Terça, 21 de abril de 2026
Em conjunto
China apoia declaração de Brasil, México e Espanha e exige fim do bloqueio a Cuba
"Os EUA precisam ouvir essa voz justa e encerrar imediatamente o bloqueio e as sanções" afirmou o porta-voz, Guo Jiakun
Brasil de Fato — Pequim (China)
21.abr.2026
Lula e Xi Jinping buscam articulação internacional contra o bloqueio dos Estados Unidos a Cuba, em meio à crise energética no país caribenho
A China voltou a cobrar nesta terça-feira (21) o fim do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba e manifestou apoio à declaração conjunta de Brasil, México e Espanha sobre a crise humanitária no país caribenho. A posição foi apresentada em Pequim pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun.
O posicionamento dos três países, divulgado em 18 de abril, expressa preocupação com o agravamento das condições de vida em Cuba e defende medidas urgentes para aliviar os impactos da crise sobre a população.
Ao comentar o tema, Guo afirmou que cresce a oposição às sanções contra Havana e defendeu que Washington reveja sua política em relação à ilha.
“O governo dos EUA precisa ouvir essa voz justa e encerrar imediatamente o bloqueio, as sanções e qualquer forma de coerção e pressão contra Cuba”, disse o porta-voz.
A chancelaria chinesa também reiterou apoio à soberania cubana e afirmou estar disposta a atuar em conjunto com outros países contra interferências externas.
“A China está pronta para trabalhar com todas as partes para apoiar firmemente Cuba na salvaguarda de sua soberania e segurança nacionais e na oposição à interferência externa”, afirmou Guo.
A nova manifestação amplia a pressão internacional contra a política de sanções de Washington, citada por Havana como parte central da crise econômica e dos problemas de abastecimento e energéticos enfrentados pela população cubana.
Cooperação com Cuba inclui energia solar, alimentos e ajuda emergencial
Em meio aos apagões, à escassez de alimentos e ao agravamento da crise econômica em Cuba, a China intensificou nos últimos meses o envio de ajuda ao país caribenho.
Em janeiro, Pequim anunciou US$ 80 milhões em ajuda emergencial voltada principalmente à recuperação do sistema elétrico cubano, além da doação de 60 mil toneladas de arroz para fortalecer o abastecimento interno.
Na área energética, a parceria tem avançado com o envio de equipamentos fotovoltaicos e kits solares destinados a hospitais, policlínicas e comunidades afetadas pelos cortes de energia. A meta é reduzir os impactos imediatos dos apagões e ampliar a capacidade de geração elétrica do país.
Com financiamento e tecnologia chinesa, Cuba também incorporou mais de 1.000 megawatts de energia solar no último ano e conectou 49 novos parques solares à rede nacional, em uma tentativa de diminuir a dependência de combustíveis importados e enfrentar a vulnerabilidade do sistema energético.
O movimento reforça o papel de Pequim como principal parceiro estratégico de Havana em um momento de forte pressão econômica. Ao mesmo tempo, evidencia o isolamento crescente da política de sanções de Washington, cada vez mais criticada por governos e organismos internacionais devido aos seus impactos sociais.
Editado por: Thaís Ferraz





