Domingo, 17 de setembro de 2017
Do blogue Náufrago da Utopia
Por Celso Lungaretti
O comandante
Carlos Lamarca – que nem mesmo presidentes da República tidos como
esquerdistas ousaram propor que fosse incluído no Livro dos Heróis e das Heroínas da Pátria, embora haja sido um
dos três maiores, ao lado de Carlos Marighella e do único reconhecido,
Tiradentes – estava debilitado e indefeso quando a repressão ditatorial o
abateu no sertão baiano, em 17 de setembro de 1971, numa típica vendetta de gangstêres.
O
que há, ainda, para se dizer sobre Lamarca, o personagem brasileiro
mais próximo de Che Guevara, por história de vida e pela forma como
encontrou a morte?
Foi,
acima de tudo, um homem que não se conformou com as injustiças do seu
tempo e considerou ter o dever pessoal de lutar contra elas, arriscando
tudo e pagando um preço altíssimo pela opção que fez.