Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 14 de março de 2017

Deputado Wasny questiona projeto que transforma Hospital de Base em instituto

Terça, 14 de março de 2017
Por Wasny de Roure, deputado distrital PT

O governo, que não logrou êxito na implantação das Organizações da Saúde (OSs), agora apresenta um outro modelo de gestão em que delega o controle ao mesmo autor, o Estado. A proposta reveste-se em nova roupagem a antiga e nefasta prática das OSs.

O projeto, que foi entregue pessoalmente pelo governador Rodrigo Rollemberg aos presidentes das Comissões Permanentes da CLDF, na manhã desta terça-feira (14), quer transformar o Hospital de Base (HBDF) em Instituto e, assim, se libertar das amarras impostas pela Lei de Licitações (8.666) e pelas regras de contratação de servidores públicos. Em síntese é mais uma tentativa de terceirização do serviço público no DF.

Existe uma série de dúvidas que devem ser sanadas. Para isso defendemos um amplo debate em defesa do SUS (Sistema Único de Saúde), do concurso público, com servidores prestando serviço de qualidade, com processo de licitatório transparente e eficiente e na modalidade de pregão eletrônico.

A proposta em contratar “organizações sociais” (Institutos) fora dos limites das despesas de pessoal é uma afronta aos servidores públicos que se encontram em mora em seus direitos trabalhistas já aprovados em lei. O entendimento em contratar as organizações sociais “por fora” afasta o DF cada vez mais da possibilidade em quitar os passivos remuneratórios com as categorias que foram prejudicadas. Ainda mais grave seria a possibilidade em efetivar novos contratos, com clara quebra de cronologia de direitos, criando tratamento diferenciado às organizações sociais em detrimento aos servidores públicos do DF.

Deve-se levar em conta, que será a Câmara Legislativa, em última instância que vai decidir no plenário, sobre a aprovação ou não. O projeto representa risco já que desqualifica o serviço público progressivamente. Portanto temos que aprofundar o debate e reformular o projeto.

Deputado Wasny de Roure (PT-DF)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Wasny denuncia o descredenciamento do SAMU-DF pelo Ministério da Saúde

Quarta, 8 de fevereiro de 2017
Do gabinete do distrital Wasny de Roure (PT)
O deputado Wasny de Roure alertou, da tribuna da CLDF nesta terça-feira (7) que o SAMU-192 (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), foi descredenciado no Distrito Federal por meio da Portaria  do Ministério da Saúde nº 995 de 11 de maio de 2016, em desatendimento ao previsto no artigo 31 da portaria nº 1.010/GM, enquadrando o SAMU-DF nas condicionantes de suspensão previstas no art. 34.
Atualmente a prestação do serviço está comprometida devido à política de ajuste fiscal adotada pelo governo de Rodrigo Rollemberg. O GDF tem deixado ambulâncias paradas por falta de pagamento de fornecedores de combustíveis. Também há casos de ambulâncias e “motolâncias” que estão paradas por falta de enfermeiros e técnicos de enfermagem. As viaturas estão sem seguro.
O SAMU vive sua mais grave crise, a exemplo, da falta de prestação de contas, manutenção de veículos e divulgação do índice de atendimento, o Ministério da Saúde suspendeu repasses da ordem R$ 817,2 mil mensais. Com isso, o DF deixou de receber mais de R$ 9 milhões nos últimos 11 meses.
'A situação é tão grave que o serviço corre o risco de ser descredenciado pelo Ministério da Saúde', afirma Wasny
O parlamentar destacou que o Serviço é o principal componente da Política Nacional de Atenção às Urgências, criada em 2003, que tem como finalidade proteger a vida das pessoas e garantir a qualidade no atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). Funciona 24 horas por dia com equipes de profissionais de saúde e realiza o atendimento de urgência e emergência em qualquer lugar: residências, locais de trabalho e vias pública. O socorro é feito após chamada gratuita por meio do telefone 192. Por mês, no DF, são cerca de 70 mil ligações, 20 mil teleatendimentos médicos e 7 mil atendimentos.
Confira o pronunciamento de Wasny:
Por Eliane Araújo – Comunicação do distrital Wasny de Roure (PT)

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Wasny, acompanhado de Juarezão, cobra do governo do DF a reabertura do Pronto Atendimento Infantil do HRG

Segunda, 24 de outubro de 2016
Foto: WhatsApp
Em reunião hoje (24/10) o deputado distrital Wasny de Roure (PT), acompanhado do presidente da CLDF, Juarezão, cobrou do secretário Humberto Fonseca, da Saúde, providências para viabilizar o mais rápido possível a reabertura do Pronto Socorro Infantil do Hospital Regional do Gama (HRG). Os distritais estavam acompanhados de representantes da comunidade da cidade, dentre as quais Enóquio Souza, presidente do Conselho de Saúde do Gama, e Ana Maria, conselheira tutelar.

