“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 9 de setembro de 2017

Desigualdade de renda no Brasil não caiu entre 2001 e 2015, revela estudo

Sábado, 9 de setembro de 2017
Wellton Máximo –  Agência Brasil
 
O crescimento da renda da população mais pobre no Brasil nos últimos 15 anos foi insuficiente para reduzir a desigualdade. Segundo estudo divulgado nesta semana pela equipe do economista Thomas Piketty, famoso por propor a taxação dos mais ricos para reduzir as disparidades na distribuição de renda, a maior parte do crescimento econômico neste século foi apropriada pelos 10% mais ricos da população.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Piketty: Sanders desafia a Era da Desigualdade

Quinta, 18 de fevereiro de 2016
Nos Estados Unidos o crescimento do candidato que quer redistribuir riqueza terá repercussão global: ele mostra que é possível reagir à aristocracia financeira. Por Thomas Piketty.
18 de Fevereiro, 2016
Houve, nos Estados Unidos, uma tradição hoje ignorada: impostos progressivos, com percentagens de até 91% para os mais ricos. Ao evocá-la, num país em crise, Sanders atrai cada vez mais apoio.
 
Como podemos interpretar o incrível sucesso do candidato “socialista” Bernie Sanders nas primárias dos Estados unidos? O senador de Vermont está agora à frente de Hillary Clinton entre os eleitores democratas com menos de 50 anos de idade, e é apenas graças à geração mais velha que Clinton consegue manter-se à frente nas sondagens.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A desigualdade social chega a níveis alarmantes

Segunda, 11 de janeiro de 2016
A concentração de riqueza no mundo é hoje semelhante à de Inglaterra de Charles Dickens ou da França de Victor Hugo.

As pressões para privilegiar ainda mais os ricos e dar-lhes maior liberdade de ação estão em alta em quase toda parte e as crises em formação só tendem a reforçá-las.
Em 2013, com O Capital no Século XXI, Thomas Piketty alertou para o crescimento contínuo da desigualdade da riqueza desde a década de 1970, contrária à tendência dos 60 anos anteriores e muito mais acentuada e socialmente relevante que a desigualdade de rendimentos, mais fácil de pesquisar e na qual se concentrava a maioria dos estudos anteriores.


Na Europa, a parcela detida pelo décimo superior subiu de 60% em 1970 para 64% em 2010 e a do centésimo superior de 21% para 24%. Nos EUA, o décimo superior subiu de 64% para 72% e o centésimo superior de 28% para 34%. Na falta de políticas ativas contra a desigualdade (como, por exemplo, impostos progressivos sobre o capital), esses países retornarão em meados do século XXI a um patamar de desigualdade semelhante àquele do fim do século XIX e início do XX.


Nesse período, o 1% mais rico (“classes dominantes”, na terminologia de Piketty) detinha metade de toda a riqueza, o décimo superior (“classes superiores”, sendo os não incluídos no primeiro 1% referidos como “classes abastadas”) , quase 90%, enquanto o 50% mais pobre (“classes populares” na terminologia do economista) ficava com meros 5%. A nostalgia chama a esses tempos de belle époque, mas poucos, mesmo nos países mais ricos, puderam usufruir de sua beleza.