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segunda-feira, 9 de maio de 2022

Resultado da Petrobras 1º tri: absurdas isenções sustentam a festa

Segunda, 9 de maio de 2022



Resultado da Petrobras 1º tri: absurdas isenções sustentam a festa

Por Cláudio da Costa Oliveira.
9 De Maio De 2022

Quem manda na estatal hoje nem são os acionistas, é o ‘mercado’

A Petrobras divulgou em 5 de maio seus resultados contábeis referentes ao 1º trimestre de 2022. Com um lucro líquido de US$ 8,4 bilhões e Geração Operacional de Caixa de US$ 10,4 bilhões, a estatal vai cumprindo com suas obrigações com o “mercado”, mas não com o povo brasileiro, sufocado e empobrecido.

Se a empresa quer atuar como empresa privada, ela deveria também ser taxada como tal. Mas não é o que acontece. Basta comparar a relação Geração de Caixa / Receita da petroleira brasileira com as demais internacionais (Exxon, Chevron, Shell, BP e Total) para verificar (pelo menos para quem entende do assunto) que existe uma enorme distorção.

Somente a renúncia fiscal com a não taxação da exportação de petróleo bruto e a isenção de Participação Especial na cessão onerosa geraram um impacto positivo para a companhia – e negativo para o povo – de mais de US$ 5 bilhões neste primeiro trimestre.

Enquanto isto, nossos parlamentares, em vez de buscarem taxar a empresa adequadamente, estudam alternativas estapafúrdias, e inócuas, não sabemos se por incompetência ou seja lá por qual motivo.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Petrobras processará gás para estrangeiras competirem com ela

Quarta, 29 de dezembro de 2021



Estatal brasileira ‘financia’ petroleiras multinacionais.

Do Monitor Mercantil
28 De Dezembro De 2021



A Petrobras assinou com a Shell Brasil, Repsol Sinopec Brasil e Petrogal contratos de compra e venda de gás para operações conhecidas como swap. A estatal brasileira processará o gás produzido pelas três petroleiras multinacionais e, depois, o gás é novamente disponibilizado para as empresas transportarem até seus clientes, viabilizando o acesso direto delas ao mercado.

Os contratos são os primeiros nesta modalidade e permitem que produtores nacionais antecipem o acesso ao mercado e viabilizem o início de fornecimento já a partir de 1º de janeiro de 2022. O ex-diretor da Petrobras Guilherme Estrella escreveu há alguns meses que a estatal estava sendo “financiadora” das petroleiras estrangeiras.

Em nota, a Petrobras informa que “segue adotando medidas que contribuem para o processo de abertura do mercado de gás natural, em linha com os compromissos assumidos do Termo de Compromisso de Cessação firmado com o Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica], com a finalidade de alcançar um mercado aberto, competitivo e sustentável no Brasil”.



Fonte: Monitor Mercantil