Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 6 de junho de 2017

Janaina Paschoal pede a cassação de Temer e diz que o PSDB é igual ao PT

Terça, 6 de junho de 2017
Da Tribuna da Internet
Jorge Béja
Nesta segunda-feira, troquei mensagens com a doutora Janaína Conceição Paschoal, professora de Direito Penal da Universidade de São Paulo. Depois, perguntei a ela se poderia enviar tudo para publicarmos na “Tribuna da Internet”, inclusive as informações que ela passou no Twitter sobre o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral e a entrevista do ex-prefeito petista Fernando Haddad à revista Piauí, na qual ele desenvolve a estranha teoria de que o senador tucano José Serra foi o verdadeiro inspirador do impeachment de Dilma Rousseff.
Quando pedi autorização para publicar suas mensagens, a dra. Janaína Paschoal me respondeu com este desabafo, fulminante: “Claro! Estou muito triste com tudo isso! Como explicar aos alunos uma absolvição por excesso de provas? É muita originalidade até para o Brasil”.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Carta Aberta à Doutora Janaína Conceição Paschoal

Sexta, 19 de maio de 2017 
O presidente da República, tarde da noite, recebe em sua residência oficial, um empresário que conta e detalha ao Chefe da Nação a prática de um monte de crimes que o empresário visitante vem cometendo. Crimes contra os interesses nacionais. Crimes contra a Administração da Justiça. Crimes de corrupção.  Crimes de Lesa Pátria. E o presidente ouve tudo, sem esboçar reação. E quando esboça, incentiva o empresário a continuar nas práticas criminosas.

Da Tribuna da Internet

Resultado de imagem para TEMER E DILMA
Uma decepção: Temer é igual ou pior do que Dilma

Jorge Béja
Naquela sessão do Senado que decidiu pelo impeachment de Dilma Rousseff, a senhora, doutora Janaína Paschoal, ao subir à tribuna para fazer sua última sustentação oral antes da votação final, a senhora chorou. Chorou quando disse que o pedido de afastamento de Dilma Rousseff, do qual a senhora foi uma das subscritoras e ativa participante de todo o processo, tinha sido feito preocupada com o Brasil. Com o futuro do país e de seu povo. E em benefício de todas as gerações futuras. Em benefício “de seu neto”, disse a senhora, referindo-se ao menino, o pequeno neto da presidente Dilma.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Senadores petistas e advogada Janaína Paschoal trocam ofensas na Comissão do Impeachment

Segunda, 27 de junho de 2016


 'As pessoas medem as outras pela própria régua' (Janaína Paschoal)
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Mariana Jungmann – Repórter da Agência Brasil
Brasília - O senador Lindbergh Farias na Comissão Processante do Impeachment durante oitiva de Patrus Ananias, testemunha de defesa de Dilma (Wilson Dias/Agência Brasil)
O senador Lindbergh Farias acusa Janaína Paschoal de ter sido contratada pelo PSDB  —Wilson Dias/Agência Brasil
Um bate-boca marcou os trabalhos da Comissão Processante do Impeachment hoje (27), durante a oitiva do ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, como testemunha de defesa da presidenta afastada, Dilma Rousseff. Depois de ter dito em plenário que o juiz que determinou a prisão de seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, tinha sido orientando pela advogada de acusação do processo de impeachment, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), voltou a levantar o assunto durante a reunião da comissão.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Dá-lhe, Janaína!

Sexta, 15 de abril de 2016
Da Tribuna da Internet

Janaína Paschoal cavalga o corcel Impeachment
em pleno planalto

Jorge Béja
O título deste artigo vem do mundo do turfe. Décadas e décadas atrás, das arquibancadas do Jóckey Club Brasileiro, no Rio, os turfistas torciam assim, numa emocionante gritaria: “Dá-lhe, Rigoni”, “Dá-lhe, Esteves”, “Dá-lhe, Juvenal”, “Dá-lhe, Portilho”, “Dá-lhe, Ricardo”…  Luiz Rigoni (L.Rigoni), Francisco Esteves (F.,Esteves), J. M. Silva (Juvenal Machado da Silva), José Portilho (J. Portilho) e Antonio Ricardo (A. Ricardo) foram alguns jóqueis-estrelas e campeoníssimos que brilharam no turfe nacional. Deles, o único vivo é o Juvenal, que não monta mais.

A gritaria começava a partir da metade da reta final, quando os animais que montavam vinham na frente em disputa “cabeça-a-cabeça” com outro ou outros animais ou vinham de trás e atropelavam para vencer. A gritaria durava cerca de 15 a 20 segundos até o “cruzam a reta final”, como narravam os saudosos e insubstituíveis Theófilo de Vasconcellos e Ernani Pires Ferreira.

