Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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domingo, 22 de maio de 2016

Lupi enlameou a memória de Brizola e está destruindo o que resta do PDT

Domingo, 22 de maio de 2016
Da Tribuna da Internet
Carlos Newton
 
Charge do Ivan Cabral, reprodução de Charge Online

Com todo respeito ao comentarista Antonio Santos Aquino, que tanto tem defendido aqui na Tribuna da Internet o verdadeiro trabalhismo de Alberto Pasqualini, Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola, é preciso dizer que na vida tudo precisa ter limites. O fato indiscutível é que a atuação do atual presidente do PDT, Carlos Lupi, está demonstrando ser altamente negativa. Antes, ainda havia dúvidas, mas agora se constata o tenebroso resultado da gestão de Lupi à frente do que ainda resta do lendário trabalhismo brasileiro, que é uma vertente do modelo do capitalismo social (ou socialismo democrático, tanto faz) hoje praticado nos mais avançados países do mundo – Noruega, Suécia, Finlândia e Dinamarca.

Logo agora, quando o momento político se revela propício ao crescimento de um partido como o PDT, em função da progressiva derrocada do PT e das demais legendas de esquerda, parece que Lupi pretende destruir o partido, ao invés de fortalecê-lo.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Direito de Resposta a Lupi, presidente nacional do PDT

Segunda, 28 de março de 2016
O Gama Livre publica abaixo, por solicitação do jornalista Osvaldo Maneschy, direito de resposta a uma postagem do dia 21 de março deste ano de 2016 no blog Gama Livre. O referido jornalista solicitou o direito de resposta para o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, sobre o incidente que aconteceu em 18 de março na cidade de Cabo Frio, envolvendo uma jovem de 16 anos. Apesar de não informar no e-mail encaminhado ao blog se teria recebido do presidente do partido a incumbência de, em seu nome, requerer o direito de resposta, o Gama Livre publica a íntegra do e-mail. Apenas omite os números de registro profissional DRT/RJ e do telefone e o endereço eletrônico do jornalista, entendendo isso como medida para preservar tais informações.

Pena que, para o direito de resposta ficar mais completo e provado cabalmente que, como afirma o senhor Osvaldo Maneschy, não houve agressão alguma à estudante de 16 anos, “a fita” que ele afirma no e-mail que encaminhou “em anexo” não chegou até hoje. Tenha sido anexada ou não. O Gama Livre tentou localizar tal vídeo no Youtube. Infrutífero esforço.

Leia a seguir o direito de resposta

Prezado jornalista,

Com base na Lei de Imprensa em vigor,  solicito direito de resposta para o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, sobre o incidente ocorrido durante manifestação na noite da última sexta-feira (18/3), na portaria do Clube Costa Azul, na cidade de Cabo Frio, na Região dos Lagos, após a realização de evento partidário com a presença do deputado Jânio Mendes (PDT).

Ao contrário da versão difundida pelos manifestantes, quero informar que não houve agressão física à jovem que, junto com outros militantes radicais, ficou na porta de saída do clube xingando e ofendendo o deputado e os visitantes com slogans ofensivos e agressivos – inclusive o presidente do PDT, Carlos Lupi, e o ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes.

Estou repassando vídeo feito no momento do incidente por um companheiro, para repor a verdade e para que não prevaleça a versão fantasiosa divulgada com intuito de mistificar os fatos. A fita em anexo é prova cabal de que não houve agressão alguma, Lupi apenas se dirigiu a ofensora para, ironicamente, lhe dar um beijo na cabeça.

Não houve ‘tapa’  ou xingamento à jovem, como relata a versão difundida e consta no ‘Boletim de Ocorrência’ registrado na 126ª. DP, de Cabo Frio. Prestar falso testemunho é crime.

Difundir mentiras não é bom caminho para a democracia  brasileira – tão tumultuada nos dias de hoje exatamente por estarem sendo difundidas e prevalecerem na grande mídia versões como se verdades fossem – contribuindo para o analfabetismo político.

Contra fatos não há argumentos, cerca de 20 pessoas testemunharam o incidente e a fita de vídeo que estou encaminhando aos senhores, neste momento, é prova cabal da minha afirmação. Também informo que o presidente nacional do PDT decidiu acionar juridicamente todos os que prestam falso testemunho para que versões se sobreponham aos fatos.