Na oportunidade, o secretário da Saúde informou que na última sexta (21/10)  foi aprovada a contratação de 107 pediatras por meio de contrato temporário.

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Leia ainda sobre o HRG:

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Caso da pediatria do HRG: A pedido do distrital Wasny, o secretário de Saúde do DF vai receber comissão de deputados na segunda (24/10)

Quinta, 20 de outubro de 2016
Veja abaixo vídeo em que o deputado Wasny (PT) se manifesta no Plenário da CLDF contra o fechamento do Pronto Atendimento Infantil, PAI, do Hospital Regional do Gama (HRG). No vídeo, também um trecho da reportagem da TV Globo no dia 18 passado.


sexta-feira, 30 de setembro de 2016

PL 1252/2016: Deputado Wasny vai pedir a exclusão do Parque Urbano e Vivencial do Gama dos imóveis a serem repassados ao Iprev

Sexta, 30 de setembro de 2016
O texto é do gabinete do deputado Wasny de Roure. As fotos do gamalivre.com.br, em 26/7/2016. Clique nas imagens para ampliá-las.

A única área dentro do Gama que pode servir de parque para a comunidade está ameaçada. É que, pelo Projeto de Lei (PL 1252), que autoriza a Terracap a doar imóveis ao GDF, que serão repassados ao IPREV (Instituto de Previdência dos Servidores do DF) , está a área destinada ao Parque Urbano e Vivencial do Gama.

De acordo com a Terracap o projeto de loteamento da área foi revogado pelo decreto 8577/85 e no PDL (LC 728/2006) a destinação da área seria para implantação do Parque Urbano e Vivencial do Gama, ou seja; a área precisaria ser desafetada.

Para o deputado Wasny de Roure, líder do PT na CLDF, este projeto fere o princípio da supremacia do interesse público e por isso vai pedir a supressão do Parque da relação de imóveis dados em contrapartida. “Há uma total desarticulação entre os órgãos do governo. O resultado disso, é o envio de um projeto desrespeitoso para com o povo do DF, pois que esse parque já é uma realidade, lá foram construídos, campos de futebol, ciclovias, estacionamentos, entre outras benfeitorias”, destaca o parlamentar

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Entenda mais sobre o problema:

Canalhice contra o Gama! Canalhice contra o patrimônio da sociedade! Canalhice contra o meio ambiente! É Rollemberg propondo destruir o Parque Urbano e Vivencial do Gama. Mandou projeto de Lei tranferindo a área para o Iprev

Canalhice contra o Gama! Continuação

Canalhice do governo Rollemberg contra o Gama —3

Canalhice do governo Rollemberg contra o Gama —4. O que diz o PDL do Gama

Canalhice do governo Rollemberg contra o Gama —5. O que diz o PDOT? Que o Parque Urbano e Vivencial do Gama é de direito parque

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

CLDF, casa do povo ou trampolim para o TCDF?

Terça, 5 de fevereiro de 2013

CLDF o povo  é um simples detalhe? / foto: CLDF 

Hoje começam os trabalhos na Câmara Legislativa do Distrito Federal, e  Wasny de Roure o novo presidente, terá a dura missão de mostrar ao DF que foi eleito para o biênio 2013/2014 porque seu nome representa o melhor para aquela casa e para a população. Afinal, para quem conhece como foi conduzido todo o emaranhado que o levou à vitória, vive a expectativa de ver desmentidos uma série de fatos que habitualmente, não são tornados públicos, os ditos compromissos assumidos para se chegar a um cargo. Leia mais no Blog do Sombra

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Hobsbawm, um historiador de muitas eras

Quinta, 11 de outubro de 202

O deputado Wasny de Roure (PT) enaltece o legado do historiador marxista, Eric Hobsbawm, destacando que ele foi um dos mais influentes pesquisadores dos séculos XIX e XX. Wasny ressalta ainda que Hobsbawm, morto recentemente, era admirado até mesmo pelos pensadores críticos do marxismo."Um dos cérebros mais brilhantes que a humanidade já teve", enfatiza.
A partida recente do historiador marxista, Eric Hobsbawm, um dos mais influentes pesquisadores da história dos séculos XIX e XX, causou a todos nós que convivemos com ele por meio dos seus livros, um desconcertante e profundo pesar. Perdemos um dos cérebros mais brilhantes que a humanidade já teve. O mundo ficou mais pobre de lucidez, de inteligência, de conhecimento e de argumentações sólidas, no entanto, nunca sectárias. Com sua formação intelectual acurada e seu vasto conhecimento sobre inúmeros assuntos, tinha, ainda, muito a nos dizer do alto dos seus 95 anos.