UM OUTRO GP BRASIL

terça-feira, 5 de abril de 2016

No embate na Comissão do Impeachment: Janaína 7 X 1 Dilma

Terça, 5 de abril de 2016
Da Tribuna da Internet

Janaina Paschoal não deixou pergunta
sem resposta e deu um show

Jorge Béja
Aquele 7 a 1 que a Alemanha impôs ao Brasil na Copa da Mundo de 2014 se tornou símbolo de derrota. Vergonhosa derrota. Uma surra. É um placar estigmatizado que serve para retratar o resultado de qualquer confronto, quando se busca saber quem foi o vencedor em qualquer campo da atividade humana. Ontem, foi a vez da presidente Dilma se defender. Em seu nome e na sua representação apresentou-se o Advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo, que entregou defesa escrita à Comissão Especial do Impeachment e fez sustentação oral. Cardozo tem voz firme, fala com desenvoltura, é culto e parece transmitir segurança no que diz.

Mas quando a causa é ingrata, não é boa, nem o saber, a habilidade e a versatilidade dos advogados podem fazer milagres. Cardozo até que tentou, sem conseguir. Isso já não aconteceu semana passada, quando a advogada e professora de Direito Penal da USP, Janaína Paschoal, falou à mesma Comissão. Além do talento, do desembaraço e da facilidade de exposição, Janaína convenceu. A causa era boa. Os fatos eram incontroversos. E o Direito estava ao seu lado. Cardozo fez retórica. Janaína, não.

 A DEFESA QUE FEZ CARDOSO
Após abordar conceitos e fundamentos da Ciência Penal e do Direito Constitucional, Cardozo começou atacando Eduardo Cunha, desqualificando-o. Foi inútil enveredar por este caminho. A questão gira em torno da competência e da atribuição constitucional para receber denúncia contra a presidente da República. E ambas são do presidente da Câmara dos Deputados, seja um santo, seja um pecador.

Depois, Cardozo considerou inepta a petição da denúncia, não porque a peça teria desatendido aos pressupostos legais visando o desenvolvimento válido e regular do processo. Não foi nada disso. Para Cardozo, a petição era inepta porque seus subscritores se viram obrigados a comparecer diante da Comissão para, digamos, emendar a peça!

Não, ministro Cardozo. Janaína Paschoal e Miguel Reale Júnior foram lá convidados. Eles não se ofereceram. Foi a Comissão que os chamou para ouvi-los. E no dia seguinte também foram ouvidos o ministro da Fazenda e um professor de Direito Tributário da UERJ, estes em defesa da acusada. Cada um dos quatro que foram chamados teve 30 minutos para falar à Comissão. Logo, não ocorreu desequilíbrio de tratamento.

Comissão Especial de Impeachment tem o poder e a prerrogativa de “proceder às diligências que julgar necessárias ao esclarecimento da denúncia”, como consta no artigo 20 da Lei nº 1079/50. Convocar uma ou ambas as partes é ato diligencial.

IGUALDADE DE TRATAMENTO
Tratamento desigual houve, sim, em benefício da presidente-denunciada. Cardozo, seu defensor, além de entregar a defesa escrita, falou à Comissão por duas horas seguidas, que somadas aos 30 minutos que o ministro da Fazenda e o professor da Uerj tiveram cada um e utilizaram em defesa da presidente, totalizam três horas de sustentação oral, contra apenas uma hora (meia hora para Janaína e meia hora para Miguel Reale Júnior). Foi ou não foi?

E mais: Cardozo também desaprovou a convocação e oitiva dos professores Miguel Reale e Janaína Paschoal, desta vez porque Dilma, a denunciada não foi intimada. Mas Cardozo silenciou a respeito da convocação e oitiva do ministro da Fazenda e do professor da UERJ, sem que Dilma também não tivesse sido intimada!!

O CERNE DA QUESTÃO
O ponto central é o seguinte: a presidente Dilma ordenou, autorizou ou realizou operação de crédito interno, sem prévia autorização legislativa? Dilma também ordenou ou autorizou a assunção de obrigação nos dois últimos quadrimestres do último ano do mandato, cuja despesa não tenha sido paga no mesmo exercício financeiro, ou caso tenha restado parcela a ser paga no exercício seguinte, não existiu contrapartida suficiente de disponibilidade de caixa? Às duas indagações as respostas são positivas. E presidente da República que assim procede, comete crimes contra as finanças, conforme dispõem os artigos 359-A e 359-C do Código Penal. As penas são de reclusão de 1 a 2 anos.