Atenciosamente,

Osvaldo Maneschy

Jornalista

Registro Profissional DRT/RJ

Telefone: 021 97 –
 email osvaldomaneschy

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Do Gama Livre. Mais sobre o assunto:
Vídeo disponível no Youtube: https://youtu.be/a2VA3zp70ls

segunda-feira, 21 de março de 2016

Protesto contra corrupção: Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, agarra jovem pelo rosto e a agride com uma forte cabeçada na cabeça da vítima

Segunda, 21 de março de 2016
O fato ocorreu após o fim do evento em Cabo Frio
Do Diário do Poder
Durante a  noite desta sexta-feira (18) em Cabo Frio, após uma palestra realizada por Ciro Gomes (PDT), houve tumulto na saída do político cearense e do ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi com manifestantes do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro.
Os manifestantes gritavam o refrão "Eu passo fome/ Durmo no chão/ Mas não me junto/ A essa corja de ladrões", além de fazer acusações ao deputado estadual Janio Mendes (PDT), por omissão e conveniência com o governo, quando Lupi, à frente da comitiva, aproxima-se de uma e jovem e a segura pelas bochechas, levando sua testa à cabeça da moça, empurrando-a. Ela desequilibra e cai.

A estudante acusa o ex-ministro de ter dado um tapa em seu rosto, mas ele nega.

Confira o vídeo da agressão:

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Ex-petista: Cristovam diz que PDT o ‘rifou’ por Ciro Gomes

Terça, 22 de dezembro de 2015
O Lupi me rifou completamente
Fonte: Blog do Josias de Souza - 21/12/2015 — e Blog do Sombra
Ex-petista, o senador Cristovam Buarque (DF) disse ao blog estar com saudades do tempo em que Lula o demitiu do posto de ministro da Educação por telefone. O PDT, sua atual legenda, submete-o a uma descortesia maior. “Eu tinha a pretensão de disputar a Presidência da República, mas essa pretensão foi cassada.” Cristovam atribui a “violência” a Carlos Lupi, presidente do PDT. “O Lupi me rifou completamente. Ele resolveu que o candidato do partido será Ciro Gomes. Tenho saudades da demissão por telefone porque, comparada com isso, era mais digna.”

Leia a íntegra no Blog do Josias de Souza ou no Blog do Sombra

domingo, 13 de dezembro de 2015

A Cadeia da Legalidade merece respeito

Domingo, 13 de dezembro de 2015
Quando neste momento Carlos Lupi, presidente do PDT, e Ciro Gomes, esse recém-ingresso no sétimo partido de sua trajetória política, o próprio Partido Democrático Trabalhista, estão fazendo a história se repetir como farsa.
Verdadeira farsa essa coisa de Lupi e Ciro quererem reeditar a Cadeia da Legalidade, que foi um dos momentos mais importantes e heroicos da nossa recente história.
Quando em 1961 Jânio renunciou à Presidência da República, e os golpistas —militares e civis— se articularam para tentar impedir a posse do Vice-Presidente Jango, foi Brizola que do Palácio Piratini, no Rio Grande do Sul, comandou a reação. A Cadeia da Legalidade, que acabou por abortar o golpe.
Agora em 2015 Lupi e Ciro fracassam no esforço de reeditar aquele movimento, mas agora em defesa da presidente Dilma.
Ciro, que nasceu politicamente no PSD, o partido sucessor da Arena, defensora da ditadura imposta em 1964, já andou por pelo menos SETE partidos, sendo o último o PDT. Tenta voltar a se posicionar na política na tentativa de viabilizar futura candidatura sua a presidente em 2018.
Brizola, a Cadeia da Legalidade, a História do Brasil, merecem respeito.
Mas é querer muito esperar esse respeito pela parte de Lupi e de Ciro.

domingo, 4 de outubro de 2015

O PDT de Brizola e . . . o papelão do PDT de Lupi

Domingo, 4 de outubro de 2015
“Se Brizola estivesse vivo, se fosse presidente do PDT hoje, impediria o PDT de fazer esse papel, esse papelão de entrar em um Governo que se exaure: Fazendo parte dessa artimanha de composição de ministérios para atender o PMDB e dar um tiquinho ao PDT? Sem um projeto novo, sem uma alternativa, sem uma visão do que é um governo que construa um País”
(Senador Cristovam Buarque (PDT-DF) denunciando o toma lá-dá-cá em que entrou o presidente do partido, Lupi, nessa dita —ou desdita?— reforma ministerial do governo Dilma)

domingo, 26 de abril de 2015

Lupi, presidente nacional do PDT, diz que PT 'roubou demais' e 'se esgotou'

Domingo, 26 de abril de 2015
Do Jornal de Brasília
Ex-ministro dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e um dos "faxinados" do mandato passado, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse que os petistas "roubaram demais" e que o partido deles "se esgotou". "O PT exauriu-se, esgotou-se. Olha o caso da Petrobras. A gente não acha que o PT inventou a corrupção, mas roubaram demais. Exageraram. O projeto deles virou projeto de poder pelo poder", disse Lupi um dia após a Petrobras divulgar que a perda da estatal com a corrupção chegava a R$ 6,2 bilhões.

