Quinta, 9 de abril de 2026
BIBI E TRUMP PEDEM PINICO NA LUTA CONTRA O IRÃ, MAS CONTINUAM MENTINDO
Pedro Augusto Pinho*
Em larga medida, a civilização chinesa foi a inspiradora de imensa parcela da humanidade, dando-lhe a sua escrita, as suas técnicas, as suas concepções do homem e do mundo, e suas instituições políticas, inicia o professor da Universidade de Paris, Jacques Gernet (1921-2018), seu “Le Monde Chinois”, de 1972. E profeticamente escreve: “o Ocidente, sem o saber, a imitou até aos nossos dias, e conhece mal tudo quando deve à China e sem a qual seria difícil ser o que é hoje”.
Há muito da soberba ocidental, que pretende ter colonizado, quando verdadeiramente escravizou o mundo não a uma divindade mas ao poder corruptor do dinheiro.
Esta mesma soberba torna irreal qualquer proposta dos Estados Unidos da América (EUA) de interrupção na guerra que move contra o Irã, porque não luta sozinho, mas com o expansionista e genocida Estado de Israel, no sonho do sionista Theodor Herzl (1860-1904) do “Estado Judeu”, incorporando ao Israel de 1949, toda Palestina, Líbano, Síria, Jordânia e parte do Egito, do Sudão e o norte da Arábia Saudita.
Então qual o sentido dessa palhaçada de trégua? Prender pela noite/madrugada de terça-feira/quarta-feira (7-8/4/2026) os ingênuos de todo mundo num duplo suspense: haverá trégua na guerra contra o Irã, e os quatro tripulantes da nave espacial estadunidense – missão Artemis II da NASA – conseguirão dar a volta à Lua e retornar a Terra?
Realmente, as publicidades nas redes de comunicação devem ter aumentado o preço do seu segundo de divulgação. Inteiramente de acordo com o princípio capitalista que as orienta.
Mas o que será a verdade para aqueles que nela não acreditam ou nem mesmo sabem o que significa “verdade”?
A ideologia neoliberal financeira, que rege o mundo desde os anos 1980, determinada pelas principais praças financeiras do ocidente, Londres e Nova Iorque, impondo que apenas o dinheiro, a moeda, não precisava de passaporte ou documento alfandegário para correr pelo mundo e, assim, se impunha a desregulação financeira, impositivamente aplicada por todos os países capitalistas.
Conseguiram até infiltrar na República Popular da China o capitalista Deng Xiao Ping, que foi responsável pelo massacre, a violenta repressão às manifestações na praça da Paz Celestial, em Pequim, marcadas pela luta contra a corrupção e reivindicações por reformas políticas.
A bem da correção histórica e na defesa do povo chinês esclareça-se que Xiao Ping jamais ocupou quaisquer dos principais cargos da hierarquia do poder na China: Presidente da República e Secretário-Geral do Partido Comunista.
Mentir parece ser o mais arraigado hábito do mundo capitalista, onde o dinheiro compra rigorosamente tudo. O post Eureka News antecipa a próxima mentira, a ser exibida nas telas dos cinemas e nas comunicações audiovisuais pelo mundo: o resgate do militar estadunidense que teve seu avião derrubado próximo às montanhas no Irã.
A TV Iraniana apresenta a mais provável verdade, bastante diferente com toda certeza do discurso de Donald Trump, no salão da Casa Branca, e do futuro filme hollywoodiano.
Transcrito do post Eureka News em tradução livre: “No futuro, obteremos a película estadunidense “Salvar o coronel”, seja qual for seu nome. A estória da brilhante e atrevida missão de resgate no Irã”.
A DERROTA JÁ ACONTECIA PARA OS EUA E LOGO CHEGARIA A ISRAEL
Imaginemos o cenário bélico favorável aos EUA. O Irã derrotado e sua milenar civilização destruída. Lembremos que os EUA já perderam muito na luta pelo controle do petróleo desde a década de 1970, tanto em poder, quanto em decência. Suas mentiras, suas versões de eventos acompanhados pela dócil e corrupta imprensa internacional, mesmo devedora de seus recursos, mas que não comprava todas consciências.
O que vinha dos EUA precisava de algum atestado probatório antes de ser divulgado pela mídia. Apenas o cinema acolhia sem censura os interesses estadunidenses, mas pagava pelo número cada vez menor de espectadores que se dirigiam até para exibições menos tecnologicamente elaboradas.
A vitória dos EUA e de Israel numa guerra levaria à condenação universal da chacina, da hipocrisia, da maldade. Imagine o turista estadunidense em qualquer lugar do mundo! Que acolhimento teria?
Todo cidadão estadunidense estaria fadado a ficar em casa.
A vitória na guerra seria a derrota na paz.
Porém nem mesmo os EUA acreditavam ser capazes de vencer a guerra. E a derrota seria ainda mais cruel, pois não souberam utilizar a superioridade militar diante de um povo que não se curvava, de uma revolução que, ao contrário das divulgações midiáticas a serviço dos EUA, se unia a seus líderes, que também o eram religiosos, além de políticos.
A religião nos EUA é o cofrinho neopentecostal. Muito diferente do islamismo xiita.
E nem estamos tratando das consequências para a China, antevistas a mais de meio século pelo professor Jacques Gernet.
A derrota estadunidense seria também o freio ao expansionismo sionista de Israel e do premier Netanyahu.
A CHINA SALVANDO A CIVILIZAÇÃO QUE A TEM COMO INIMIGA
O professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) Leonardo Trevisan, em recente entrevista no youtube (https://youtu.be/asmCDBn5ifQ?
Desde quando assumiu o poder na China (2013), Xi Jin Ping demonstrou que uma liderança mundial surgia. Foi a criação da Iniciativa de Cinturão e Rota (ICR), que os menos avisados ou detratores fizeram divulgar ser a versão do século XXI da medieval Rota da Seda. Nada disso. Era a proposta democrática para as relações internacionais.
Veja o caro leitor, qualquer grupo, por mais numeroso que seja, como os 193 membros permanentes e dois observadores não membros (Vaticano e Estado da Palestina) da Organização das Nações Unidas (ONU), sempre encontrarão um meio de congregar os mais fortes contra os mais fracos.
A ICR congrega 160 países: 52 da África, 42 da Ásia e do Oriente Médio, sete deste último (Arábia Saudita, Irã, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Omã, Catar e Kuwait), 34 da Europa, 21 da América Latina e Caribe e 11 da Oceania. Consideramos membros aqueles que firmaram o “Memorando de Entendimento”, com a República Popular da China. Na Ásia se destaca o Paquistão, o “corredor central”.
Os setores que merecem maior número de projetos são o de Infraestrutura, especialmente de transporte, de produção de Energia e de desenvolvimento Tecnológico, nas áreas da comunicação e processamento digital, plataformas de pagamento e tecnologias verdes.
Lamentavelmente o Brasil, de todos presidentes após 2013 (Dilma Rousseff, Michel Temer, Jair Bolsonaro e Lula da Silva), não se interessaram em participar deste núcleo de progresso pacífico mundial. Perde muito mais o Brasil do que a China.
E, agora, diante do falastrão impulsionado pelo genocida, a China usa sua posição de potência mundial, em qualquer setor que se investigue, para promover a paz, o convívio dos seres humanos em todas as suas diversidades, em prol da humanidade.
*Pedro Augusto Pinho, administrador aposentado.
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