Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 20 de setembro de 2016

É mole ou quer mais? Operação militar nos Jogos custou R$ 705 milhões e mobilizou 43 mil homens; agora tudo voltará como era antes

Terça, 20 de setembro de 2016
Nielmar de Oliveira – da Agência Brasil
Rio de Janeiro - Forças Armadas iniciam operação especial para os Jogos Olímpicos Rio 2016, e ocupam vias expressas da cidade (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Em operações especiais, tropas reforçaram a segurança nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos —Arquivo/Agência Brasil
A operação montada pelas Forças Armadas para garantir a segurança e a tranquilidade dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos no Rio envolveu 43 mil homens, dos quais 23 mil somente no Rio de Janeiro, durante os três anos de preparação da logística de atuação e no período em que a cidade efetivamente sediou o evento. A informação foi prestada pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Sonhei com as Zolimpíadas

Quarta, 24 de agosto de 2016

Imagem capturada de areialterramistadaborborema.blogspot.com         
Sonhei com as Zolimpíadas
Autor: Edson Francisco, de Gravatá — Pernambuco

Chegando no meu sertão
Foi o maior espetáculo
Que se viu na região
Tinha gente que só a peste
Lá das brenhas do nordeste
Chegando de caminhão

No desfile de abertura
A bandeira nordestina
Toda feita de retalhos
Pelas mãos de Severina
E eu ali, de camarote
O bode virou mascote
A tocha era a lamparina

A nossa delegação
Para conquistar os louros
Desfilou de guarda-peito
Gibão e chapéu de couro
E enfrentando a batalha
Conquistou muitas medalhas
de bronze, de prata e ouro

Antes das competições
Um lanche bem reforçado
Com buchada, cajuína
Rapadura e milho assado
Fava verde com galinha
Sarapatel com farinha
Angu com bode guisado

Nas águas do Velho Chico
As provas de natação
Os pulos ornamentais
De cima de um paredão
Ginástica num terreiro
Remo e vela num barreiro
E judô num palhoção                        

ZOLIMPIADAS DO SERTÃO

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Modelo de mega-olimpíada chegou ao fim, diz especialista

Quinta, 18 de agosto de 2016

Vladimir Platonow - da Agência Brasil

Os Jogos do Rio podem ser os últimos dentro do modelo de um mega-evento de custos altíssimos. A tendência para as próximas olimpíadas é de estruturas mais enxutas, sustentáveis e baratas. A opinião é do pesquisador da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Lamartine Pereira da Costa, especialista em assuntos ligados ao esporte, membro do conselho consultivo da Russian International Olympic University.

“Já foi decidido, na Agenda 2020 do Comitê Olímpico Internacional, publicada em 2014, que não se aceita mais este tipo de coisa. Tóquio, que foi escolhido depois, já não existe isto que vimos no Rio de Janeiro. Estes são os últimos jogos gigantescos do mundo. Não haverá mais isto”, disse o professor, durante palestra sobre O Futuro dos Jogos, na Casa Brasil, na região portuária do Rio.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Direitos Humanos: Livro traz histórias das vítimas dos grandes eventos no Rio

Quarta, 17 de agosto de 2016
Isabela Vieira - Repórter da Agência Brasil
Rita foi pressionada a trocar sua horta na Colônia Juliano Moreira por uma casa condenada pela Defesa Civil
Rita Barbosa, 59 anos, foi pressionada a trocar sua horta na Colônia Juliano Moreira por uma casa condenada pela Defesa CivilAnette Alencar/Divulgação Instituto Pacs
“Foram retirando as minhas coisas, arrastando pelo meio da rua, passando [com máquina de demolição] em cima da horta, quebrando tudo, arrastando geladeira, fogão e foram avançando, jogaram a máquina no galinheiro, onde 60 galinhas foram embora, salvamos umas, outras não, e eu fiquei no meio daquilo tudo. Ninguém me dava ouvidos. Só falavam: – a senhora tem que sair, acabou o prazo. Foi um choque muito grande. Eu nunca bebi, mas o que eu senti, foi como se eu tivesse misturado todas as bebidas fortes do mundo. Não conseguia ficar em pé”.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Cientistas pedem adiamento da Olimpíada por causa do vírus Zika

Sexta, 27 de maio de 2016


Aline Leal – Repórter da Agência Brasil


Pesquisadores de pelo menos 15 países assinaram uma carta aberta para a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Comitê Olímpico Internacional (COI) na qual pedem o adiamento dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro ou a troca de local do evento em nome “da saúde pública” devido à presença do vírus Zika na cidade.




