Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
Mostrando postagens com marcador funai. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador funai. Mostrar todas as postagens

domingo, 26 de junho de 2016

Bolsonaro mente sobre a Funai

Domingo, 26 de junho de 2016

Da Pública
Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo 

por | 24 de junho de 2016
Deputado Eduardo Bolsonaro, do PSC-SP, usou vídeo disponível no YouTube para dizer que órgão entra em propriedades rurais para “colocar índios dentro delas”, mas afirmação é falsa


“[Imagens da internet] mostram a Funai (…) invadindo fazendas, com o apoio de homens armados da Força Nacional, para colocar índios dentro delas.” – deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), em discurso na Câmara no dia 16 


Falso


O deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) usou o plenário da Câmara, no dia 16, para acusar a Fundação Nacional do Índio (Funai) de invadir fazendas, usando o apoio da Força Nacional, para “colocar índios dentro delas”. A prova disso, segundo o parlamentar, estaria em um vídeo do YouTube, publicado em agosto de 2015 e divulgado no Facebook, na mesma época, pela página Fora PT. Entramos em contato com o gabinete de Bolsonaro e um assessor confirmou que o deputado se referiu a este material em seu discurso. O Truco no Congresso – projeto de fact-checking da Agência Pública, feito em parceria com o Congresso em Foco – verificou as informações e descobriu que o deputado mentiu, distorcendo os acontecimentos mostrados na gravação.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

“A Funai está sendo desvalorizada e sua autonomia totalmente desconsiderada”, diz ex-presidente

Quarta, 28 de janeiro de 2015
Da Pública
Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo
Na primeira entrevista desde que deixou o cargo, Maria Augusta Assirati fala sobre a interferência política no órgão indigenista, liderada pela Casa Civil e pelo Ministério da Justiça. E revela a manobra do governo para licenciar a usina de São Luiz do Tapajós
Maria Augusta Assirati foi presidente interina da Fundação Nacional do Índio (Funai) por um 1 ano e 4 meses, tempo em que ela diz ter vivido com “grande descontentamento e constrangimento”. Na gestão que menos demarcou terras desde José Sarney, ela aponta a interferência política do governo Dilma Rousseff como a maior responsável pela paralisação do trabalho técnico do órgão indigenista. “A orientação é no sentido de que nenhum processo de demarcação em nenhum estágio, delimitação, declaração, ou homologação, tramite sem a avaliação do Ministério da Justiça e da Casa Civil”.
imagem agencia brasil
Assirati ao lado do ministro José
Eduardo Cardozo, do Ministério da
Justiça, ao qual a Funai responde.
Ela descreve como a interferência política
segura o trabalho técnico do órgão
indigenista: “nada mais, nesse momento,
depende apenas da Funai”.
Foto: Agência Brasil
Na primeira entrevista desde que saiu, em outubro, ela fala sobre o estopim para o seu pedido de exoneração: uma manobra para licenciar a usina de São Luiz do Tapajós, que pode alagar terra Munduruku (leia mais na nossa reportagem). Depois de analisar o caso e se comprometer com os indígenas a publicar o relatório que delimita a terra, Assirati diz que foi obrigada a voltar atrás. “Nós tivemos que descumprir esse compromisso em razão da prioridade que o governo deu ao empreendimento. Isso é grave”.
A ex-presidente da Funai fala sobre como tentou apresentar uma alternativa, propondo que se selecionasse outro local para a obra. Mas o governo não teria considerado a solução satisfatória, pois o setor elétrico indicava que o leilão precisava ser lançado ainda em 2014.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Movimentos afirmam que Funai está trabalhando para viabilizar Belo Monte

Quarta, 26 de janeiro de 2011
Da Radioagência NP
Os movimentos sociais do estado do Pará divulgaram uma nota denunciando que o Governo Federal e a Fundação Nacional do Índio (Funai) estão  assediando indígenas da Associação dos Indígenas Moradores de Altamira-PA (AIMA). Eles afirmam que o governo e a Funai querem que os índios desistam da luta contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte.

De acordo com a ex-presidente da Aima, Juma Xupaia, com doação de cestas básicas, bens materiais e dinheiro, os representantes da Norte Energia – com conhecimento da Funai – estão convencendo os indígenas sobre a necessidade de construção da obra. Para ela, esse tipo de assédio ocorre devido à condição de vida em que vive os índios.  Juma ainda afirma que aqueles que recusam as propostas são “constantemente ameaçados”.

Ela também denuncia que entre os dias 17 e 22 de janeiro, os indígenas foram mobilizados pela própria Funai – com o apoio da Norte Energia – para participarem de reuniões.

Devido à sua atuação contra a hidrelétrica, no último dia 22, Juma confirmou que foi tirada do cargo de presidente. O comunicado foi feito pela Funai. O novo presidente da Associação é o índio Luis Xipaia, que já não luta mais contra a construção de Belo Monte.

A hidrelétrica, projetada para ser construída no Rio Xingu, é combatida por movimentos sociais e ambientalistas. Além da inviabilidade econômica, já foram apresentados documentos mostrando falhas nos estudos de impactos ambientais do projeto. Também foi concluído que a hidrelétrica deve causar graves consequências para os habitantes da região e para o ecossistema da floresta amazônica.

De São Paulo, da Radioagência NP, com informações da Agência Adital, Danilo Augusto.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Funai restringe entrada em terras indígenas na região de Belo Monte

Terça, 25 de janeiro de 2011
Da Agência Pulsar Brasil
A Fundação Nacional do Índio (Funai) restringe por mais de dois anos a entrada de pessoas em terras indígenas no Pará. A portaria número 38, publicada no Diário Oficial, tem por objetivo o estudo de grupos indígenas isolados.

De acordo com o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), a terra indígena Ituna/Itatá  tem uma área de mais de 137 mil hectares. Ela está a cerca de 70 km do canteiro de obras da hidrelétrica de Belo Monte, entre os rios Xingú e Bacajá.

Com o projeto, a região pode ser afetada pela migração. São esperadas 100 mil pessoas durante o período de instalação da usina. O secretário-adjunto do CIMI Cleber Busato afirma que esse aumento populacional pode levar a extinção dos povos indígenas.

Busato aponta a contradição entre o isolamento da área e a liberação da construção da usina de Belo Monte pela Funai. A liberação, feita em outubro de 2009, foi uma decisão que ignorou o parecer técnico do próprio órgão.

O documento da Funai apontou, entre outros problemas, a falta de um estudo que permitisse a completa avaliação dos impactos para os povos indígenas da região.

A hidrelétrica de Belo Monte é alvo de oposição de diversos grupos sociais devido aos impactos sociais e ambientais na região amazônica. No último 13 de janeiro, Abelardo Azevedo abandonou a presidência do Ibama por discordar do projeto.

Segundo a Funai, existem 67 referências de grupos indígenas isolados em todo o Brasil. Já as pesquisas realizadas pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI) indicam 90.(pulsar/brasilatual)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Funai confirma reunião com índios que ocupam usina em MT

Segunda, 26 de julho de 2010
Da Agência Brasil
Paula Laboissière - Repórter

Brasília - A Fundação Nacional do Índio (Funai) confirmou para hoje (26) uma reunião com os cerca de 300 índios que ocupam a entrada do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Dardanelos, em Aripuanã (MT).

O procurador Flávio Chiarelli e a assessora técnica Vivian Gladys Oliveira, ambos da Funai, já seguiram para o local com o objetivo de intermediar o conflito. De acordo com o órgão, os índios aguardam ainda um encontro com representantes do governo de Mato Grosso.

Por meio de nota, a Funai confirmou que todos os 300 trabalhadores mantidos reféns já foram libertados e que não houve nenhum tipo de agressão. Os índios aceitaram trocá-los por cinco funcionários da empresa Águas da Pedra, responsável pelas obras.

A Funai destacou ainda que chegou a fazer uma série de ressalvas no estudo de impacto ambiental, apresentado pelo grupo responsável pela construção da hidrelétrica. A empresa se comprometeu a entregar o Plano Básico Ambiental, com as compensações ou ações mitigadoras referentes ao impacto social provocado na região.

A decisão ficou acordada em junho deste ano, e o documento final deveria ter sido entregue no último dia 22, o que não ocorreu. Para a Funai, o fato de os índios não saberem as compensações ou ações de mitigação provocou revolta e ocasionou a ocupação da hidrelétrica na manhã de ontem (25). Os índios são das etnias Cinta Larga, Arara, Kayaby, Apiaká, Zoró, Menkü e Enawenê-Nawê.