Eric Hobsbawm nasceu em Alexandria- Egito. Seus pais eram de ascendência judia e por isso, quando já moravam em Berlim, em 1933, com a subida de Hitler ao poder, tiveram de deixar cidade e fixaram residência em Londres. Formou-se em História, foi professor universitário e tornou-se membro da Academia Britânica, em 1978, e depois da Academia Americana de Artes e Ciências.

Sua morte provoca em nós uma enorme sensação de vazio, porque o que ele nos transmitiu por meio de suas obras, formou gerações de pensadores e militantes de esquerda, estimulou inúmeros debates, reflexões e encontros. Além da simplicidade, clareza e erudição, suas ideias tinham juventude, força e clareza de argumentação. Dialogou por meio dos seus livros com uma multidão de pessoas de diferentes idades, regiões e ideologias, e de forma especial nos últimos anos com a América Latina, região que despertava nele crescente interesse e certo alento com a perspectiva de surgimento de algo novo no campo da política.

Mesmo sendo um defensor intransigente do marxismo, admitiu seus erros, como, por exemplo, as ideias que alimentaram o comunismo dos países do Leste Europeu. Criticou o stalinismo, que segundo ele, contribuiu de forma decisiva para a queda dos regimes comunistas. Por sua integridade, transparência e compromisso com a verdade, muitos teóricos e estudiosos, mesmo aqueles que não concordavam com a defesa que fazia do marxismo, sempre tiveram por ele grande respeito e admiração, admitindo a influência que dele receberam em muitos momentos.  

Como historiador, Hobsbawm fez uma análise profunda e lúcida dos períodos históricos que tiveram início com a Revolução Francesa. Esse trabalho rigoroso de pesquisa ofereceu ao mundo na década de oitenta obras volumosas que se tornaram referência para qualquer pessoa que quisesse entender melhor a geopolítica do mundo e conhecer mais profundamente as revoluções vividas pelas sociedades humanas. Seus livros: A Era das Revoluções, A Era do Capital, A Era dos Impérios, A Era dos Extremos, a História do Marxismo, sua autobiografia: Tempos Interessantes: Uma Vida no Século XX e seu último livro publicado: Como mudar o mundo, são exemplos de imparcialidade e de capacidade de síntese na apreensão e análise dos fatos históricos, tanto os que se referiam aos países comunistas quanto aos dos países capitalistas.

Em suas obras o autor discorre sobre a história da humanidade a partir da revolução francesa até nossos dias, de forma lúcida, crítica e inteligente, estabelecendo  associações complexas entre épocas e países. Da narrativa dos fatos revolucionários no transcorrer dos séculos,  depreende-se a dinâmica de longo prazo das forças produtivas" e da luta de classes inauguradas com a chegada da burguesia ao poder; marcas e heranças, que hoje podem ser observadas, como ele nos afirma, na "irresistível" dinâmica global do desenvolvimento econômico capitalista e de sua capacidade destrutiva, mesmo daqueles elementos dos quais o capitalismo se beneficiou no passado, como, por exemplo, a estrutura familiar.

Em seu livro intitulado "Como mudar o mundo", publicado em 2011, Hobsbawm traça a história das ideias marxistas com argúcia, clareza e erudição. Fala das vicissitudes pelas quais tem passado ao longo dos anos o pensamento de Marx. Recupera as principais ideias marxistas e faz a defesa irrefutável de sua preservação. Sempre com espírito imparcial que o acompanhou em seu trabalho, reconhece que algumas ideias já se tornaram ultrapassadas, admitindo ainda alguns equívocos desse pensamento. Mas, sobretudo discute com seus leitores "as ferramentas" oferecidas pelo autor de "O Capital" para entender o mundo no século XXI e dele fazer um lugar melhor para se viver. Discorre sobre a grande descoberta de Marx - o conceito de "mais-valia" - e as suas consequências para opressão histórica do operariado e necessária organização para que esse estágio seja superado. E nessa linha de reflexão mostra a vigência e a atualidade de conceitos como globalização e de estado-nação, como conceitos que contribuem para a manutenção da opressão dos trabalhadores.

Finalmente, desafia a muitos que se dizem marxistas a enfrentar o "temor político" que consiste em não assumir esse "desejo" de "mudar o mundo", de ir além de interesses imediatos, de ir a fundo à sua interpretação do mundo, pensando na sua complexidade e estabelecendo relações que nos possibilitem essa visão. Porque, como diz em outro trecho de sua obra, "mudar o mundo significa interpretá-lo." É nesse sentido que, segundo ele, os livros de Marx "não formam um corpus acabado, mas é, como todo pensamento que merece este nome, um interminável trabalho" (de interpretação).

Um trabalho que precisa ser continuamente mantido, pois, segundo suas palavras, "o mundo não ficará melhor por conta própria". 
*Wasny de Roure é deputado distrital pelo PT