Segundo o documento, é desnecessário que cerca de 500 mil pessoas do mundo todo se exponham a um vírus e ainda corram o risco de levar a seus países de origem, aumentando as chances de tornar a doença endêmica em outras regiões. No Brasil, especialistas sugerem que o vírus Zika chegou em situação de alta circulação de turistas, no período da Copa do Mundo.
A descoberta de que, quando o Zika infecta gestantes, pode ocasionar problemas neurológicos nos bebês e, ainda, de que o vírus está relacionado ao desencadeamento da Síndrome de Guillain-Barré são motivos citados no documento para que a Olimpíada seja adiada ou disputada em outra sede.
Na carta, os cientistas ressaltam que os Jogos Olímpicos de 1916, 1940 e de 1944 foram cancelados por causa de doenças. A pesquisadora Débora Diniz, da Universidade de Brasília, é a única signatária brasileira da carta.
Desde que a OMS decretou emergência em saúde pública de importância internacional devido ao Zika, em fevereiro deste ano, a organização tem feito recomendações para os turistas que visitam o Brasil. Entre os conselhos, estão o uso de repelente e roupas que evitem picadas de mosquitos, a escolha de acomodações com ar condicionado, que se evitem locais sem água encanada e o uso de preservativo quando for fazer sexo. Para as gestantes, a recomendação é não viajar para locais onde o Zika é endêmico.
Ministério da Saúde responde
Em resposta à carta, o Ministério da Saúde divulgou nota dizendo que o Zika está presente em 60 países e que a população brasileira representa 15% das pessoas expostas ao vírus.


“Vale destacar que o período em que serão realizadas as Olimpíadas no Brasil é considerado não endêmico para transmissão de doenças causadas pelo Aedes aegypti, como Zika, dengue e chikungunya”, destaca a nota. Em 2015, por exemplo, agosto foi o mês com menor incidência de casos de dengue no país.


O ministério ressalta ainda o fato de a OMS não ter feito nenhuma recomendação para restrição de viagens, exceto às grávidas.

Segundo a pasta, a diretora geral da OMS, Margaret Chan, confirmou que virá aos Jogos Olímpicos, “o que deve ser interpretado como um simbolismo da segurança deste período de baixa a transmissão do vírus Zika”.

Nesta semana, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, apresentou ao COI dados que mostram a “baixa incidência” da circulação de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti em agosto, período da competição. Barros destacou, na ocasião, a contratação de 2.500 profissionais de saúde temporários, entre médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e outras áreas par reforçar o atendimento nos hospitais federais do estado.

Por meio da assessoria de imprensa, o COI disse que o evento ocorrerá no cronograma estabelecido e com total segurança para todas as pessoas envolvidas. De acordo com o comitê, o zika é assunto que tem sido discutido frequentemente.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Deputados distritais criticam cancelamento de cirurgias por causa da tocha olímpica. Se aconteceram absurdos durante a realização da Copa da suja Fifa, haveria de acontecer também agora com as Olimpíadas 2016

Terça, 3 de maio de 2016
Leia também:

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Da CLDF
O cancelamento de cirurgias por causa da passagem da tocha olímpica pela cidade, noticiado pela imprensa local, recebeu críticas de deputados distritais, durante a sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal desta terça-feira (3). O líder do PMDB, deputado Wellington Luiz, cobrou do governo explicações sobre a denúncia e uma apuração rigorosa.

Na opinião do distrital, se confirmada, a situação é inadmissível. "Será que a tocha passou dentro do hospital? Será que o rodízio foi conduzido pelos pacientes? É lamentável uma situação destas", questionou Wellington Luiz.

O deputado Juarezão (PSB) também considerou a situação um "absurdo". Segundo ele, o cancelamento também aconteceu durante jogos da Copa do Mundo de futebol. O distrital considerou a medida uma "infelicidade" das diretorias dos hospitais.