A declaração foi feita durante um encontro com correligionários na quinta-feira, em São Paulo. O Estado teve acesso à fala de Lupi, que foi confirmada pelo próprio dirigente pedetista.


segunda-feira, 9 de março de 2015

Carta do senador Cristovam Buarque a Lupi, que é candidato à reeleição para presidente do PDT nacional

Brasília, 9 de março de 2015
Carlos Lupi quer continuar na Presidência do PDT Nacional. Leia a seguir a carta dirigida a ele pelo senador Cristovam Buarque, do PDT do Distrito Federal.
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Brasília, 26 de fevereiro de 2015.

Caro companheiro Lupi,

Antes de assinar a carta que recebi pronta dando meu apoio a sua reeleição para presidente do nosso partido, gostaria de fazer uma consideração.
Não me parece oportuno que no meio da profunda crise que o País atravessa, depois de um governo com mais de doze anos, dos quais quase dez anos com nosso apoio, façamos uma Convenção Nacional para reeleger nossa direção, sem uma reflexão sobre:
- a dimensão da crise pelo descontrole fiscal, pelo descrédito de todos os partidos e políticos, pela recessão econômica, pela degradação moral diante da imensa corrupção generalizada, a falta de prioridade à educação o aparelhamento das estruturas do Estado pondo em risco inclusive o maior patrimônio nacional, criado por Getulio Vargas;
- as causas e a responsabilidade pela crise;
- nossa responsabilidade específica de participantes em todos os erros cometidos; - quais as medidas que o povo e o País necessitam para retomar nosso futuro ameaçado;
- as razões que justifiquem nossa continuidade neste governo apesar de todos seus erros percebidos e anunciados por anos inclusive por companheiros de nosso partido; - as razões que justifiquem nosso afastamento do governo, quais medidas oferecemos ao povo como propostas nossas e quais os rumos que devemos tomar como um partido trabalhista, que se preocupa com os interesses da nação e especialmente dos trabalhadores.
Sem um forte debate sobre estes assuntos, corremos o risco de mostrarmos ao povo um partido desvinculado da realidade, conivente com erros e corrupção, sem propostas que liderem o país; enfim, corremos o risco de abandonar a cara de brizolistas que temos a obrigação de manter.
Com toda disposição para enfrentar os desafios ao lado dos companheiros pedetistas, sem perder os sonhos e os compromissos de nossos fundadores, e de fazermos o necessário diálogo,
Atentamente com a certeza de que Brizola vive.


CRISTOVAM BUARQUE
Senador - PDT/DF

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Aos trabalhistas resta chorar

Segunda, 22 de dezembro de 2014
Getúlio morreu, Jango morreu, Brizola morreu – e eu próprio não estou me sentindo muito bem. (Perspicaz observação do jornalista baiano Luís Augusto Gomes, do blog político PorEscrito, diante do que se tornou o PDT nos dias atuais. Nos tempos de Lupi e companhia limitada. E põe limitada nisso)

domingo, 10 de agosto de 2014

Empresas-fantasmas do caso Delta doaram dinheiro ao PDT de Carlos Lupi

Domingo, 10 de agosto de 2014 
Ministro demitido durante a “faxina ética” de Dilma Rousseff, Lupi concorre a uma vaga no Senado

HUDSON CORRÊA
Da Revista Época
No mês de junho, a Justiça autorizou a Polícia Federal a pedir ajuda aos Estados Unidos para decifrar o conteúdo de um disco rígido externo. Repleto de arquivos codificados, o HD fora apreendido pelos agentes federais na sede da construtora Delta, no Rio de Janeiro, em outubro de 2013. A PF acredita que os arquivos possam ser abertos por fabricantes de softwares de criptografia dos Estados Unidos. O HD, diz a PF, pode conter novas pistas sobre o destino de R$ 360 milhões, segundo a PF, desviados de obras públicas pela Delta entre 2007 e 2012. Já se sabe que a quantia foi transferida para contas bancárias de empresas de fachada, que só existem no papel. O destino final da dinheirama ainda permanece um mistério. Os investigadores suspeitam que o dinheiro foi parar no bolso de políticos. Seguindo essa trilha, ÉPOCA comparou documentos da investigação a papéis da Justiça Eleitoral. Do cruzamento de informações, surge o envolvimento de um ex-ministro dos governos Lula e Dilma, que até aqui não aparecera no escândalo da Delta. Trata-se de Carlos Lupi, presidente nacional do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e ministro do Trabalho entre 2007 e 2011.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Escândalo: "Levei R$ 200 mil para o ministro Lupi"

