Quarta, 8 de maio de 2013
Ações visam ao reassentamento de famílias que fazem
parte de acordo firmado no ano de 86 e o cumprimento, por parte da
CHESF, de obras que não foram executadas em reassentamentos
Do MPF na Bahia
Procurador ouve população ribeirinha em Paulo Afonso/BA
O Ministério Público Federal (MPF) em
Paulo Afonso/BA ajuizou duas ações contra a Companhia Hidro Elétrica do
Vale do São Francisco (CHESF), para que a empresa cumpra o que foi
firmado, através de acordos assinados na década de 80, com as famílias
afetadas pela construção da Barragem de Itaparica. O MPF apurou que
famílias foram excluídas irregularmente dos planos de reassentamento,
além de existirem obras fora dos padrões acordados ou que nunca foram
executadas nas vilas construídas para a assentar os prejudicados pelo
lago da barragem.
Conforme as ações, nos anos 80 a
CHESF fez um levantamento para a construção da Barragem de Itaparica e
constatou que as populações afetadas estariam espalhadas pelos
municípios baianos de Glória, Rodelas e Chorrochó e pelos pernambucanos
Petrolândia, Itacuruba, Belém do São Francisco e Floresta. Os moradores
destas regiões foram contatados pela empresa, que prometeu um plano de
migração e reassentamento chamado “Mudar para Melhor”, que seria,
supostamente, rápido, ordeiro e respeitoso com os moradores.