Isenção – O deputado Wellington Luiz também criticou a isenção fiscal no valor de R$ 400 milhões que o GDF teria concedido à empresa Natura. Para ele, o caso é estarrecedor, principalmente porque a empresa teria doado R$ 200 mil à campanha do governador Rodrigo Rollemberg. "O caso é gravíssimo", resumiu.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Olimpíada? Não, obrigado

Quinta, 11 de fevereiro de 2016
Da Pública
Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo
Como uma campanha popular enfrentou um poderoso lobby de empresários e ajudou a derrubar a candidatura de Boston para sediar os Jogos Olímpicos de 2024

por | 11 de fevereiro de 2016
 
Faltando apenas seis meses para os Jogos Olímpicos de 2016, o Rio de Janeiro chegou aos assuntos mais comentados no Twitter por causa da poluição na baía de Guanabara – ao mesmo tempo em que pesquisadores da Universidade de Nova York chegaram a pedir que a Olimpíada fosse adiada ou até mesmo cancelada por causa da epidemia de Zika.
Sediar uma Olimpíada pode ter sido uma grande glória no passado, mas tem se tornado um fardo político e econômico que cada vez menos cidades estão dispostas a carregar.

Há um ano, Boston, no estado de Massachusetts, costa leste dos Estados Unidos, contemplava a possibilidade de realizar os Jogos Olímpicos de 2024 em sua região metropolitana. Parecia uma boa ideia levar o megaevento para um local onde o amor pelos esportes é visível por todo lado: em bares lotados durante partidas de futebol americano dos New England Patriots, em outdoors que estampam o time de basquete Boston Celtics ou nos incontáveis bonés de beisebol dos Red Sox vistos no metrô na hora do rush.

No entanto, a perspectiva de uma Olimpíada em Boston teve vida curta. Em janeiro de 2015, o município foi escolhido pelo Comitê Olímpico Americano (United States Olympic Committee, o USOC) para representar os Estados Unidos no concurso global para a cidade-sede de 2024. Sete meses depois, o USOC mudou de ideia.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Comitê Popular da Copa: “Não reconhecemos a ideia do legado”

Quinta, 2 de julho de 2015
Do Correio da Cidadania
Escrito por Gabriel Brito e Paulo Silva Junior
29 de Junho de 2015
Passamos anos convivendo com promessas de mundos e fundos, alegrias materiais e imateriais e toda uma ideia de progresso transmitida em ritmo de carnaval. Um ano depois da Copa do Mundo e da maior humilhação da história do futebol brasileiro, temos um país em recessão, o desemprego em ascensão e uma assustadora pauta conservadora avançando a cavalo.
“Não reconhecemos essa história tão divulgada de ‘legado da Copa’. Pelo contrário, tivemos milhares de famílias removidas. Ainda hoje, muitas famílias nas cidades-sedes estão ameaçadas de remoção por conta das obras inacabadas. Tivemos muita gente impedida de trabalhar, o aumento da exploração sexual de mulheres, crianças e adolescentes e também a criminalização dos movimentos sociais”. Assim começa a entrevista de Larissa Viana, do Comitê Popular da Copa – SP, ao Correio da Cidadania.
Dessa forma, a história parece reservar um bom lugar àqueles que contestaram todo o processo dos megaeventos, a ser coroado no ano que vem, com as Olimpíadas do Rio de Janeiro, certamente a cidade mais mercantilizada dentre todas as envolvidas numa aventura que agora vê a alta cúpula do mundo futebolístico e das empresas beneficiárias das obras atrás das grades – algo que nem os mais rebeldes poderiam supor.
“Prometeu-se muita geração de emprego e renda, o que não aconteceu. Mas, penso, pior que a crise econômica é o atual retrocesso do ponto de vista institucional, a exemplo do PL das Terceirizações, a PEC de redução da maioridade penal (prestes a ser aprovada), o contingenciamento do orçamento das áreas sociais, vários absurdos”, criticou a ativista, cuja entidade, após lançamento de um livro que elenca todos os “legados” pela perspectiva da contestação, agora se dissolve e toma novos rumos.
A entrevista completa com Larissa Viana, a 62ª em parceria com a webrádio Central3, pode ser lida a seguir.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Ativistas protestam contra danos ambientais causados por obras das Olimpíadas