Sábado, 25 de janeiro de 2014
Da IstoÉ, edição 2305

A empresária Ana Cristina Aquino diz que pagou propina para o ex-ministro Carlos Lupi e que esquema para criação de sindicatos no Ministério do Trabalho permanece na gestão de Manoel Dias

por Izabelle Torres

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Ouça a denúncia da empresária contra o ex-ministro do Trabalho Calos Lupi

A empresária mineira Ana Cristina Aquino, 40 anos, é uma conhecedora dos meandros da corrupção no Ministério do Trabalho e desde dezembro do ano passado vem contando ao Ministério Público Federal tudo o que sabe. As revelações feitas por ela tanto aos procuradores como à ISTOÉ mostram os detalhes da atuação de uma máfia que age na criação de sindicatos – setor que movimenta mais de R$ 2 bilhões por ano – e que, segundo a empresária, envolve diretamente o ex-ministro e presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e o atual ministro, Manoel Dias. “Levei R$ 200 mil para o ministro Lupi numa mochilinha da Louis Vuitton”, diz a empresária. De acordo com ela, o ministro Manoel Dias faz parte do mesmo esquema.
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E O ESQUEMA CONTINUA
Segundo a empresária Ana Cristina Aquino, Manoel Dias, atual ministro do Trabalho,
deu prosseguimento à criação de sindicato pleiteado por ela
Ana Cristina é dona de duas transportadoras, a AG Log e a AGX Log Transportes, e durante três anos fez parte da máfia que agora denuncia. A Polícia Federal em Minas Gerais já tem indícios de que suas empresas serviam como passagem para o dinheiro usado no pagamento das propinas para a criação de sindicatos. Em apenas 24 meses, entre 2010 e 2012, a empresária trocou as dificuldades de uma vida simples pelo luxo de ter avião particular, helicóptero, uma mansão em Betim (MG) e até cinco carros importados na garagem. Para ela, o esquema começou a ruir depois que ISTOÉ revelou, em outubro do ano passado, que seu enriquecimento era alvo de uma investigação da PF. “Os antigos parceiros me abandonaram. Estou sendo ameaçada, mas não vou pagar essa conta sozinha”, diz Ana Cristina.

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O advogado João Graça, assessor especial do ministro Manoel Dias e homem de confiança do ex-ministro Carlos Lupi, foi por dois anos sócio da AG Log e deixou a empresa depois de a investigação da PF ser instalada. Segundo Ana Cristina, era ele o elo entre as suas empresas e a máfia dos sindicatos no Ministério do Trabalho. Procurado por ISTOÉ, Graça disse que as acusações “fazem parte de uma briga de mercado” e que se manifestará apenas quando “conhecer todos os detalhes da denúncia.” A empresária afirma que Graça estava com ela quando foram entregues os R$ 200 mil ao então ministro Lupi. O Ministério Público tenta localizar as imagens da portaria do Ministério para confirmar a informação. “Usamos o elevador do ministro. O doutor João Graça manda naquele Ministério”, disse Ana Cristina. Em seguida, ela lembra que, depois de receber o dinheiro, Lupi chegou a perguntar, em tom de brincadeira, se estava sendo gravado. Na quinta-feira 23, Lupi disse à ISTOÉ que só vai se manifestar quando tiver acesso aos documentos que Ana Cristina diz ter entregue ao Ministério Público.
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O enredo de corrupção narrado pela empresária começa no segundo semestre de 2011, quando ela e seu grupo decidiram montar o Sindicato dos Cegonheiros de Pernambuco (Sincepe) para tentar abocanhar contratos milionários com montadoras que iriam se instalar no Nordeste. Em outubro daquele ano, Ana Cristina protocolou o documento no Ministério do Trabalho pedindo a expedição da carta sindical. Nessa época, o advogado Graça já havia se transformado em um parceiro de negócios da AG Log, por indicação do empresário Sérgio Gabardo, que, segundo Ana Cristina, era o verdadeiro dono da transportadora e o responsável por todo o aporte milionário de recursos para bancar as propinas. Segundo o relato da empresária, assim que o registro foi pedido, o encontro no gabinete do então ministro do Trabalho foi marcado pelo próprio Graça. De acordo com a empresária, Lupi afirmou que o dinheiro pago naquele dia era apenas a entrada e que a aprovação do registro sindical custaria R$ 3 milhões. Mais ainda: no dia seguinte, como disse Ana Cristina, Lupi mandou o amigo João Graça avisá-la que, se o sindicato desse certo e conseguisse arrecadação e bons contratos, ele também deveria participar do negócio sendo dono de uma parte da frota do grupo AG.
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Depois de receber R$ 200 mil e prometer aos representantes da AG Log que o Sincepe seria criado em um prazo recorde de 40 dias, Lupi foi varrido do cargo durante a faxina que a presidenta Dilma Rousseff  começava a fazer no seu governo. Ele foi demitido por envolvimento em denúncias de corrupção, que incluíam exatamente os processos irregulares de criação de sindicatos. Ana Cristina diz que o deputado Brizola Neto (PDT-RJ), que assumiu no lugar de Lupi, tentou colocar um freio na indústria dos sindicatos. Durante sua gestão, os trâmites para a oficialização do sindicato pleiteado por Ana travaram. Mas Brizola Neto acabou perdendo o apoio de seu próprio partido e foi afastado do Ministério 11 meses depois de assumir. Em seu lugar tomou posse o atual ministro Manoel Dias, indicado por Lupi e leal às práticas do PDT. A tramitação da expedição da carta sindical do Sincepe no Ministério do Trabalho, obtida por ISTOÉ, mostra que na gestão de Manoel Dias o processo voltou a correr. “Esse aí (o ministro Manoel Dias) ia liberar. Só não liberou por causa da reportagem de ISTOÉ”, disse a empresária. Segundo ela, depois de publicada a reportagem na revista, o advogado João Graça marcou um encontro no Hotel Mercury, em São Paulo, e afirmou: “Fique calma, esse ministro é nosso também”. Ana Cristina afirma que a conversa teria prosseguido em uma espécie de monólogo de João Graça, em uma tentativa de acalmá-la e evitar que ela denunciasse o esquema, como decidiu fazer. A estratégia do grupo era convencê-la a assumir a culpa e, em troca, viabilizar para ela e para a família o comando de um sindicato com amplos poderes e muito dinheiro. O Sindicato de Cegonheiros de Pernambuco arrecadaria um percentual do lucro bilionário do setor, além de acumular influência para interferir nos contratos com montadoras que se instalassem na região. No caso do Sincepe, a ideia era garantir que a Fiat fechasse um negócio bilionário com a AG Log.
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Agora, as denúncias de Ana Cristina deverão virar um inquérito formal no Ministério Público Federal. Aos procuradores, além de depoimento, a empresária diz ter entregue uma série de documentos. No meio da papelada estão extratos bancários, contratos sociais e páginas de uma agenda manuscrita, em que estariam relacionados os destinatários das propinas e os valores pagos.