Tudo isso foi muito bem explicado pela doutora Janaína Paschoal, que também demonstrou que a Lei Complementar nº 101/2000, que estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, não se aplica apenas a prefeitos e governadores. O presidente da República é também o destinatário desta lei. A conferir: “Artigo 1º, parágrafo 2º – As disposições desta Lei Complementar obrigam a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios”.

E o artigo 36 da LC 101/2000 é bastante claro ao dizer que “é proibida a operação de crédito entre uma instituição financeira estatal e o ente da Federação que a controle, na qualidade de beneficiário do empréstimo”.

AÇÃO MANU MILITARI
E foi justamente isso que Dilma fez. Sem autorização do parlamento apanhou dinheiro na CEF, no BB e no BNDES e não quitou o débito. Se apanhar o dinheiro jamais poderia, deixar de quitar o débito é considerável agravante. O ministro Cardozo também defendeu que isso, além de ser uma prática em governos anteriores, tanto não constituía empréstimo nem operação de crédito e ainda citou um exemplo impróprio e esquisito, ao comparar um patrão que no final do mês não paga o salário de seu empregado. E indagou: “este patrão tomou dinheiro emprestado do empregado?”, fazendo crer que as situações são equivalentes. Não são.

No tocante à alegada habitualidade dessa prática, tanto não justifica nem exclui o crime. Quanto ao patrão, este é mero devedor de dívida trabalhista. Já o governo federal, que detém mais de 50% das ações daqueles três bancos, agiu manu militari. Ou seja, à força, às escondidas e sem enfrentar resistência, se apropriou de dinheiros daqueles bancos, deles fez uso e depois não pagou. Se isso não é roubo é furto. Ou apropriação indébita. É golpe e é calote.

E mais: sustentar, como sustentou Cardozo, que as requisições de recursos vinham de todos os lados, “inclusive do TST e do TCU” e por isso não poderiam ser negadas, ainda que ao arrepio da lei, é confessar que a presidente Dilma é ainda muito mais responsável, por não ter recusado as requisições.

CORRESPONSABILIDADE (REFLEXA)
E por fim, saiba o ministro Cardozo que “não tornar efetiva a responsabilidade de seus subordinados, quando manifesta em delitos funcionais ou na prática de atos contrários à Constituição” é crime contra a probidade na administração. imputável ao presidente da República, conforme se lê no artigo 9º, nº 3, da Lei nº 1079/50.

Daí porque a presidente Dilma, independentemente da existência ou não do dolo, é também responsabilizada criminalmente, mesmo que não tenha sido ela a autora da(s) prática(s) delituosa(s). Diz-se isso porque ontem o ministro Cardozo repetiu várias vezes que a responsabilização da presidente dependia sempre do dolo – e não, da mera culpa. E que Dilma não poderia ser responsabilizada por atos de seus subordinados.

Para finalizar: o placar ontem foi Janaína Paschoal 7 X 1 Dilma Rousseff. Para o leitor que desejar rever a doutora Janaína Pachoal diante da comissão aqui vai o endereço para ser acessado

sábado, 2 de abril de 2016

Janaína Paschoal: "Não há golpe. Existem muitas provas"

Sábado, 2 de abril de 2016
Uma das autoras do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff desmonta as teses apresentadas pelo governo e pelo PT, e diz que pedalada fiscal é um crime muito grave, ligado ao desvio de dinheiro de público
Marcelo Rocha, Revista IstoÉ /// Blog do Sombra
Na quarta-feira 30, em audiência realizada na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, a advogada Janaína Paschoal protagonizou uma verdadeira aula de Direito. ...
 
 
''Precisamos formar nossos alunos e filhos para que entrem na política''
 
Numa sessão marcada pelas investidas de parlamentares governistas mais interessados em tumultuar do que em buscar esclarecimentos a cerca do pedido de afastamento da presidente – assinado pela própria Janaína e pelos juristas Miguel Reale Júnior e Hélio Bicudo –, a advogada desmontou o discurso petista de que estaria havendo um golpe no País, descreveu com incrível didatismo os inúmeros crimes praticados pela presidente, enumerou as provas sobre cada um deles e remeteu à sociedade o desafio de formar e eleger bons políticos.
 
''Quando o Paulo Roberto Costa (ex-diretor da Petrobras) fez a delação premiada, a presidente dizia que aquilo tudo era uma grande mentira.

É um discurso inerente ao PT, o da vitimização''
 
“Essa conversa de golpe é apenas um discurso útil para aqueles que fogem da discussão do mérito”, disse a advogada em entrevista concedida à ISTOÉ logo depois de deixar o Congresso e já a caminho do aeroporto. 
 
''Está escrito na nossa denúncia que é impossível a presidente dizer que não sabia de Pasadena. Vem o senador Delcídio e afirma que a presidente Dilma sempre soube''