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quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Retrospectiva —Extrema direita termina 2024 com menos força política e na mira da Justiça

Quinta, 2 de janeiro de 2024

Com derrota eleitoral e políticos envolvidos na trama golpista, bolsonarismo


O general Braga Netto e o ex-presidente Jair Bolsonaro - Marcelo Camargo/Agência Brasil

Igor Carvalho
Brasil de Fato | São Paulo (SP) | 02 de janeiro de 2025

O ano de 2024 foi marcado por investigações policiais, escândalos políticos e mobilizações golpistas, envolvendo líderes e apoiadores da extrema-direita no Brasil. As operações da Polícia Federal e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) impactaram figuras proeminentes, enquanto a agenda política do setor, atrelada ao bolsonarismo, sofreu derrotas significativas nas eleições municipais.

Já no começo do ano, em 8 de fevereiro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Tempus Veritatis, investigando uma tentativa de golpe de Estado atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados como o general Walter Braga Netto e Valdemar Costa Neto, presidente do PL. O objetivo seria reverter os resultados das eleições de 2022.

Na mesma operação, a Polícia Federal prendeu, ainda, dois ex-auxiliares do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL): o ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência Filipe Martins e o ex-ajudante de ordens coronel Marcelo Câmara.

Filipe Martins era considerado um dos mentores do chamado “gabinete do ódio” — grupo que usava as redes sociais para disseminar desinformações e mentiras sobre pautas consideradas importantes para o bolsonarismo e também para atacar inimigos do ex-presidente com notícias falsas.

Matar o presidente

Em julho, surgiram as primeiras denúncias públicas sobre o envolvimento de militares como os coronéis Mario Fernandes e Hélio Ferreira Lima em planos golpistas. As denúncias agravaram a crise institucional e reforçaram o clima de desconfiança entre as Forças Armadas e o governo.

No dia 21 de novembro, ocorreu o episódio que pode marcar para sempre o bolsonarismo. A Polícia Federal apresentou ao STF um relatório detalhado que resultou no indiciamento de 37 pessoas, incluindo Jair Bolsonaro, por crimes de conspiração e tentativa de golpe de Estado. A acusação baseou-se em uma série de evidências reunidas ao longo de dois anos de investigações.