“Esse ministro (Manoel Dias) é nosso também”
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Nas duas últimas semanas, a empresária Ana Cristina Aquino conversou com ISTOÉ por cerca de duas horas. Dona de um forte sotaque mineiro, ela autorizou que os encontros mantidos num restaurante em Brasília fossem gravados e divulgados como entrevista. Disse estar endividada e abandonada pelo grupo ao qual se associou em 2010 e que desde então opera nos meandros do Ministério do Trabalho. Por causa disso é que ela diz ter recorrido ao Ministério Público e avalia que tornar públicas suas acusações é a melhor maneira de se proteger. Leia a seguir trechos dessas conversas:

ISTOÉ – A sra. está tentando criar um sindicato?
Ana Cristina Aquino –
Desde 2011. Essa carta sindical iria sair na época do Carlos Lupi no Ministério do Trabalho. O advogado João Graça, que é do PDT, foi contratado pela nossa empresa justamente porque tinha ligações com o Lupi. Ele era a nossa garantia de que
 
o sindicato seria aprovado rapidamente.

ISTOÉ – O então ministro Carlos Lupi recebeu dinheiro para viabilizar esse sindicato?
Ana –
Recebeu, recebeu sim. Levei R$ 200 mil para ele. Carregando uma bolsa nas costas, fui direto para o gabinete dele. Segurando uma mochilinha da Louis Vuitton. Não tem aquelas compridinhas? Foi daquelas. Ele mandou desligar o telefone assim que eu entrei. Disse: “Não está gravando não, né?” Eles são espertos!

ISTOÉ – Como a sra. passou pela segurança na portaria do Ministério carregando tanto dinheiro  em uma mochila?
Ana –
João Graça passava por tudo que é lado!!! O doutor João mandava naquele Ministério.

ISTOÉ – Então a sra. entrou direto, sem passar pela segurança?
Ana –
Direto. Usamos o elevador do ministro.

ISTOÉ – Qual a origem do dinheiro que foi entregue ao ministro?
Ana –
O Sérgio Gabardo (empresário acusado por Ana Cristina de ser o verdadeiro dono da AG Log) me entregou o dinheiro e falou: “Esse aqui é para o ministro, para ajudar nas obras sociais dele”. A gente riu.

