Doce. É claro que continuou com sua sanha entreguista.

Com a eleição do Presidente Lula, o modelo de desmonte do Estado Brasileiro teve prosseguimento.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Paulo Ramos deixa o PDT e acusa Carlos Lupi de ser coveiro do partido

Segunda, 26 de agosto de 2013
O discurso de desligamento foi no último dia 22 de agosto na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Trabalhista, nacionalista, brasilidade a toda prova, Paulo Ramos é um dos últimos integrantes do partido que mantem-se leal às bandeiras erguidas por Brizola, Darcy Ribeiro e tantos outros nacionalistas brasileiros. Hoje, todos sabem, o partido foi transformado no PDT do Lupi, o partido daquele que saiu do jeito que saiu do Ministério do Trabalho e Emprego de Dilma. Um partido da boquinha.

Paulo Ramos, que foi também deputado federal do PDT, afirmou em sua saída, que dentro da agremiação foi um derrotado, mas que é diferente dos que ficavam na direção, pois esses são os “coveiros do partido”.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

"Ao invés de expulsar Carlos Lupi e sua quadrilha, o PDT está querendo excluir quem os denuncia."

Quinta, 24 de novembro de 2011
Da Tribuna da Imprensa

Carlos Newton
O deputado Paulo Ramos foi notificado esta semana pela Comissão de Ética por criticar, em discursos na Assembleia do Rio, membros do próprio partido, incluindo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. A briga entre eles começou em 2008, quando o deputado montou uma chapa para disputar o comando do diretório estadual, mas Lupi conseguiu impugnar a candidatura e declarou vencedor o único grupo que concorreu.

“A Justiça anulou a eleição, mas não adiantou nada. Ao invés de convocar nova eleição, Lupi montou uma comissão provisória. Olha que cara de pau, a comissão é composta pelos mesmos membros da chapa que teve a eleição anulada” – disse o deputado, à repórter Juliana Castro, de O Globo, garantindo que as escolhas para a tal comissão foram influenciadas por Lupi.

“No Brasil, são nove diretórios do PDT. O restante é comissão provisória, que o Lupi institui ou destitui de acordo com a vontade dele. Por isso, se diz que ele tem o controle do partido. Para ter controle no estado, eles (a comissão provisória) viram capachos do Lupi”, explicou o deputado, que subiu à tribuna da Assembléia e atacou Lupi duramente, denunciando o envolvimento do ministro com o que há de pior no PDT.

A representação foi apresentada pelo comitê provisório da sigla no Rio em 6 de outubro, antes do escândalo no Trabalho, mas a notificação foi assinada somente em 9 de novembro, depois que denúncias envolvendo o nome de Lupi estouraram na imprensa. A pena pode ser desde uma advertência até a expulsão do partido.

Paulo Ramos, que já chamou o PDT de legenda de aluguel e balcão de negócios, diz ter certeza de que a representação tem o dedo de Lupi: “Com certeza é uma represália porque eu entendo que a presença do Lupi no Ministério do Trabalho é algo que prejudica muito a imagem do partido”, comentou.

O deputado tem dez dias, a contar da data de notificação, para apresentar sua defesa e já optou por fazê-la oralmente, com a presença dos membros do comitê. Se for aplicada alguma pena, Ramos promete recorrer até mesmo à Executiva Nacional.

Veja aqui o discurso-resposta de Paulo Ramos à comissão provisória: