“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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domingo, 3 de março de 2019

Libertadoras brasileiras

Março
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Libertadoras brasileiras

Hoje terminou, em 1770, o reinado de Teresa de Benguela em Quariterê. Foi um dos santuários de liberdade dos escravos fugidos no Brasil. Durante 20 anos, Teresa enlouqueceu os soldados do governador de Mato Grosso. Não conseguiram apanhá-la viva.
Nos esconderijos da floresta, houve umas quantas mulheres que além de cozinhar e parir foram capazes de competir e de mandar, como Zacimba Gambá, no Espírito Santo, Mariana Crioula, no interior do Rio de Janeiro, Zeferina, na Bahia, e Felipa Maria Aranha, no Tocantins.
No Pará, nas margens do rio Trombetas, não havia quem discutisse as ordens de Mãe Domingas.
No vasto refúgio de Palmares, em Alagoas, a princesa africana Aqualtune governou uma aldeia livre, até que foi incendiada pelas tropas coloniais em 1677.
Ainda existe, e se chama Conceição das Crioulas, em Pernambuco, a comunidade que duas negras fugitivas, as irmãs Francisca e Mendecha Ferreira, fundaram em 1802.
Quando as tropas escravistas andavam por perto, as escravas liberadas enchiam de sementes suas frondosas cabeleiras africanas. Como em outros lugares das Américas, transformavam suas cabeças em celeiros, para o caso de ter que sair correndo em disparada.

(Eduardo Galeano, no livro ‘Os filhos dos dias’. L&PM Editores, 2012, 2ª ed., pág. 83)

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Cais do Valongo recebe título de Patrimônio Mundial da Unesco

Sexta, 23 de novembro de 2018

Por Jéssica Antunes*  Rio de Janeiro

O Cais do Valongo, maior porto de entrada de negros escravizados na América Latina, recebeu na manhã de hoje (23) o título de Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O sítio arqueológico fica na zona portuária do Rio de Janeiro e foi descoberto em 2011, durante escavações das obras do Porto Maravilha.


Para a representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto, a entrega do título não se trata de um prêmio, mas de uma forma de reforçar a responsabilidade do Poder Público em preservar a memória e cultura afrobrasileira.

domingo, 5 de novembro de 2017

Maior emigração forçada da História da Humanidade, a escravidão no Brasil é tema de um documentário exemplar

Domingo, 5 de novembro de 2017
Do Blogue Náufrago da Utopia
Celso Lungaretti
Toque do editor
Recebi esta mensagem, acompanhada do link do vídeo abaixo, do companheiro José De Souza:
"Olá, Celso! Vai aqui mais uma pérola que achei no Youtube e gostaria de compartilhar com os amigos. Trata-se do documentário da BBC, Brasil, uma história inconveniente (totalmente legendado em português), sobre a barbárie de nossas elites de escravocratas e o impacto que isso vem tendo até hoje na nossa vida social. Eu acho que esse tipo de fonte para discussão jamais passaria na TV comercial. Espero que você goste e, se gostar, divulgar para outros".
Agradeço e já estou colocando no ar (juntamente com outro vídeo que vem bem a calhar, o da trilha sonora da obra máxima do teatro brasileiro sobre a escravidão, a peça Arena conta Zumbi). Para ganhar tempo, aproveitarei a apresentação do site Acutalatina, cuja equipe cumprimento pelo ótimo trabalho.

UMA HISTÓRIA INCONVENIENTE SOBRE A ESCRAVIDÃO

Portugal foi responsável pela maior emigração forçada da história da humanidade. De Angola chegou ao Brasil um número 10 vezes superior de escravos, comparado à America do Norte. Este documentário, sobre o passado colonial do Brasil, foi realizado em 2000 por Phil Grabsky, para a BBC History Channel. Ganhou um Gold Remi Award no Houston International Film Festival em 2001. Uma verdade inconveniente da história de Portugal.