ISTOÉ – Isso foi quando?
Ana – I
sso foi dois dias depois de sair o pedido de registro, lá para 2011.
O próprio Lupi me disse, na minha cara, que colocava o sindicato para sair em 40 dias. Brincou que seria o código sindical mais rápido do Brasil.

ISTOÉ – O registro iria custar os R$ 200 mil entregues ao Lupi?
Ana –
Não iam ser só R$ 200 mil, não. Essa carta sindical custaria R$ 3 milhões. Ele encheu o olho porque se tratava de um sindicato cegonheiro e todo mundo já sabe que cegonha dá muito dinheiro mesmo. Eles fantasiam uma coisa na cabeça deles. É uma coisa em que todos acham que rola muita grana. Na época, o Lupi ainda falou para o João Graça, que me contou, que, se desse certo de a gente pegar qualquer serviço em Pernambuco, ele queria o direito a ter frotas na empresa. Ocultamente. Claro que não seria no nome dele. Um ministro não poderia ter frotas em uma cegonha de forma aberta.

ISTOÉ – Por que o sindicato não saiu na gestão do ministro Brizola Neto?
Ana –
Acho que foi uma passagem rápida dele por lá. Não saiu porque ele não passou muito tempo. E o João Graça não tinha ligação direta com o Brizola Neto como tem com o Lupi.

ISTOÉ – E como está a questão, atualmente, com o ministro Manoel Dias?
Ana –
Esse aí (o ministro Manoel Dias) era o que ia liberar esse código, agora! Era ele! Só não liberou por causa da reportagem de ISTOÉ. Quando saiu a reportagem, o João Graça foi encontrar comigo no hotel Mercury, em São Paulo. Chegou lá e disse para eu ficar calada porque o registro sindical sairia de qualquer jeito. Sentamos na primeira mesa do restaurante, ele olhou para mim e disse: “Fique calma, esse ministro é nosso também”. Ele disse que o Manoel Dias era só de fachada e quem dá as canetadas no Ministério ainda é o Lupi. Foram exatamente essas as palavras que ele usou lá no hotel.

ISTOÉ – Por que a sra. resolveu dar dinheiro para criar o sindicato?
Ana –
Se a gente não dá dinheiro a esse pessoal, não sai sindicato. Desconheço algum registro que tenha saído sem gastar com propina.

Fotos: MARCUS DESIMONI / NITRO, MARCUS DESIMONI/NITRO; Ueslei Marcelino/REUTERS,Sergio Lima/Folhapress

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Paulo Ramos deixa o PDT e acusa Carlos Lupi de ser coveiro do partido

Segunda, 26 de agosto de 2013
O discurso de desligamento foi no último dia 22 de agosto na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Trabalhista, nacionalista, brasilidade a toda prova, Paulo Ramos é um dos últimos integrantes do partido que mantem-se leal às bandeiras erguidas por Brizola, Darcy Ribeiro e tantos outros nacionalistas brasileiros. Hoje, todos sabem, o partido foi transformado no PDT do Lupi, o partido daquele que saiu do jeito que saiu do Ministério do Trabalho e Emprego de Dilma. Um partido da boquinha.

Paulo Ramos, que foi também deputado federal do PDT, afirmou em sua saída, que dentro da agremiação foi um derrotado, mas que é diferente dos que ficavam na direção, pois esses são os “coveiros do partido”.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

PDT: "Carta de Brasília"

Quinta, 6 de setembro de 2012
Que o PDT —Partido Democrático Trabalhista— perdeu o rumo depois da morte de Brizola em 2004 é coisa que todo mundo sabe. As bandeiras históricas, dentre as quais as do nacionalismo e a da intransigente defesa dos trabalhadores, foram recolhidas. De partido altivo, passou a ser caudatário do PT e de grupos com posições contrárias às que sempre defendeu e lutou Leonel Brizola. Por fim, o partido se viu humilhado por conta das atrapalhadas e malfeitos de Carlos Lupi quando ministro do Trabalho e Emprego da presidente Dilma.

Mas há de se reconhecer que ainda tem gente séria ideologicamente, como também bem-intencionada, no partido que um dia foi o partido de Brizola. Pedetistas históricos tentam resgatar o partido e criaram o Movimento Nacional de Resistência Leonel Brizola, o MNRLB. Leia a seguir documento do Movimento.

CARTA DE BRASÍLIA

O Movimento Nacional de Resistência Leonel Brizola (MNRLB) se reuniu nesta manhã, na liderança do partido no Congresso, em Brasília, com a participação de companheiros de vários estados, para formalizar e organizar a luta política contrária à atual direção nacional do PDT que, com suas práticas antidemocráticas, tem se distanciado dos princípios e ideais tão caros ao nosso partido durante a sua trajetória na luta pela Democracia, Liberdade e Justiça Social.

Foram realizadas oportunas e frutíferas visitas a deputados federais e senadores para que compreendam a degradante situação de nosso partido, constatada por vários descaminhos nos estados, resultantes de decisões arbitrárias e práticas não condizentes com a legalidade, a exemplo do que aconteceu no Rio de Janeiro com a fraude nas atas de uma convenção convocada às pressas.

O momento político partidário urge a tomada de uma posição política corajosa e de grande valor cívico de todos aqueles que estão indignados com a atual desfiguração do PDT.

Não podemos deixar que os legados de Vargas, Jango, Brizola, Pasqualini, Prestes, Darcy, Doutel, Jackson, Neiva, Lysâneas, Abdias, Julião, Brandão, Bina Assunção, Boiteux e tantos outros sejam esquecidos pelo nosso próprio partido.

Vamos reagir a esta situação reunindo a todos no propósito de democratizar o partido que, indubitavelmente, passa pela necessária renovação de alguns de seus dirigentes nacionais e reformulação de nosso Estatuto.

Brasília, 29 de agosto de 2012.

Contatos:

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Ministério Público Federal no DF pede condenação de Lupi, ex-ministro do Trabalho, por improbidade

Sexta, 15 de junho de 2012
Aluguel de avião privado para transportar equipe de Carlos Lupi foi pago pelo responsável por organização não governamental que possuía convênios com o MTE

O Ministério Público Federal no Distrito federal (MPF/DF) ajuizou ação civil pública por improbidade administrativa contra o ex-ministro do Trabalho e Emprego Carlos Lupi; o ex-secretário de Políticas Públicas de Emprego do órgão, Ezequiel Sousa do Nascimento e o ex-assessor do gabinete de Lupi, Weverton Rocha Marques de Sousa. Outro requerido pelo MPF/DF é Adair Meira, responsável por organizações não governamentais (Ongs) beneficiárias de convênios com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O procedimento que originou o ajuizamento da ação teve início a partir de representação por improbidade administrativa, protocolada no MPF/DF pelo deputado federal Duarte Nogueira (PSDB-SP) e pelo senador Álvaro Dias (PSDB-PR). A informação apresentada para análise pelo Ministério Público baseou-se em reportagem veiculada em novembro de 2011, a qual informava que Carlos Lupi teria sido transportado em viagem oficial para o Maranhão, em dezembro de 2009, por um avião fornecido por Adair Meira.

A apuração do MPF/DF comprovou que o aluguel da aeronave custou R$ 30 mil, pagos pela entidade sem fins lucrativos Centro de Estudos e Promoção Social (Cepros), mediante cheques assinados pelo próprio Adair Meira. Essa entidade possui o mesmo cadastro de outra entidade da qual Adair é responsável e que posteriormente firmou convênio com o MTE. O MPF/DF também pediu informações ao partido do então ministro, PDT, que declarou não ter custeado as despesas do aluguel do avião, distoando do que os envolvidos declararam anteriormente na mídia e ao Ministério Público.

A Lei 8.429/92 expressamente diz ser ato de improbidade administrativa receber qualquer vantagem econômica de quem tenha interesse suscetível de ser amparado por ação ou omissão do agente público. Nessa linha, o MPF/DF comprovou, ainda, a existência de inegável interesse por parte de Adair Meira em ações ou omissões do MTE. O investigado possui 11 entidades vinculadas a seu CPF e, dessas, duas mantêm ao menos nove convênios com o Ministério do Trabalho. Na ação, o MPF/DF ressalta, ainda, que a maioria dessas parcerias foram firmadas ou tiveram sua vigência após essa viagem.

Caso sejam condenados, os requeridos podem perder os direitos políticos, ficar impedidos de contratar com o poder público e de receber benefícios e incentivos fiscais, além de pagar multa.

Processo 0027594-86.2012.4.01.3400. Confira a íntegra da ação.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Eduardo Paes deu uma rapidinha

Quarta, 22 de fevereiro de 2012
A permanência do ex-ministro Carlos Lupi (PDT) em uma boquinha na assessoria do prefeito Eduardo Paes, do Rio de Janeiro, foi mais rápida do que um amor de carnaval. Não esperou sequer a quarta-feira de cinzas. Começou na sexta e acabou no sábado de carnaval. 