Sábado, 28 de fevereiro de 2015
Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil
Um grupo de ambientalistas fez hoje (28) um protesto contra danos ambientais causados por obras das Olimpíadas de 2016. O ato ocorreu em frente ao hotel onde estava reunido o Comitê Olímpico Internacional (COI), em Copacabana. O presidente do COI, Thomas Bach, participava de entrevista coletiva no momento do protesto.
O presidente do COI, Thomas Bach, deixa hotel onde participou da oitava visita oficial de inspeção para os Jogos Rio 2016 sob protesto de ambientalistas contra danos ecológicos das obras (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Ambientalistas protestam contra danos ecológicos em obras para Jogos Olímpicos de 2016, no Rio
Fernando Frazão/Agência Brasil
Alguns manifestantes conseguiram entrar no hotel e passaram a denunciar, aos gritos, o que consideram crimes contra o meio ambiente, como a construção do campo de golfe em uma área verde da Barra da Tijuca e o corte de dezenas de árvores em uma área no Parque do Flamengo, para ampliação da Marina da Glória.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O lado oculto da festa olímpica

Sexta, 19 de dezembro de 2014
Da Tribuna da Imprensa
Por JOSÉ CRUZ - Via blog pessoal
Agora está explicado: foi devido a uma manifestação, pacífica, que a SporTV mostrava apenas a cúpula do majestoso Teatro Municipal, local da festa dos melhores do esporte, na terça-feira, promovida pelo Comitê Olímpico do Brasil.

A calçada da entrada principal dos atletas e autoridades estava tomada por faixas de alertas, como registrou reportagem do UOL Esporte. Exibir essas imagens numa noite de festa não caía bem, claro.

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       Foto: Pedro Ivo Almeida/UOL

Agora está explicado: foi devido a uma manifestação, pacífica, que a SporTV mostrava apenas a cúpula do majestoso Teatro Municipal, local da festa dos melhores do esporte, na terça-feira, promovida pelo Comitê Olímpico do Brasil.
 
A calçada da entrada principal dos atletas e autoridades estava tomada por faixas de alertas, como registrou reportagem do UOL Esporte. Exibir essas imagens numa noite de festa não caía bem, claro.
 
Os manifestantes questionavam sobre os legados dos megaeventos esportivos, entre eles, a privatização do Maracanã, os fechamentos da pista de atletismo do Estádio Célio de Barros e do Parque Aquático Júlio Delamare, a transformação do Estádio de Remo da Lagoa em área comercial, etc.
 
Essas manifestações são oportunas, pois ao acreditarem nas promessas dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007, atletas, técnicos e torcedores em geral foram iludidos: os espaços ficaram fechados, ociosos e até o Velódromo foi destruído. Já a pista de atletismo do Estádio Célio de Barros foi asfaltada para servir de estacionamento durante a Copa do Mundo, desalojando mais de 300 atletas e seus técnicos, até hoje. 
 
Para saber mais:

E outras matérias que saíram repercutindo o protesto:
 
 
 
 

domingo, 7 de dezembro de 2014

Fiscais do trabalho registram irregularidades em obras dos Jogos Olímpicos


Domingo, 7 de dezembro de 2014
Da Agência Brasil Edição: Aécio Amado
Auditores fiscais do trabalho encontraram irregularidades em obras dos Jogos Olímpicos de 2016. A fiscalização foi feita no Parque Olímpico e na Ilha Pura, no Rio. Foram lavrados 464 autos de infração em duas semanas de atividades nas instalações dos Jogos. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, as infrações são de ordem trabalhista e também quanto a normas de segurança e saúde dos empregados.

sábado, 8 de novembro de 2014

Dossiê feito com comitês populares indica violações de direitos em obras da Copa

Sábado, 8 de novembro de 2014
Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil
A Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa e das Olimpíadas (Ancop) lançou [ontem, 7 de novembro], na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no centro do Rio, o Dossiê Megaeventos e Violações dos Direitos Humanos no Brasil, que aponta as ações que ocorreram nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 e que foi elaborado a partir das avaliações e participações dos comitês populares organizados nestas cidades. O documento, que analisa ainda os efeitos das Olimpíadas de 2016 na sociedade, trata de violações de direitos nas áreas de moradia; trabalho; acesso a serviços e bens públicos e mobilidade; esporte; meio ambiente; acesso à informação, participação e representação populares e segurança pública.
A integrante do Comitê Popular da Copa, Mariana Werneck, que participou da elaboração do dossiê, disse que um levantamento inicial da Ancop indicou que as intervenções nas cidades, em decorrência das obras dos megaeventos, como são classificadas a Copa e as Olimpíadas, iam atingir 250 mil pessoas, número que segundo ela, foi reduzido após o cancelamento de obras que estavam previstas na matriz de responsabilidade da Copa.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Documento sobre violações de Direitos Humanos será lançado na ABI

