“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Relatório Social Mundial 2020: Desigualdade é ameaça ao progresso social

Terça, 21 de janeiro de 2020
Da ONU Brasil
A desigualdade subiu para níveis históricos globalmente, de acordo com o Relatório Social Mundial 2020 das Nações Unidas, que será lançado nesta terça-feira (21). O evento de lançamento poderá ser acompanhado ao vivo pela Internet.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

É o capitalismo, animal. Aumento de bilionários em 2017 poderia acabar com a extrema pobreza por 7 vezes

Segunda, 22 de janeiro de 2018
Cinco bilionários brasileiros concentram o equivalente à metade da população mais pobre do país.


Camila Maciel - Repórter da Agência Brasil

De toda a riqueza gerada no mundo em 2017, 82% ficaram concentrados nas mãos dos que estão na faixa de 1% mais rica, enquanto a metade mais pobre – o equivalente a 3,7 bilhões de pessoas – não ficou com nada. Os dados fazem parte do relatório Recompensem o trabalho, não a riqueza, da organização não governamental (ONG) britânica Oxfam, divulgado hoje (22). A entidade participa do Fórum Econômico Mundial, que começa amanhã (23) em Davos, na Suíça.

O documento destaca que houve um aumento histórico no número de bilionários no ano passado: um a mais a cada dois dias. Segundo a Oxfam, esse aumento seria suficiente para acabar sete vezes com a pobreza extrema no planeta. Atualmente há 2.043 bilionários no mundo. A concentração de riqueza também reflete a disparidade de gênero, pois a cada dez bilionários nove são homens.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Brasil do 1% mais rico

Quinta, 21 de dezembro de 2017
Do Jornal do Brasil
Marcus Ianoni*

Segundo informações recentes do Banco de Dados de Riqueza e Renda Mundial, produzido por uma equipe de pesquisa liderada pelo economista francês Thomas Piketty, o Brasil é o país onde o 1% mais rico da população (cerca de 2,1 milhões de pessoas) detém a maior fatia proporcional de renda no mundo (wid.world/country/brazil). No caso brasileiro, os dados desse seguimento referem-se apenas ao período de 2001 a 2015. Nesse último ano, o 1% detinha 27,8% da renda nacional (antes dos impostos). Mais que qualquer outra nação, o Brasil é o país do 1%.
Considerando os 10% mais ricos, esse grupo concentrava, ainda em 2015, a bagatela de 53,4%; os 40% abaixo do topo, 32,4%; por fim, os 50% restantes, apenas 12,3%. No relatório mais recente, referente a 2016, Oriente Médio (61%), Brasil (55%), Índia (55%) e África Subsaariana (54%) são áreas avaliadas pela referida equipe como possuindo desigualdade de renda de nível extremamente alto, medida pelo que abocanha o Top 10%. Isso, imagino, seja um tanto quanto intuitivo, não estranho ao leitor. A região menos desigual do planeta é a Europa, onde os 10% mais ricos compartilham 37% da renda produzida.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Capitalismo: Metade da riqueza mundial já está nas mãos de 1% da população

Quarta, 15 de novembro de 2017
Do site do Esquerda.Net

Os mais ricos do mundo detinham 42.5% da riqueza mundial no pico da crise financeira de 2008. Em 2017 já concentram 50.1%, indica o relatório anual do Credit Suisse.
15 de Novembro, 2017

Foto Women's eNews/Flickr
A fatia da riqueza mundial nas mãos dos 1% mais ricos do mundo não parou de aumentar nos últimos dez anos, desde a crise financeira global de 2008, diz o relatório sobre a riqueza que é elaborado anualmente pelo Credit Suisse e que reconhece o aumento da desigualdade na distribuição da riqueza.

Só no último ano, relata o jornal Guardian, o número de milionários, que tinha caído em 2008, triplicou desde o início do milênio, totalizando hoje 36 milhões de pessoas, mais 2,3 milhões que no ano anterior. Esse número de pessoas com mais de um milhão de dólares representa 0.7% da população mundial e controla 46% do total da riqueza mundial.

sábado, 9 de setembro de 2017

Desigualdade de renda no Brasil não caiu entre 2001 e 2015, revela estudo

Sábado, 9 de setembro de 2017
Wellton Máximo –  Agência Brasil
 
O crescimento da renda da população mais pobre no Brasil nos últimos 15 anos foi insuficiente para reduzir a desigualdade. Segundo estudo divulgado nesta semana pela equipe do economista Thomas Piketty, famoso por propor a taxação dos mais ricos para reduzir as disparidades na distribuição de renda, a maior parte do crescimento econômico neste século foi apropriada pelos 10% mais ricos da população.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Em boa hora, “The Economist” recupera e atualiza o pensamento de Karl Marx

Quinta, 29 de junho de 2017
Da Tribuna da Internet

Deu na Nueva Tribuna (Espanha)
Vicenç Navarro



Uma das colunas mais conhecidas da revista semanal “The Economist”, a Bagehot (que tem como responsável Adrian Wooldridge) publicou, na edição de 13 de maio, um artigo que seria impensável encontrar nas páginas de qualquer revista econômica de orientação igualmente liberal, na Espanha [ou no Brasil].
Sob o título “O momento marxista” e o subtítulo “Os trabalhistas têm razão: Karl Marx tem muito a ensinar aos políticos de hoje”, Bagehot analisa o debate entre o dirigente do Partido Trabalhista do Reino Unido, Jeremy Corbyn, e seu ministro sombra da Economia e Fazenda, o John McDonnell, por um lado, e os dirigentes do Partido Conservador e os jornais conservadores Daily Telegraph e Daily Mail, por outro.