Amor De Carnaval - 1967 - Jorge Ben 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Traque derruba Lupi

Segunda, 20 de fevereiro de 2012
                          Imagem do Google

Para quem dizia que só bala de canhão poderia derrubá-lo, o ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi, anda fraquinho, fraquinho. Bastou um traquinho em jornal dando conta de que ele havia conseguido nomeação na última sexta (17/2) numa boquinha como assessor do prefeito Eduardo Paes, do Rio de Janeiro, para que fosse derrubado do novo cargo. O prefeito o exonerou. Será que ele, Lupi, mesmo assim fará declarações de amor?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Carlos Lupi reassume a presidência nacional do PDT

Segunda, 9 de janeiro de 2012
Da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi reassumiu na tarde de hoje (9) a presidência nacional do PDT, depois de uma reunião com a executiva do partido. Ele foi reeleito em convenção feita no ano passado, mas estava licenciado desde 2008, quando foi indicado para o Ministério do Trabalho.

A reunião que definiu a volta de Lupi à presidência do PDT foi marcada por protesto do lado de fora da sede do partido, no centro da capital fluminense. Cerca de 50 integrantes do Movimento de Resistência Leonel Brizola (MRLB) se manifestaram contra a volta de Lupi com faixas e cartazes. Houve princípio de confusão entre militantes do MRLB e aliados de Lupi.

De acordo com Lupi, entre as prioridades do partido com relação às eleições municipais que ocorrem no segundo semestre deste ano está a de apoiar a possível reeleição de Eduardo Paes à prefeitura do Rio de Janeiro. “É nossa prioridade mais forte, embora ainda não tenhamos a deliberação oficial do partido”.
Sobre sua saída do ministério no final de 2011, Lupi reiterou que a relação do partido com o governo não foi afetada.

”Nada nos abala nessa excelente relação. Porque nós acreditamos nos projetos apresentados pela presidenta Dilma. São projetos generosos para o povo brasileiro que estão gerando empregos, renda e combatendo a miséria, e que também estão fazendo o Brasil ser respeitado no mundo inteiro. Então, continuaremos apoiando independentemente de qualquer fato que tenha ocorrido, independente de qualquer função porque acreditamos no projeto”, disse Lupi.
 
O mandato de Lupi vai até março de 2013. Ele não quis dizer se tentará a reeleição. Segundo Lupi, o assunto será discutido e definido em convenção nacional, que ocorre no próximo dia 30, em Brasília.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O medalhado e o metralhado

Sexta, 16 de dezembro de 2011
Fernando Pimentel, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, aquele que está sendo acusado de “consultorias” e “palestras” malfeitas, foi agraciado ontem (15/12) pelo governo de Dilma com a Medalha Ordem do Mérito da Defesa.

O ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais e hoje presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Andrade, o contratante das “consultorias” e palestras-fantasmas de Fernando Pimentel, também recebeu tal honraria (honraria???).

Os dois estão, agora, devidamente medalhados.

Já o ex-ministro Carlos Lupi, que não é do PT, metralhado.

sábado, 10 de dezembro de 2011

O “Mala do Ano”

Sábado, 10 de dezembro de 2011
               Foto: Google
Carlos Lupi, o ex-ministro que caiu do Ministério do Trabalho sem ser preciso uma bala de canhão, foi eleito o “Mala do Ano” pelos sócios do “Clube dos Malas”, em Rio Novo, Minas Gerais.

Como “Malupi”, reinará nos próximos 12 meses e será o presidente de honra do clube. 

A dúvida é se ele não será desbancado pelo mineiro Fernando Pimentel.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Ministério Público no DF investiga uso de jato particular por Carlos Lupi

Segunda, 5 de dezembro de 2011
Da Agênica Brasil
Débora Zampier - Repórter
O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) abriu uma investigação cível para apurar se o ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi cometeu improbidade administrativa por usar um avião privado para cumprir agenda no Maranhão, em 2009.

A investigação começou no dia 25 de novembro, mas foi divulgada apenas hoje pelo MPF. Lupi deixou o cargo ontem (4), após sequência de denúncias que também incluiam a acumulação de cargos públicos.

O MPF-DF quer ter acesso, em até dez dias, à relação integral dos trajetos e passageiros embarcados nos voos feitos pela aeronave King Air incluindo plano de voo e diário de bordo. A empresa Aerotec tem o mesmo prazo para identificar as pessoas físicas ou jurídicas responsáveis pela locação da aeronave e encaminhar ao MPF documentos como notas fiscais, diários de bordo, planos de voo e relação de passageiros embarcados.

O diretório regional do PDT no Maranhão também deve informar, oficialmente, se arcou com as despesas relativas ao aluguel da aeronave, encaminhando a documentação comprobatória, se for o caso.

A investigação tem prazo de 90 dias para ser concluída, podendo ser prorrogada, uma vez, por igual período. Caso a investigação necessite de mais tempo, ela será convertida em inquérito civil público, que tem prazo de um ano para ser concluído, prorrogável caso haja necessidade.