Quinta, 6 de novembro de 2014
Da ABI
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Por Daniel Mazola*
Nossa Copa foi nas ruas! A Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa e das Olimpíadas (ANCOP) com apoio da Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da ABI, promove ato de lançamento nacional do Dossiê Megaeventos e Violações dos Direitos Humanos no Brasil, versão 2014, no dia 7 de novembro, às 18h, na sede da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), na Rua Araújo Porto Alegre, 71, no Centro do Rio de Janeiro. Representantes dos 12 Comitês Populares da Copa e Olimpíadas estarão presentes ao lançamento do dossiê, que apresenta e atualiza as denúncias de violações de direitos nas cidades-sede dos megaeventos esportivos e as conquistas dos movimentos organizados. O conselheiro Daniel Mazola representará a ABI no lançamento.
Conforme destaca a apresentação do documento, um Dossiê sobre a Copa do Mundo 2014, sediada por 12 cidades brasileiras, e sobre as Olimpíadas 2016, que se realizarão na cidade do Rio de Janeiro, deveria ter como tema central a prática do esporte, das relações pacíficas, culturais e esportivas entre todos os povos do planeta. Deveria falar da alegria de termos sido escolhidos para sediar estes dois grandes eventos. Mas não é disso que trata este Dossiê.
Preparado pela Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa e das Olimpíadas, ele fala de outro lado destes megaeventos. Ele fala de cerca de 250 mil pessoas que, segundo estimativas conservadoras, tiveram seu direito à moradia violado ou ameaçado nessas doze cidades. Ele fala de cidades que se tornaram mais desiguais, tirando das pessoas mais vulneráveis suas condições de trabalho e perpetuando relações de extrema exploração em obras milionárias. Ele fala de investimentos públicos, tão esperados, mas que chegaram para acentuar distâncias sociais, levando os pobres para mais longe das possibilidades de renda e acesso à educação, da fruição da cultura, de espaços públicos e lazer, do meio ambiente e mesmo do acesso ao tão celebrado esporte.
No entanto, a Copa de 2014 mostrou que a paixão do brasileiro pelo futebol não diminui. Na Copa, o povo torceu e acreditou no seu time. Mas alguma coisa certamente mudou. Milhares nas ruas gritando “Não Vai Ter Copa”, mais do que dizer que a Copa não iria acontecer, denunciou a construção de uma cidade para poucos e mostrou a maioria cobrando seus direitos. Essa mudança não se encerrou nas manifestações de junho de 2013.
Esse dossiê mais uma vez reivindica a legitimidade incontestável dos cidadãos de lutarem por seus direitos sem serem criminalizados. O direito de responsabilizarem as autoridades que abusarem de seu poder e de substituírem o arbítrio e a violência pelo princípio da democracia participativa, responsabilização dos servidores públicos e garantia dos direitos humanos, inscritos em nossa Constituição e nos tratados internacionais assinados pelo Brasil.
Apesar das dramáticas realidades que descreve e das violências que denuncia, este Dossiê não é uma lamentação, mas um convite, uma conclamação à luta, à resistência. Copa e Olimpíadas não justificam a violação de direitos humanos. Nenhum direito pode ser violado a pretexto dos interesses e emergências que pretendem impor ao povo brasileiro. A Articulação Nacional dos Comitês da Copa e das Olimpíadas convida todos os cidadãos a participarem da luta para que tenhamos uma CIDADE JUSTA COM RESPEITO À CIDADANIA E AOS DIREITOS HUMANOS!
Precisamos atuar, colaborar, estar ao lado, dialogar e contribuir com a luta do Comitê Popular RIO da Copa e das Olimpíadas, é tarefa de todos nós. As reuniões acontecem todas as terças, às 19h, no 7o andar da ABI.  Confirme sua participação no evento no endereço:
*Description: https://ssl.gstatic.com/ui/v1/icons/mail/images/cleardot.gifDaniel Mazola é jornalista, Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), e Secretário da Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da entidade.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Documentário critica remoções e revela lado 'B' das Olimpíadas no Rio

Quinta, 30 de outubro de 2014
A alegria não é o único sentimento que os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, vão trazer para o povo brasileiro. Pelo menos é essa a mensagem que o longa-metragem “Se Essa Vila Não Fosse Minha”, do diretor Felipe Pena, vai passar. O documentário relata a história dos moradores da Vila Autódromo, que foram despejados para a construção do Parque Olímpico.
Através de depoimentos de pessoas que foram desalojadas, o filme vai mostrar o lado “B” das Olimpíadas. A crítica à desumanização e à arbitrariedade do processo de despejo em nome de um evento privado é o objetivo de Felipe ao longo do filme.

