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quinta-feira, 7 de abril de 2016

Saneamento é a última prioridade de investimento do governo desde 2007

Quinta, 7 de abril de 2016
Do Contas Abertas
Dyelle Menezes
Milhares de pessoas enfrentam todos os dias mau cheiro e convivem com o risco iminente de doenças como dengue, zika e chikungunya. A dengue, a zika e a febre chikungunya são, em boa parte, o resultado de falta de saneamento básico. Não é surpresa alguma quando se considera qual foi o esforço do governo em investir em saneamento: muito pequeno.

PAC 2 - Conforme mostrou a repórter Giovana Teles, em matéria produzida para o Jornal da Globo da última terça feira em parceria com o Contas Abertas, números do PAC deixam a impressão de que saneamento é a última prioridade.

Nesse balanço do PAC, realizado pelo Contas Abertas, com base em números oficiais do programa, fica evidente que as obras com pior desempenho foram as de saneamento. Há grande quantidade de obras, mas a execução é lenta.

Os dados do PAC 1 (2007/2010) e do PAC 2 (2011/2014) consolidados revelam que dos R$ 62 bilhões previstos para investimentos em saneamento, até 2014, somente R$ 4,2 bilhões foram executados. O montante representa menos de 7% do total. É o pior desempenho de todos os setores do PAC.

Leia a íntegra da reportagem em: 
http://www.contasabertas.com.br/website/arquivos/12729#sthash.ksqgDH84.dpuf

quinta-feira, 12 de março de 2015

PAC 2: somente 26% das obras de saneamento foram concluídas

Quinta, 12 de março de 2015
PAC 2 - Saneamento
Por Thaís Betat  — Contas Abertas

PAC 2 - SaneamentoO baixo número de obras concluídas na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) também atingiu as obras de saneamento básico. Apenas 26% das iniciativas do setor foram finalizadas. Das 6.149 obras previstas, 1.600 foram efetivamente entregues.

O presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, apontou a baixa qualidade das empreiteiras e a demora nas licenças ambientais por parte dos Estados como pontos cruciais para a conclusão das obras de saneamento no Brasil.

De acordo com o presidente do Instituto, que avalia o desenvolvimento de obras de coleta e tratamento dos esgotos, a grande burocracia para os recursos chegarem às iniciativas atrasa o processo em cerca de dois anos.

Leia a íntegra em:
http://www.contasabertas.com.br/website/arquivos/10782
11 de março de 2015 Thaís Betat
PAC 2 - SaneamentoO baixo número de obras concluídas na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) também atingiu as obras de saneamento básico. Apenas 26% das iniciativas do setor foram finalizadas. Das 6.149 obras previstas, 1.600 foram efetivamente entregues.
O presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, apontou a baixa qualidade das empreiteiras e a demora nas licenças ambientais por parte dos Estados como pontos cruciais para a conclusão das obras de saneamento no Brasil.
De acordo com o presidente do Instituto, que avalia o desenvolvimento de obras de coleta e tratamento dos esgotos, a grande burocracia para os recursos chegarem às iniciativas atrasa o processo em cerca de dois anos.
Carlos ainda destacou a lentidão dos municípios ao realizar ações locais. “Dentre os problemas estão a paralisação do tráfego para construção das redes e remoção de habitações construídas em áreas destinadas às obras”, explica.
- See more at: http://www.contasabertas.com.br/website/arquivos/10782#sthash.rnPFeGpc.dpuf

sábado, 20 de julho de 2013

ONU quer investigar relação entre megaeventos esportivos e saneamento; governo impede visita de relatora

Sábado, 20 de julho de 2013
por Pulsar Brasil
Moradores da Rocinha questionam prioridades: teleférico pro turismo ou saneamento para os moradores? (Foto: Flavio Carvalho)

A Relatoria Especial sobre direito à água e saneamento básico das Nações Unidas quer saber qual a relação entre Copa, Olimpíadas, acesso à água e saneamento básico. A intenção era coletar denúncias junto à Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop) durante missão ao país que duraria 10 dias e aconteceria até esta sexta-feira (19).

No entanto, no último dia 4, o governo federal vetou a vinda da portuguesa Catarina de Albuquerque, relatora da ONU no assunto. Segundo o blog do jornalista Jamil Chade, a ordem saiu do gabinete da presidenta Dilma Rousseff e o motivo seria evitar a visibilidade de problemas sociais em um momento de grandes manifestações.

Para Giselle Tanaka, do Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas do Rio de Janeiro, o país perdeu uma excelente oportunidade para questionar as violações de direitos no contexto dos megaeventos esportivos. A pesquisadora do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR/UFRJ) destaca que há problemas de abastecimento de água e de falta de tratamento de esgoto em comunidades ameaçadas de remoção.

Um exemplo é a Vila Autódromo, na zona oeste do Rio, ameaçada de remoção para a construção do Parque Olímpico. Os moradores convivem com esgoto lançado in natura por condomínios de alta renda no córrego que margeia a comunidade. Há mais de 20 anos, no entanto, existe uma manifestação favorável da administração regional pela implantação de saneamento básico no local.

Próximo dali, a comunidade Arroio Pavuna, também pressionada para remoção, teve a água cortada no início de julho. Giselle lembra ainda dos teleféricos construídos com dinheiro público em outras comunidades cariocas que sofrem com a falta de saneamento básico, como Alemão e Providência. 

Recentemente, moradores da Rocinha iniciaram uma campanha contra a construção de um novo teleférico citando a falta de investimentos em saneamento. (pulsar)