Quarta, 8 de abril de 2026
Unidade ambiental anunciada pelo GDF (em amarelo no mapa acima) seria pequena e não engloba a Gleba A (em marrom), com área dez vezes maior e que foi transferida pelo GDF para o BRB. O novo parque está longe de proteger as mais de cem nascentes já mapeadas na região. Ambientalistas se dizem decepcionados com o que para eles foi uma forma de confundir o imaginário social. Na CLDF, parque foi chamdo de “fake”.
Por Chico Sant’Anna. Mapas e ilustrações elaborados pela Associação Preserva Serrinha.
Defensores da natureza e do verde respiraram aliviados ao saber que a nova governadora Celina Leão (PP) havia assinado um decreto criando o “Parque da Serrinha”. Para muitos, era uma vitória dos movimentos que defendiam a preservação da área repassada pelo ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) ao Banco Regional de Brasília, na sua estratégia de tapar o rombo criado nas tratativas financeiras entre o Banco Master e o BRB. A alegria, contudo, durou pouco. O parque criado nada tem a ver com a Gleba A, disponibilizada ao banco, com o aval da base governista dos deputados distritais. Ambientalistas se dizem frustrados e que Celina não fez o prometido.
Para o deputado distrital Gabriel Magno, “Celina mentiu, enganou a população. O parque é fake. Ao não preservar a área da Gleba A, bem como a área projetada para a expansão do Setor Taquari, o GDF dá um aceno a especulação imobiliária, apontando que a área ainda é passível de receber projetos habitacionais” “A Serrinha do Paranoá continua ameaçada! A governadora Celina Leão assinou um decreto que cria o Parque Distrital da Serrinha, mas a área definida é diferente daquela prevista na lei que entrega terrenos públicos numa tentativa de cobrir o rombo bilionário do BRB” – comentou o distrital Fábio Félix (Psol). Magno disse que a meta agora é tentar aprovar um projeto de lei que retire a Serrinha do rol de imóveis repassados ao BRB. Celina aventou essa possibilidade, mas segundo o parlamentar, nada fez de concreto nesse sentido.