As imagens também não escondem o cenário de guerra em que ficou a Vila Autódromo após a destruição das casas daqueles que aceitaram a remoção. Os que ficaram, tiveram de viver em meio a escombros e ruínas, provando a precariedade da relação do Estado com as pessoas mais pobres do Brasil.

Atualmente, metade das 583 famílias da Vila Autódromo permanece morando no local. As remoções, por conta das Olimpíadas, continuam a desabrigar outras milhares de pessoas nas centenas de comunidades espalhadas pela Cidade Maravilhosa.

O documentário terá sua estreia no dia 18 de novembro, às 10 horas (de Brasília), no Espaço Itaú de Cinema, localizado na Praia de Botafogo, no Rio de Janeiro. O filme também está sendo negociado para ser transmitido no Canal Brasil.

Fonte: Gazeta Esportiva //// Jornal de Brasília
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sábado, 16 de agosto de 2014

Olimpíadas: Debate na ABI discute modelo urbanístico de Barcelona—1992

Sábado, 16 de agosto de 2014
Do site da ABI
Por Igor Waltz
Miquel Fernández González, professor de antropologia da Universidade de Barcelona (Crédito: Raul Azêdo)

O projeto de urbanismo adotado em Barcelona para as Olimpíadas de 1992 é tido hoje como referência em revitalização urbana. Mas por trás desse modelo consagrado se esconde um processo de exclusão de populações mais pobres de áreas históricas da cidade, repressão a movimentos sociais e à imprensa e aumento da desigualdade social. De acordo com o professor da Universidade de Barcelona (UB) Miquel Fernández González, os problemas observados na cidade catalã vêm se repetindo no Rio, que se prepara para os Jogos de 2016.

terça-feira, 22 de julho de 2014

E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu.

Terça, 22 de julho de 2013
Uma semana depois, é oficial: a Copa acabou. No último mês, ficamos amigos do mundo. Suportamos as brincadeiras dos argentinos com fairplay. E, no fim das contas, aplaudimos juntos o pôr-do-sol carioca. Mas com o fim da festa, restou a pergunta: o que ficou, de verdade, para a cidade? Bilhões de reais foram gastos, muitas promessas ficaram no papel e várias demandas da população foram ignoradas. 
Por enquanto, os preparativos para as Olimpíadas têm seguido o mesmo caminho desastroso. Muitas obras sequer foram iniciadas, o orçamento previsto já estourou faz tempo, e milhares de cariocas têm visto seus direitos mais básicos sendo desrespeitados em nome do evento. Mas se por um lado o atraso assusta, ele também pode ser um presente: como nada está pronto, ainda dá tempo de se organizar, resistir e propor.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Altos gastos fazem Suécia desistir de candidatura olímpica de 2022; mas como nossos governantes são do jeito que são. . . teremos Copa e Olimpíada e gastos de bilhões e bilhões de reais

Sexta, 24 de janeiro de 2014
Claudia Varejão Wallin

De Estocolmo para a BBC Brasil
A candidatura de Estocolmo para sediar os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022 foi enterrada praticamente em bloco pelos partidos políticos suecos, com apoio do próprio prefeito da capital sueca e também do primeiro-ministro da Suécia, Fredrik Reinfeldt.

Três argumentos centrais orientaram a decisão, confirmada na sexta-feira: para os políticos suecos a cidade tem prioridades mais importantes, a conta dos gastos para realizar o evento na cidade seria alta demais, e um eventual prejuízo com a organização dos Jogos teria que ser coberta com o dinheiro dos contribuintes.

"Não posso recomendar à Assembleia Municipal que dê prioridade à realização de um evento olímpico", disse o prefeito de Estocolmo, Sten Nordin, em declarações publicadas neste sábado pelo jornal Dagens Nyheter. "Precisamos priorizar outras necessidades, como a construção de mais moradia na cidade."